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sábado, 9 de outubro de 2010

O guardador de sonhos

ilustração: phermad

Ainda não sei bem o que vos vou contar… Caminho sozinho no infinito azul há milhares de anos. Sinto-me como um prisioneiro dos sonhos. Talvez por isso me chamem o guardador de sonhos! Dizem por aí que guardo os sonhos do mundo! Sonhos que chegam até mim de todos os tamanhos e feitios. Sonhos que carregam a fé dos Homens. Sonhos que não estão em mim, porque não me pertencem. Sim, talvez seja um guardador de sonhos! No entanto, entristece-me saber que guardo os sonhos do mundo, mas não me posso permitir sonhar.

Dizem que existo, porque eles lá em baixo não se cansam de sonhar. Sonham, sonham e sonham! Sonham despertos e enquanto dormem. São uns sonhadores famintos!
Os meus dias são uma correria desenfreada, pois os sonhos não me dão o divino descanso! Estão sempre a chegar. Talvez não saibam, mas os sonhos são pedaços de Céu. Pedaços de Céu que eu cuidadosamente coloco neste infinito azul incompleto. E digo incompleto, porque por vezes chega o dia em que os sonhos deixam de ser sonhos. Nesse dia, pedaços de Céu soltam-se, entram em negras nuvens e descem à Terra sob a forma de pingos de chuva.
Nesse dia, enquanto os pingos de chuva se deixam cair, observo os sonhadores a escapar aos seus sonhos. Tapam-se da cabeça aos pés. Abrem objectos estranhos para se protegerem. Correm. Tssss… São uns cegos! Apenas os chamados tolos se deixam alimentar por eles.
Ah! Lamento, mas por agora não vos posso contar mais, pois a mim, apenas me chamam o guardador de sonhos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sonho 1 | "Amo-te"

Amo-te
ainda que o não saiba
para além do fulgor dos beijos
no roçar das palavras
pelos lábios sedentos

Amo-te
em cada curva
em cada traço
atravessando o espaço

Amo-te
na desproporção
dos corpos
deitados na tela

Amo-te
na tinta dos sonhos
que ainda não ousamos pintar
___________________
Autora: Cartas a Si

Nota: Parece que já ninguém sonha... Que andam todos de cara em baixo e deixaram de olhar para o Céu. Sendo assim, agradeço à única participante que me enviou este lindíssimo poema. Aguardo na minha caixa do correio a tua morada para fazer seguir o prémio azulado!
Parabéns e continua a sonhar, sempre! ^.^

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Conta-me o(s) teu(s) sonho(s)

Dreams, Maria Mola, EUA

Quem visita o tonsdeazul desde algum tempo com certeza deve estar lembrado dos meus desafios em jeito de escrita criativa. Para os mais desatentos podem consultá-los aqui. E todos esses que visitam este cantinho e/ou já participaram nestes desafios com certeza devem ter saudades! Vá não se acanhem e digam que sim, nem que seja para me fazer a vontade. ^.^ Afinal o último desafio foi lançado em Janeiro de 2009 e até eu já tenho fome de ler e deliciar-me com as vossas palavras! E como hoje entrou o Outono lembrei-me de colocar as vossas mãos a aquecer para os dias frios que se aproximam! Que dizem? ^.^

Sendo assim, desafio os de sempre, os que já participaram e os que irão ter a sua primeira vez, a escrever algumas linhas (não vos imponho limite de palavras para não vos cortar a inspiração, mas por favor não se entusiasmem demasiadamente!), que têm de ser inéditas, mas que podem estar em prosa ou em poesia. Contudo, a palavra Sonho(s) terá de integrar o texto.
Não se intimidem e participem, porque só a vossa participação dá sentido a tudo isto! Cá vos espero na minha caixa de correio electrónico susemad@gmail.com até dia 7 de Outubro.

Atenção não se esqueçam de enviar os seguintes dados com o texto: título do texto, nome (com o qual pretendem ser identificados) e nome do blogue (facultativo).
____________________________
Nota: Os textos a concurso não poderão ser publicados em lado nenhum e não poderão identificar-se como autores dos mesmos até ao final do desafio.

