Mostrar mensagens com a etiqueta Rascunhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rascunhos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 12 de setembro de 2015

Este amor...

Cabo Sardão, Portugal 

É um amor feito de mar,
de pizza,
e de tardes quentes.

É um amor feito de kms,
de fins de semana,
e de comboios.

É um amor feito de travessias,
de férias,
e de aviões.

Ele é bonito.
É feito de sonhos,
que cheiram a terra.

Ela gosta dele. Mui-to.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Instantâneos

Praia D. Ana, Lagos, Portugal

Dias de mar e de azul,
De contrastes e silêncios.

Dias de inverno e de sol fulgente,
De passos e descobertas.

Dias breves,
Fugazes e instantâneos,

Com cheiros, sabores,
Contemplação e partida.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

"não haverá milagres aqui"

Scottish National Gallery of Modern Art em Edimburgo, Escócia

Não haverá encantamento, nem cegueira
nem loucura, nem obsessão.
Não haverá inquietação, nem ansiedade
nem turbulência, nem descontrolo.
Não haverá promessas, nem cobranças, 
nem desconfiança, nem ciúme.
Não haverá tristeza, nem lágrimas
nem dor, nem ilusão.
Não haverá milagres.
...

domingo, 1 de agosto de 2010

Falésias nos algarves

Carvoeiro, Lagoa. Fotografias de Rogério

Ó mãos alheias que não tendes consciência!
Que construís refúgios em falésias,
E albergais espécies migratórias indignas e egoístas!

Ó arribas imponentes e frágeis!
Que deixais outros ninhos pousar,
E revelais umas costas desgastadas e sofridas!

Ó águas salgadas que chorais!
Que rebentais de tristeza contra a costa,
E mostrais a vossa revolta e fúria!

Ó Lusitânia que não quereis ver!
Que deixais meus sentidos indignados,
E não lutais por este nosso litoral!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Trilhos


Existem caminhos que levam a trilhos,
Que se cruzam por vezes no meio de algures,
Mas ela nem sempre soube qual o caminho que seguia
Ou qual o caminho que queria encontrar.
Por várias vezes andou à deriva.
Perdeu-se e deixou-se ficar
Quieta, sem norte e sem rumo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Festa do Pinheiro

Pinheiro
O Pinheiro…
É aquela noite de Novembro,

Que parece não ter fim!
Que marca os encontros e reencontros;
Para os abraços e beijinhos
E para as conversas até de madrugada.

São as mesas cheiinhas de povo,

Onde não falta o caldo verde e os rojões com as batatas;
Nem os grelos e as papas de sarrabulho,
Com os copos sempre pejados de vinho.

É o cortejo que arranca à meia-noite em ponto,
Fazendo rufar os bombos e as caixas pelas ruas da cidade.
É o povo que se junta para a festa

E, entre um copo e outro,
Aguarda entusiasticamente pelo erguer do Pinheiro.


Pinheiro
As Festas Nicolinas celebram-se na cidade de Guimarães, sendo que o Pinheiro marca o início destas festas, no dia 29 de Novembro.
Uma noite que se prolonga pela madrugada, onde os bombos e as caixas marcam o compasso até ao erguer do Pinheiro, ao lado da Igreja de Santos Passos.
Podem descobrir mais sobre as Festas Nicolinas em
http://www.nicolinas.pt/
. Apareçam!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Memórias de uma procura

Memórias de uma procurailustração: phermad

Procura algo na imensidão da noite.
Algo que dê novo alento à sua vida
Monótona, triste e desinteressante.
Não encontra.
Presa nas suas memórias,
Percorre os flashes de outros tempos passados.
Onde, entre abraços e beijos,
O seu mundo era outro.
Mais feliz e sem sombras.
Sombras,
Que assolam agora o seu caminho.
O seu mundo parece fechar-se cada vez mais.
À medida que as horas vão correndo sem destino,
Dá consigo num quarto vazio.
Olha as suas paredes nuas
E nos seus reflexos encontra a imagem
De um ser perdido,
Sem lugar para onde ir,
Por não querer fugir.
Os pensamentos vão passando,
Sem vontade de parar.
Os minutos vão virando horas,
No enorme relógio de parede.
O dia que era hoje, já não é.
Assim como o mundo que outrora lhe fazia feliz,
Lhe aprisiona agora, entre paredes,
De solidão e tristeza.
Um quarto sem janelas,
Onde dia após dia, se encerra
Viajando pelas sombras das suas memórias.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Porque anda o teu olhar sem olhar?


Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar

E eu te respondo que não sei…
Não sei, porque o meu olhar não me responde.
O meu olhar já não vê,
Porque já não sente e já não chora.

Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar
E eu te respondo que não sei…
Não sei, porque o meu olhar não me responde.
No meu olhar agora apenas reside o silêncio.
O silêncio de um olhar que se fechou,
Porque os dias deixaram de ser coloridos e quentes.
E porque as noites passaram a ser sombrias e frias.
No meu olhar agora tudo é vazio e solidão.
Tudo é um pálido arco-íris...

Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar
E eu te respondo que não sei…
Não sei, porque o meu olhar não me responde.
O meu olhar é tristeza e é dor.
Em tempos foi mar e céu.
Agora é deserto e terra.

Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar
E eu (em silêncio) te respondo apenas que não sei…

ilustração: phermad
_________________
Nota: Este Olhar não está a concurso, mas marca o início do desafio.

Agradeço aos participantes, por terem aceite mais este desafio e amanhã iniciarei a publicação dos poemas a concurso. Beijos e abraços!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

ausências...


Encontros...
Silêncios...
Sonhos...
Retalhos...
Vazios...
Pensamentos...
Palavras...
Partidas...
Desencontros...
Ausências...
Silêncios...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

"Sonho Meu, Sonho Meu"

Vila de Ponte de Lima
Sonho Meu, Sonho Meu
Sonho… Que não és meu.
Jardim… Que não és meu.

Sonho Meu, Sonho Meu
Jardim de petunias, relva e tagetes patula
Que, próximo das margens do rio Lima,
Revelas a tua deslumbrante magia.

Sonho Meu, Sonho Meu
Jardim de sonhos e fantasias
Que, esquecendo o real num outro mundo que não o teu,
Deixas o irreal ganhar formas de cores fortes.

Sonho Meu, Sonho Meu
Jardim de brincadeiras e tropelias
Que, coberto de pequenas pedras vermelhas,
Desvendas baloiços azuis em fortes oliveiras.

Sonho Meu, Sonho Meu
Jardim encantado que não conheci…
Não percorri… Não contemplei…
Não descobri… Não sonhei…

Sonho Meu, Sonho Meu
Em teu cascalho vermelho não caminhei…
Em teus baloiços azuis não baloicei…
Em teu rio de flores não mergulhei…
E em teu “barco de papel” não viajei…

Sonho Meu, Sonho Teu…


_______________________
Inspirado no Jardim Sonho Meu, Sonho Meu, de Miguel Peixoto.
Jardim que pode ser descoberto em Ponte de Lima até dia 30 de Outubro.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Retratos de Monchique

Retratos de Monchique
Mulher com cesto de pernas esguias
Que, esculpida por Melicio,
Revelas a tua escultural beleza.

Mulher com cesto de rosto sereno
Que, sentada no alto muro,
Deixas os teus filhos brincando nos floridos parques.

Mulher com cesto de olhar seguro
Que, de costas voltadas para o labiríntico jardim,
Esqueces o teu escultor no verde chão.

