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sábado, 9 de maio de 2015

«À Espera de Godot»


Depois da grande estreia no Teatro da Trindade, em Lisboa, a peça À Espera de Godot, pela ACTA - A Companhia de Teatro do Algarve, subiu ontem ao palco do Teatro Lethes, em Faro. 

Com texto de Samuel Beckett (prémio Nobel da Literatura em 1969), «a peça coloca-nos perante uma feição tragicómica da realidade humana.» O encenador Luís Vicente, refere que «Fazemos este texto para falarmos das nefastas consequências que tiveram, e continuam a ter, nas nossas vidas, as práticas violentas, imorais, terroristas e oportunistas de certas instituições financeiras.» 

Estragon (Pedro Lima) e Vladimir (Pedro Laginha) são os dois anti-heróis à espera de Godot. Perderam tudo. "Nada a fazer", diz Estragon. "Começo a ter a mesma opinião", responde Vladimir. Os dois homens vestidos de preto esperam por Godot, que nunca chega. E o que se espera enquanto se espera? Por vezes, desespera-se. 

Enquanto esperam por Godot, entram em cena Pozzo (Luís Vicente) e Lucky (René Barbosa), este último é escravo do primeiro. O opressor e o oprimido. Ao oprimido é-lhe dada a oportunidade de falar, mas quando começa a falar, não consegue exprimir-se. Tem um discurso incompreensível. Entretanto, chega um rapaz (Tânia da Silva) para anunciar que Godot não vem. O tempo passa. E nada muda. A eterna espera. O desespero.

No palco, como nos nossos dias, espera-se. Espera-se por algo ou por alguém que nunca há de chegar. E por vezes, a espera transforma-se em desespero. Parece que nada mais temos feito, então, do que esperar por Godot... 

Um texto dramático, terrivelmente atual! Gostei imenso e só posso recomendar.

Em cena: 
Faro: 9, 15, 16 (21h30), 10 e 17 de maio (16h00);
Portimão: 22 e 23 de maio, às 21h30.
Loulé: 6 de junho, às 21h30.

quinta-feira, 26 de março de 2015

«O Menino de sua Avó»


Amanhã, dia 27 de março, assinala-se o Dia Mundial do Teatro. 

Para comemorar este dia decidi não faltar à chamada e ir assistir à peça O Menino de sua Avó, pelo Grupo de Teatro "A Barraca", no Cine-Teatro Louletano.

Como estou expectante, deixo-vos aqui um cheirinho de como será a minha soirée, para o caso de também quererem aparecer.
  
«"Somos sonhos distantes, deste mundo em que nós brincamos" Um dueto cénico entre Fernando Pessoa e a sua avó Louca. Sete encontros onde o fantástico ganha a cena, numa divertida fantasia onde material e imaterial se confundem, à maneira pessoana, entre personagens que se cruzam do lado de cá e de lá da vida. A peça inédita de Armando Nascimento Rosa, Menino de sua avó, escrita para Maria do Céu Guerra e Adérito Lopes, acompanha ambas as personagens na vida e na morte, numa sucessão de momentos que atravessam o século XX português.»

Vais ao Teatro? Partilha comigo a peça que vais ver. :)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

«O Preço»


Na semana passada tive a oportunidade de ver uma peça extraordinária, O Preço de Arthur Miller. Esta está em cena na Sala Azul do Teatro Aberto (que infelizmente está na iminência de fechar as portas) de Quarta a Domingo e aviso já que é daquelas que não se podem perder!

António Fonseca, João Perry, Marco Delgado e São José Correia são os atores que integram esta peça encenada por João Lourenço. Com um texto tão atual, que levanta tantas questões sobre a essência da vida e a complexidade do ser humano é impossível não ficar-se completamente rendido à história, ao cenário e à excelente interpretação dos quatro atores, em especial João Perry, que aqui faz o papel do avaliador Salomão. 