E claro que o prémio para o vencedor(a) continua a fazer parte destes meus desafios!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Era uma vez | Resultados

“É uma tarefa cansativa, esta de contar histórias. […]”
Robert Walser in Histórias de Amor. (extracto do conto «Simão»)


Entretanto... A votação chegou ao fim e assim encontramos o vencedor!
Foi muito bom contar com a vossa participação. Obrigada.
Revelo agora o nome dos dois participantes:

1º lugar - 8 votos
Título: Era uma vez 1 - "o homem azul"
Autor: S. G. ex - Fernando Pessoa
Blogue: O Blog dos 5 Pês http://oblogdos5pes.blogspot.com/

2º lugar - 5 votos
Título: Era uma vez 2 - "A VELHA BRUXA"
Autora: Teté
Blogue: Quiproquó
http://pequenoquiproquo.blogspot.com/
________________
Nota: Contactarei o vencedor para a entrega do prémio.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Era uma vez | Início da votação

Olá a todos!

Ontem publiquei a última história. Desta vez, parece-me a mim, que o frio tolheu mesmo a imaginação! :) Sendo assim, estão a concurso apenas dois excelentes participantes, à qual reforço o meu muito obrigada.

Conto agora com a participação de todos que por aqui passam para a escolha da melhor história. Dediquem um pouco do vosso tempo à leitura destas duas maravilhosas histórias e votem, uma única vez, na vossa preferida, pois eu estarei isenta.
As votações estarão abertas até dia 6 de Fevereiro, às 17h00.

Boa sorte aos dois inspirados! E em caso de empate decido eu.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Era uma vez 2 | "A VELHA BRUXA"

Era uma vez... uma velha bruxa, enrugada e disforme, que assustava toda a população da zona onde habitava.

Em jovem tinha sido bela e vaidosa, dedicara-se inteiramente à sua própria aparência, única característica que a distinguia dos restantes mortais. Por infelicidade do destino, um dia fora atropelada por um carro, enquanto se distraía mirando o seu reflexo num vidro espelhado...

Sobrevivera! Mas as múltiplas cicatrizes que sulcavam o seu corpo outrora perfeito, fizeram com que abandonasse a cidade e partisse para aquela aldeola perdida na encosta da serra.

Afadigava-se com as plantas que cresciam no seu jardim e dava longos passeios pela floresta, recolhendo sementes, raizes, bagas e frutos, o que contribuira para a sua fama na região. Ambicionava alcançar o segredo da beleza e da juventude perdida...

A lua cheia já brilhava no céu, na hora que julgou obter o resultado pretendido - um líquido verde e cristalino, que deixou a esfriar no gelo. Acendeu velas em seu redor, impacientando-se a observar os relógios que tiquetaqueavam inexoravelmente. Quando provou o elixir, gostou do seu aroma e paladar. Bebeu-o até à última gota!

Nessa noite a serra pegou fogo e ela desapareceu misteriosamente. Algum tempo depois, um médico aposentado descobriu o osso do dedo mindinho de uma criança nos escombros, mas a sua participação às autoridades não suscitou mais do que sorrisos descrentes...

O caso foi arquivado!

________________________
Autora: Teté
Blogue: Quiproquó http://pequenoquiproquo.blogspot.com/

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Era uma vez 1 | "o homem azul"

era uma vez um estranho homem azul. queria viver no mar, mas não era peixe, e por isso vivia numa caverna, encoberto pela parede de palhota. decidiu-se a memorizar todas as ondas, a viver do som da maresia, a iludir nos seus sonhos o intenso fracasso da sua vida.

já mal se levantava de manhã. cismava em reter os pensamentos mais belos, em que se enraizava nas algas, vencia os tubarões e namorava anémonas. até os golfinhos o haviam visitado em tempos, tentando convencê-lo ao sonho do suicídio. puro engano. o homem não esperava coragem, mas antes uma dádiva divina, guelras. corava de vergonha pela falta de vontade, e ficava a ver-se ao espelho vestido de azul-rosado.