Mulher com cesto de cesto vazio
Que, de pensamentos distantes no horizonte,
Pousas teus pés descalços na pedra rugosa.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Palavras

Palavras ilustração: phermad

Palavras escritas.
Palavras pensadas.
Palavras sentidas.
Palavras perdidas.
Palavras doentias.
Palavras enlouquecidas.
Apenas palavras.
Palavras vazias,
Que o vento cobarde e fugidio,
Um dia ao amanhecer levou.
Vento que já não sopras.
Riso que te escondes.
Loucura que teimas em chegar.
Noites que aguardam o silêncio.
Pensamentos tardios que ainda esperam.
Dedos trémulos que rascunham palavras.
Apenas palavras.
Palavras vazias,
Que escrevem para o esquecimento.
Apenas palavras.
Palavras vazias,
Que escrevem para o nada.
Apenas palavras.
Palavras vazias,
Que se perdem no vazio.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Pedaços de mim

Pedaços de mim
Livros... Azul... Mar... Nuvens... Silêncios... Escrever... Chocolate... Estações de comboios... Confidências... Lua...

Acasos... Horas... Postais... Violinos... Sorrisos... Nadar... Gelado de limão... Conchas... Mãos... Joaninhas...

Tambores...
Verdades...
Fotografia...
Sons...
Água...
Palavras cruzadas...
Sombras...
Melão...
Lírios...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

MaRvãO sublime


Certa manhã ao acordar, sentiu-se vazia.
Olhou o azul céu e nada viu.
Nada sentiu, nada encontrou.
Imagens desfocadas por ela passaram,
E seu melancólico corpo não reagiu.
Eram apenas retratos.
Retratos de um ontem que já não existia.
Partiu.
Partiu em busca de algo que desconhecia.
Numa ânsia desenfreada de ao limite chegar.
Por momentos inspirou.
Inspirou a leve brisa que até ela chegava.
Escalou montes e desbravou montanhas,
E no cimo, tocou no instante da magnitude.
Na imponência do belo e infinitamente mágico.
O vento gelado daquele Inverno,
Fustigava-lhe a eloquência.
E o fugaz silêncio derrotava-lhe as abismadas palavras.
Mas os seus olhos encontraram a perfeição da conquista,

O deslumbre do encantamento.
Os seus dedos cravaram as pedras do real.
Os seus pés pisaram o pulsar de uma vila.
Uma vila abscôndita por muralhas avassaladoras.
E no limiar do infinito,
Entre o tímido céu e a longínqua terra do nunca,
Os seus batimentos apressados revelaram-lhe o Não Sonho.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Falhas



Estrada solitária que receias o teu desconhecido fim.
Sorris no teu silêncio melancólico
Às gentes que passam e que, por ti, se deixam conduzir.
Tímida, teus despidos caminhos ainda tentas esconder,
Mas as folhas garridas, que se espalham pelo teu desnivelado chão,
Já não ouvem os teus mudos gemidos.
Tantos lugares percorridos e por ti descobertos,
Algures perdidos numa outra história.
Tantos cheiros e sensações,
Guardados entre uma curva e outra.
Tantas cumplicidades de instantes,
Que a ausência ainda lembra.
Coisas banais. Falhas... de uma Estrada fria.
Mas o Tempo… não solta as marcas no esquecimento.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

O lado canhoto e as migalhas

No meio do nada e no silêncio de tudo,
o adormecido lado canhoto do peito
afundou as suas palavras,
na mais profunda e negra escuridão!
As pequenas migalhas
flutuam perdidas,
algures no lado esquerdo do sentir.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Perdi as palavras!

Não as encontro...
Restam-me apenas estas,
com que agora escrevo,
pois ainda se deixaram apanhar!

domingo, 1 de outubro de 2006

Cores de uma estória

Todas as estórias que já li tiveram um fim.
O fim é apenas o início de uma nova estória.

domingo, 3 de setembro de 2006

Águas que correm


Águas claras que acordam com a madrugada.
Que correm olhando o ainda escuro céu,
E encontram um luar frio e ausente.

Águas solitárias que em silêncio correm.
Que correm pesadamente e sem controlo,
Por tristemente não quererem parar!

Águas profundas que não secaram.
Que correm no agreste e frio chão,
Onde se perdem e se deixam confortar.

Águas perdidas e turvas que ainda correm.
Que correm sem já o saber,
Por o tempo, no vazio não as fazer secar!

Pinturas populares (últimos 30 dias)