Sinopse:
«Nova Iorque, 1968. Dois irmãos voltam a encontrar-se, dezasseis anos depois da morte do pai, para desocuparem a casa que deixaram intacta ao longo de todos aqueles anos. Um velho avaliador vem dar-lhes um preço pelos móveis e objectos de que se querem desfazer. No entanto, a transacção não é tão simples como imaginaram: todas aquelas coisas fazem parte da história da família, estão repletas de memórias e obrigam-nos a confrontarem-se com o passado e com as escolhas que fizeram na vida. Qual foi o preço dessas escolhas? Qual é o preço das contas que ficam em aberto? Entre o deve e o haver, o que se perde e o que se ganha? Neste encontro cheio de emoções, debatem-se as grandes questões da vida, com a esperança sempre acesa de uma maior compreensão do que é profundamente humano.»

quarta-feira, 22 de maio de 2013

"O Campeão do Mundo Ocidental"


A próxima peça de teatro que não quero perder é O Campeão do Mundo Ocidental, que está em cena até 9 de junho, na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. 

Com encenação de Jorge Silva Melo, esta é uma peça do dramaturgo irlandês J. M. Synge, que conta com as interpretações de Elmano Sancho, Maria João Pinho, Américo Silva, Maria João Falcão, Rúben Gomes, João Vaz, António Simão, Nuno Pardal, João Delgado e estudantes da ESTC - Escola Superior de Teatro e Cinema (Rita Cabaço, Isac Graça, Catarina Campos Costa, Nídia Roque, Daniela Silva, João Reixa, Bernardo Souto, Nuno Geraldo).

A ação é passada na costa ocidental da Irlanda no início de 1900 e conta a história de Christy Mahon, um jovem fugitivo que afirma ter morto o pai. Só que o que podia ser condenável, acaba por ser uma história interessante para as habitantes locais!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

«Preocupo-me, Logo Existo!»


Preocupo-me, Logo Existo! de Eric Bogosian é a peça que sobe ao palco do Teatro das Figuras, esta sexta-feira, dia 21 de setembro, às 21h30 e que terá Diogo Infante na interpretação.

Refere o ator que, «Regressar ao universo de Bogosian é como rever um amigo de longa data que a vida se encarregou de afastar. Bastam apenas alguns minutos para que se recupere a intimidade. O tempo é uma medida curiosamente ilusória. O humor corrosivo e politicamente incorrecto de Bogosian talvez sirva demasiadamente bem a minha necessidade de questionar tabus, hipocrisias e demagogias de uma sociedade apática e deprimida, que precisa de novos paradigmas e de novas filosofias.»

Admiro imenso o trabalho de Diogo Infante e por isso aguardo com grande expetativa mais esta peça do ator. Aqui, Diogo Infante interpretará diferentes personagens: Bebé interior, Taxista, Espectador, Diabo, Músico, , Médico e Homem da Classe Média, «com os problemas que se aproximam às preocupações que os portugueses estão, actualmente, a viver».

Fica o aviso. A peça já está agendada para o Porto e ao que parece, ainda vai correr por algumas cidades do país. Para quem gosta de teatro, é melhor estar atento, pois o público de Lisboa aplaudiram com entusiasmo. :0)

sexta-feira, 9 de março de 2012

«O cerco a Leninegrado»


O Cerco a Leninegrado
estreou o ano passado, no dia 28 de novembro, assinalando assim os 70 anos de carreira da atriz Eunice Muñoz. 

Amanhã, dia 10 de março, é a vez do Cine-Teatro Louletano receber O Cerco a Leninegrado de José Sanchis Sinisterra. Este texto de 1994 é encenado por Celso Cleto e interpretado por duas maravilhosas atrizes, Eunice Muñoz e Maria José Paschoal.


«Teresa, actriz e viúva de um antigo encenador, vive com Natália, outra actriz, nas ruínas de um velho teatro na cidade em vias de ser demolido.