a noite era fria e fazia retinir nos seus ouvidos o som de uma sereia longínqua. escreveu versos de amor. enlaçou milhares de flores em ramos para o dia da comemoração. mas a manhã regressava cruel e real. ele era um homem azul e nunca poderia viver no mar.

suspirava por um sorriso, enquanto as velas ondulavam ao longe na bruma. e a espuma dos dias era a areia cravejada de búzios. corria dias inteiros pela praia, acenando ao farol, como se a providência celeste habitasse na luz do destino. os homens da faina do mar riam do louco homem azul. um dia desapareceu.

dizem os pescadores que foi uma onda que o levou.
________________________
Autor: S. G. ex - Fernando Pessoa
Blogue: O Blog dos 5 Pês http://oblogdos5pes.blogspot.com/

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A espreita beijos

campo de papoilas
Era uma vez uma rapariga a quem chamavam a espreita beijos!

Foi numa noite de quarto crescente que os meus olhos repararam nela. Na espreita beijos. Na rapariga que caminhava ao som das suas pisadas solitárias e ao encontro de um alguém.
Caminhava por entre um campo de papoilas, que dava ao seu rosto um tom leve de timidez.
Cansada, talvez de caminhar, estendeu por fim o seu corpo no imenso vermelho e mergulhou o seu rosto no pedaço de Lua.
Naquele instante não resisti. Saí da minha sombra e aproximei-me dela. Apresentei-me. Num gesto rápido, inclinei o meu rosto para que os meus lábios pudessem beijar a sua face rosada.
Ela sorriu. Seria para mim? Perguntei-lhe…
Não. Respondeu-me ela. E com o seu sorriso espevitado disse-me:
"- Eu sorria para o teu beijo. Eu espreitei-o!"
Sei que naquele instante fiquei com cara de palerma e sem reacção.
De sorriso embaraçado e vencido deixei-me cair ao seu lado e mergulhei no seu pedaço de Lua.
O silêncio chegou e os meus beijos fugiam de mim. Foi assim que eles a conheceram.
Numa noite de quarto crescente os meus beijos deixaram-se espreitar pela espreita beijos.

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Nota: A espreita beijos marca o início do desafio "conta-me uma história" e obviamente não irá a votos.
Amanhã publicarei a primeira história a concurso, conto convosco para pincelarem nas histórias e votarem na vossa preferida.
Por último, mas não menos importante, aproveito para agradecer aos participantes.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Conta-me uma história

Era uma vez... É assim que todas as histórias devem começar.

O frio anda a tolher os dedos, mas eu como gosto muito de vocês não quero que vos tolha também o cérebro! Por isso, lanço-vos mais um desafio daqueles que vocês tanto gostam!
Quero que me contem uma história original, num máximo de 230 palavras, sobre aquilo que vos apetecer.
Inspirem-se até ao dia 25 de Janeiro e enviem as vossas histórias.

Atenção não se esqueçam que a história terá de começar com “Era uma vez” e terá de ter um título. Devem mencionar também o nome (com o qual pretendem ser identificados) e nome do blogue (facultativo).
Nota: As histórias a concurso não poderão ser publicadas em lado nenhum e não poderão identificar-se como autores das mesmas até ao final do desafio.
Haverá prémio para o vencedor(a)!

