domingo, 3 de setembro de 2006

Águas que correm


Águas claras que acordam com a madrugada.
Que correm olhando o ainda escuro céu,
E encontram um luar frio e ausente.

Águas solitárias que em silêncio correm.
Que correm pesadamente e sem controlo,
Por tristemente não quererem parar!

Águas profundas que não secaram.
Que correm no agreste e frio chão,
Onde se perdem e se deixam confortar.

Águas perdidas e turvas que ainda correm.
Que correm sem já o saber,
Por o tempo, no vazio não as fazer secar!

18 comentários:

Musician disse...

Um poema bonito, parabéns!
E essa imagem faz-me lembrar que o tempo vai mudar...o frio está ai a chegar...Oh :S

Beijinho*

dreams disse...

mas mesmo o rio não querendo vai sempre chegar ao mar e abraçar a sua imensidão...

um belo poema...
gostei muito

um beijo doce *
“·.¸Dreams¸.·”

Filipe disse...

Águas... felizes, desejosas, serenas... por saber, que seu destino, sua alegria vão achar!

Águas... doces... que buscam apenas... o seu sal para nele desmaiar!

Águas doces de puro rio...
rumam ao seu mar de sais...
Águas salgadas que choram o frio...
lavam a alma com sorrisos soluçais.

(Se nao estou em erro, eis a ponte romana de Ponte de Lima, né?)

kikas disse...

A agua é como a vida, tenta para-la !!!

natacha pereira disse...

Água...
Hmmm... como eu gosto de beber água fresquinha o Verão...
Hummm...como eu gosto da água fresca do mar...
Hummm... só é pena não lavar as más línguas...ahahahahah!!!!!

Beijinhos grandes amiga

PS-gostei muito do poema!!!

Um outro olhar disse...

muito bonito

ainda bem que não pára, desse modo consegue prosseguir o ciclo de vida dele e desse modo outros seres vivos sobreviveram, às custas do seu correr

gostei

:)

BB (O.ö) disse...

Olha ponte de lima :)

que giro!!

Amiga... Tu és uma inspirada :)
POema lindo! **

almaqueabsorveaslagrimas disse...

Sempre me questionei do porquê de não haver rios na minha terra (São Miguel-Açores). Quanto mais temos uma ribeira. Por sempre ter contacto com o mar e adorar o verão e etc.. a primeira vez em pequenina que fui a Lisboa e quando vi o Rio Tejo fiquei mesmo surpreendida: Aquilo era mesmo grandeeeeeeeeee. Mas quando fui aí nesse sitio belo se tivesse que trocar o meu mar era por estas "aguas calmas que acordam com a madrugada".
Beijos :D ****

Utzi disse...

Lindo poema :) Beijos

eremita disse...

resumindo, águas do rio lima ;)

the postman disse...

Bela representação da vida que certas águas têm, por mais perdidas que estejam.

o alquimista disse...

Poema lindo...neste rio de águas desenfradas que correm e batem contra a pedra submissa...


Doce beijo

cidadão comum disse...

bonito, poema e foto.

Estrela do mar disse...

...um belo poema...e que bem que soube lê-lo!...

Besitosssssss e tem um bom fds

Klatuu o embuçado disse...

Muito bonito.

naoseiquenome usar disse...

A calma das madrugadas enevoadas ao ritmo da água...

Beijos

acunha_da disse...

olha por aqui as águas estão estagnadas... já começa a cheirar mal :P
é bom q deixes correr as tuas :)
bjokinhas

PS- adorei o poema

Teresa Durães disse...

bonito poema

e... ponte de lima... pois...

por acaso coloquei uma fotografia da vista ao longe da vila ahahahha

terra bonitinha mas...

Pinturas populares (últimos 30 dias)