Um texto vertiginoso e uma comédia política, onde o teatro serve de matéria de reflexão à história política dos últimos cinquenta anos.
Os sonhos e as utopias de um mundo melhor estão presentes nesta relação humana de duas mulheres que nunca se renderão.»

Ainda consegui um bilhete, por isso parece-me que a noite de sábado promete!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

«Fuga»


Já fazia algum tempo que não falava de teatro. 
E assim, cá estou eu para divulgar a próxima peça que não vou perder. Fuga estreou em outubro do ano passado e agora chega nos dias 10 e 11 de fevereiro ao Teatro das Figuras em Faro. 

Com encenação de Fernando Gomes e texto da autoria de Jórdi Galcerán, esta peça conta com a interpretação de Maria Rueff, José Pedro Gomes, Jorge Mourato, João Maria Pinto e Sónia Aragão. 

«Um ministro demite-se na sequência de um escândalo de corrupção, ficando com a carreira política destruída. A sua mulher foge com o jornalista que revelou o caso. O caos instalou-se na vida de Vicente Calado que considera tomar medidas definitivas quando uma vendedora ambulante lhe bate à porta. Uma mulher alegre e dinâmica com uma vida dura, que luta contra as adversidades diárias tornando-a diferente de qualquer outra mulher que conheceu. O seu encanto conquista-o, levando-o à paixão. Esta mulher não vem só e, de uma só vez, Vicente conhece um marido violento e infiel, um pai paralítico e mudo e uma prostituta. Juntos, transformam-lhe a vida, fazendo-o protagonista de uma série de incríveis situações. Uma comédia que apenas pode terminar de forma... surpreendente!»

sábado, 13 de novembro de 2010

«O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti»

A peça O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti, de Bertolt Brecht «é uma das comédias mais brilhantes deste dramaturgo». Estreou no passado mês de Outubro e estará em cena até dia 30 de Janeiro de 2011, na Sala Azul do Teatro Aberto, em Lisboa. Com encenação de João Lourenço, esta é composta por um elenco de 15 actores e três músicos, sendo que os principais papeis estão a cargo de Miguel Guilherme (senhor Puntila) e Sérgio Praia (criado Matti). A composição musical apresentada na peça foi criada pelo artista Mazgani e será interpretada ao vivo pelo elenco.

«Excepcional apreciador da bebida, Puntila sofre de dupla personalidade: quando está sóbrio é arrogante e egocêntrico, quando está ébrio é fraternal e compassivo. Oscilando entre ambos os extremos, ele surpreende e confunde tudo e todos, amigos, subordinados e desconhecidos.

Esculpida como uma parábola, contendo a riqueza de reflexões maiores sobre o poder, a justiça, a igualdade entre os homens e a dependência, mas também o louvor aos prazeres da vida e à natureza, esta peça encerra um potencial de consciencialização individual e social e uma actualidade histórica que será estimulante descobrir.»

Em palco de Quarta a Sábado às 21h30 e Domingo às 16h00.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

«O Deus da Matança»

O Auditório Municipal de Olhão recebe, nos dias 13 e 14 de Novembro, às 21h30, a peça O Deus da Matança, de Yasmina Reza, com encenação de João Lourenço.
Em palco estarão os actores Joana Seixas, Paulo Pires, Sofia de Portugal e Sérgio Praia.


«A peça começa depois de dois rapazes, à saída da escola, terem andado à pancada. Um deles partiu dois dentes ao outro. Os pais encontram-se para falar sobre o incidente, mas, quando o começam a discutir a fundo, a situação torna-se cada vez mais tensa. Pequenas insinuações passam a ofensas verbais e físicas. E é assim que uma tarde entre pessoas civilizadas acaba de maneira inesperadamente pouco civilizada. »



Os bilhetes encontram-se à venda no Auditório Municipal de Olhão:
8€ (plateia) e 6€ (balcão).
Reservas: 289 710 170 (2.ª a 6.ª feira e dias de espectáculo, das 14h às 18h).

«Um espectáculo divertido e actual, onde dois casais de classe média alta mostram que, quando estala o verniz, são gente como toda a gente.»

sexta-feira, 20 de março de 2009

«Os Saltimbancos»

Com certeza que quase todos vocês devem conhecer o famoso conto Os Músicos de Bremen, dos Irmãos Grimm.

«Cansado da exploração e maus-tratos do patrão, um jumento abandona a fazenda em que trabalhava, em busca de melhores condições de vida.
No caminho para a cidade, encontra um cachorro e uma galinha que fogem pelo mesmo motivo. Junta-se a eles uma gata, expulsa de casa por passar a noite a cantar. Unidos, decidem formar um conjunto musical, criando belas canções

Pois é, foi inspirado nesta fábula que "Chico Buarque criou um texto e canções que nos transportam à magia suprema do espectáculo e ao que a vida tem de encanto."
O espectáculo estará em cena, nos próximos dias 27 e 28 de Março, pelas 21h30, no Teatro das Figuras, em Faro, assinalando desta forma o Dia Mundial do Teatro.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

"Um balde...

Bucket ... é também um ponto de partida para as histórias que se querem contar..."

O Teatro da Palmilha Dentada apresenta esta quinta-feira, pelas 21h30, no Teatro Lethes em Faro, a peça Bucket, com texto e encenação de Ricardo Alves.

"Um balde divide o mundo.
Havendo um balde, há o que está dentro e o que está fora.
De pernas para o ar é um banco.
Com um pé dentro é um gag antigo.
Empilhados, uma torre.
Numa loja de cristais é um erro, na construção civil uma constante, se tiver um furo é inútil, se tiver muitos, dependurado num ramo de árvore, é um chuveiro. Há baldes que são dois, meio balde de detergente, meio balde de água limpa. Alguns têm tampa, alguns têm rodas, quase todos têm asa. Transportam água, guardam o leite. É um balde, foi à lua e voltou cheio de pedras lunares.
E se um dia nos faltarem?"

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Dois em Um!

Teatro e Circo com Tomás Kubínek"Lunático certificado e mestre do impossível”

O Teatro das Figuras em Faro prepara-se para receber no próximo dia 12 de Junho, pelas 21h30, o espectáculo de Tomás Kubínek. O espectáculo é de autoria e interpretação de Tomás Kubínek, um artista que é considerado pela crítica internacional, como sendo um dos melhores no mundo do humor.

Internacionalmente aclamado pelos seus solos, Kubínek é um mágico, um acrobata, um clown, um cientista louco, um verdadeiro artista que oferece uma experiência com muitos sorrisos.

O New York Times elogiou o seu trabalho como "Absolutamente habilidoso".
Um espectáculo a não perder mesmo!
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

«amor»

AmorAmor é uma produção do Teatro Regional da Serra de Montemuro (TRSM) e estará em cena hoje no Teatro Lethes em Faro, pelas 21h30.

Texto: Eduardo Correia
Encenação: Eduardo Correia
Interpretação: Abel Duarte, Paulo Duarte, Daniela Vieitas, Carlos Cal, Neusa Fangueiro e Rodrigo Viterbo

"O Amor é como uma pequena planta silvestre que se instala atrevidamente no nosso jardim, depois vai crescendo, e contagia todas as outras plantas que se deixam seduzir por todo o seu encanto.
Tal como o amor, as plantas sofrem. São muitas as vezes que elas fecham as suas pétalas, despedaçando lágrimas para depois soltá-las em pequenos pedaços, só para que o jardim não fique triste ao vê-las chorar.
O TRSM inspira-se na cultura popular, desde as máscaras de Lazarim até aos Santos Populares e do cinema mudo até ao fado, sem nunca criar espectáculos "fáceis" ou condescendentes. É um teatro contemporâneo, com as suas raízes no meio rural, que aposta na criação de textos originais, inspirados no mundo à sua volta."

Uma peça que eu não vou perder! E na vinda, se estiver com o meu lado bondoso desperto conto-vos como foi! Até lá.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

As vozes de Macbeth

Dias de teatro são sempre dias especiais.
1.ª Plateia. Lugar D7.

Macbeth.
O guerreiro. O lutador de vozes.
Vozes que habitam nele. Vozes que habitam nos outros. Vozes que habitam por todo o lado. Vozes do passado. Vozes do presente. Vozes que não se calam. Vozes que surgem inesperadamente. Vozes que abrem buracos.
Macbeth.
O inquieto. O receoso de vozes.
Vozes que o extasiam. Vozes que o conduzem. Vozes que o travam. Vozes que o colocam do avesso. Vozes que o deixam “sedento de cumprir o seu oráculo”.
Texto adaptado do original de Bruno Bravo, Encenador.
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Nota: Peça em cena no Teatro das Figuras em Faro, dia 23 de Maio (hoje), às 21h30.

quinta-feira, 8 de março de 2007

«Moby Dick»

A baleia Moby Dick chega hoje ao Teatro das Figuras em Faro e estará por aquelas bandas até ao dia 10 de Março. Os afazeres diários e os compromissos inadiáveis não me permitem estar no dia da estreia, mas amanhã lá estarei para assistir a mais uma peça que concerteza será hilariante.
Herman Melville (autor da peça) necessitou apenas de uma baleia, de um capitão, de um navio com alguns marinheiros e claro está do mar para “construir uma saga capaz de resumir em si o fluxo da vida em toda a sua grandiosidade”.
Interpretação: Maria Rueff, Miguel Guilherme, Graciano Dias, João Barbosa, José Airosa, Miguel Borges, Milton Lopes, Ricardo Aibeó e Rui Morisson

Co-produção: Teatro Municipal S. Luiz, e/ EGEAC E.M. e ar de Filmes
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Nota: Aproveito para deixar um beijinho para as mulheres da minha vida.

sexta-feira, 2 de março de 2007

«Hamlet»

Hoje é dia de ir ao teatro. Depois de andar por outras cidades, finalmente vejo a peça Hamlet de William Shakespeare chegar a Faro! A trama já é bem conhecida, mas confesso que estou curiosa. E claro que estou à espera de ser surpreendida! Sendo assim, deixo-vos com a sinopse. Vou indo. A hora aproxima-se. No regresso talvez vos conte... Ou talvez não... ehehehe

Sinopse
"O Mundo é uma prisão, a Dinamarca uma álea dessa prisão, o castelo de Elsinore uma masmorra dessa álea, mas Hamlet poderia estar encerrado na casca de uma noz e considerar-se o rei dos espaços infinitos, não fora o caso de ter maus sonhos...
O mundo de crimes, suspeições, manipulações e conveniências em que Hamlet se move acabará por implodir por efeito do seu descontrolado modo de não aceitar esta ordem de coisas; mas o resgate da razão que lhe assiste terá, ainda assim, um elevado preço em vidas..."
Interpretação: Adriano Carvalho, André Gago, Cláudia Andrade, Emanuel Arada, José Mateus, Maria Emília Correia, Marcantónio Del Carlo e entre outros.

Co-Produção: Teatro Municipal de Faro, Teatro da Trindade/INATEL e o Teatro Instável.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

«notas para esquecer»

"Tens de mudar a tua vida!"
"Imperativo moral de quem se confronta com a perda da memória do que foi lendo ao longo da vida. O leitor deambula pelas memórias das suas leituras, em diálogo com o próprio pensamento, numa biblioteca tão virtual quanto real, que reflecte os processos da rememoração e do esquecimento."
TAL - Teatro Análise de Loulé

Esta breve nota introdutória levou-me até ao teatro ontem.
Durante 45 minutos absorvi todas as palavras proferidas pelos três personagens. E ao sair daquela sala fui assaltada por uma sensação de vazio. Afinal, todas essas palavras iriam fazer parte de uma memória, de um passado.
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Nota: Encenação de Ana Soares e Tátá Regala e interpretação de Andreia Santa Rita, Maria João Catarino e Pedro Paulino.

sábado, 2 de dezembro de 2006

«A tua ternura molotov»

Uma comédia negra escrita em 2002 por Gustavo Ott (dramaturgo venezuelano) que nos fala da frivolidade dos nossos dias.
Daniel (Pedro Ramos) trabalha num prestigiado escritório de advogados e Vitória (Susana Nunes) é apresentadora de notícias no canal 9. Como já realizaram muitos dos seus projectos, agora pretendem ter um filho. Só que entretanto o passado de Vitória chega por correio através de uma encomenda do FBI. Surgem então os primeiros conflitos entre o casal. Assim começa o enredo desta peça hilariante e irresistível! Onde o que mais preocupa o casal são as aparências. Com ironia e erotismo, a cair para o humor e a crueldade, esta peça reflete a realidade da nossa sociedade. Uma peça que me surpreendeu, não só pela excelente interpretação dos dois jovens actores e pela história, mas também pela involvência do espaço.
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Nota: Em cena até dia 10 de Dezembro (quintas, sextas e sábados às 21h30, domingos às 18h00) no AL-MaSRAH Teatro em Tavira.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

O clássico

Ó tragédia, ó comédia, ó lágrimas e ó sorrisos! Ó noite, ó duas horas e meia bem gastas, ó agradável companhia, ó sorte a minha em vos ter, ó amor "revolucionário"!
Ó doce Julieta, dor do coração de Romeu, ó doce donzela virginal, que os olhos dele viram e a Rosalina esqueceram, "ó doce cadáver", tola que com um punhal por ele te mataste!
Ó Romeu que teu nome renegas, ó Ro...meu que não és dele! Vai, vai para a tua Julieta e não amargures, não mais o coração do "silêncio"! Ó avarento que tudo bebeste e suave foi a tua morte!
Ó duelos, ó Montéquios, ó Capuletos que sangue no palco deixaram, ó dor, ó beleza, ó morte, ó felicidade, ó carga erótica final, ó Custódia Gallego e ó Diogo Infante, hilariantes ama e Mercúcio (e já agora, estiveste bem em não ser Romeu).
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Nota: Para os que foram... ó ronco que grande tormento foste! Ó aguardente...
Para os que não foram um verdadeiro clássico perderam, ...
Se ainda pensam em ir, mas não compraram bilhete, esqueçam... Lotação Esgotada!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Amores de perdição

As tragédias sempre acompanharam os grandes personagens das histórias de amor. E talvez por serem tão trágicas, a sua beleza também seja tão única! Reais ou fictícias, sempre conseguiram despertar em cada um nós diferentes emoções! Cresceram connosco e foram passando de geração em geração. Muitas tornaram-se grandes clássicos e ficaram para sempre enraizadas nas nossas memórias. Na próxima semana estreia, no Teatro Municipal de Faro, a peça Romeu e Julieta (peça esta, que espero poder ir assistir), mas para além de Romeu e Juileta de William Shakespeare, muitos outros amores se tornaram imortais! Tais como Pedro e Inês, da nossa História, ou Carlos da Maia e Maria Eduarda, de Eça de Queirós, ou ainda Baltasar e Blimunda, de José Saramago. Estes são apenas alguns. Não vou inumerar muitos mais, até mesmo porque não me lembro e nem conheço todas as histórias. Mas eu sei que vocês conhecem muitas outras. Assim, vou esperar que as vossas pinceladas ajudem-me a registar mais amores eternos.
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Para ti amiga, tu que sabes quem és, um grande beijinho em tonsdeazul.

Pinturas populares (últimos 30 dias)