sábado, 12 de julho de 2008

azul cor de Céu


Naquela madrugada o dia acordou ensonado. Bocejou e deixou-se estar. Ao despontar da manhã espertou do seu sono e espreguiçou-se por breves momentos para espantar a preguiça que insistia em querer ficar. Quando finalmente terminou o seu exercício matinal já o sol raiava.
Depressa escondeu as dispersas almofadas brancas, que por ali ainda andavam perdidas e num ápice vestiu o Céu com um infinito manto azul. Era de um azul tão azul como o azul cor de Céu!
Como o Céu já estava devidamente apresentável, o dia deixou-se ficar quieto e sossegado. O tempo que continuasse a fazer o resto!
O tempo deixou a manhã passar e a tarde chegou. Contudo, a tarde não gostou do tom de azul que a manhã lhe deixara e pintou outra demão de azul no manto que a cobria. O dia não interviu e deixou que a tarde pincelasse a sua tarde com um azul cor de Verão e de mar.
Ora, era bem verdade que o mar estava longe, mas deixava-se sempre tocar pelo Céu no horizonte! E aí o dia também não se metia!
Com o passar do tempo, o tempo deixou passar a tarde e a noite chegou. Já o dia adormeceu e a noite, a noite enegreceu o manto azul.
________________________
Nota1: Estas palavras marcam o final do desafio.
Por uma razão especial, desta vez os concorrentes não irão a votos. Como não há vencedores, nem vencidos fico aguardar a morada de todos os participantes na minha caixa de e-mail, para que eu possa enviar a prenda de cada um. Esta é a minha surpresa para os cinco que aceitaram o desafio. Obrigada a todos.

Nota2: A pedido de muitas famílias informo todos aqueles que ficaram de fora, mas com imensa vontade de participar, que podem enviar, durante a próxima semana, o texto ou poema. Será um extra-desafio, que terei muito gosto em receber na minha caixa de e-mail e publicar no tonsdeazul.
Beijos e abraços!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Azul 5 | "Esferas e Camadas"

Pouco me falta para adormecer e gosto de pensar nos sonhos como esferas e nas cores como camadas.
Todo o corpo parece entorpecido à excepção dos olhos, que tentam mover-se no contorno dos objectos por aqui espalhados. Mesmo este gesto é lânguido e tão rápido enfraquece quanto é mais certa a ignorância, à medida que foco o meu pensamento na mais pequena forma.
É aqui que tudo se vai arredondando, como gotas que caem e permanecem na suspensão do tempo. E, sem saber como, estas começam a juntar-se e a formar uma espécie de globo.
O horizonte solta-se, alongando-se, na mais primária de todas as formas: um campo aberto ao infinito relativo de uma camada só. Das cores primitivas, só o azul me passa diante dos olhos, já fechados. Neste meu campo não se formam nuvens ou ondas. Não passa por ele qualquer corpo para além da tal esfera, de gotas, de uma chuva remota.
Não sei que esfera é esta. Tratá-la como um sonho é subtrair realidade à teimosia dos que nela pensam. Ignorá-la é não aceitar o prato que nos pesa a leveza do coração. Não, não conheço a minha própria esfera…
…e não a conhecendo e sendo minha, aqui termino, no contentamento que se funde com o disfarce do dia seguinte.
____________________
Autor: Carteiro
Blogue:
http://selosdifusos.blogspot.com/

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Azul 4 | "UMA TARDE NO JARDIM"

O bebé estava deitado no berço, observando atentamente como os seus minúsculos dedos conseguiam movimentar aquela pequena bola azul. Apertava-a, abocanhava-a, rodopiava-a, fascinado com aquela recente descoberta.
Uma pequena sombra acercou-se do berço, e empoleirando-se num banco, espreitou lá para dentro. O rapazito via com curiosidade a brincadeira do bebé, que sorria, encantado. Que mistério teria aquela pequena esfera, para o irmão estar tanto tempo entretido com ela? Retirou-lhe o brinquedo!
Os primeiros protestos, em forma de vagidos, depressa foram abafados pela milagrosa chucha, que lhe foi colocada nos lábios rosados, em jeito de sucedâneo. Adormeceu.
O catraio agora virava a bola e remirava-a tentando perceber a sua serventia. Atirara-a ao chão, não saltara. Atirara-a ao ar, não a agarrara. A solução da incógnita da bola azul parecia cada vez mais longe de alcançar...
Surgiu então perto de si um rapaz mais crescido, que lhe arrancou a esfera das mãos e a pontapeou inúmeras vezes, até ele supôr que era capaz de ser divertido. Se o deixasse jogar, está claro, o que não foi o caso! Estendeu-se na relva macia e, sem bola ou companhia para brincar, as pálpebras venceram a batalha contra o sono e dormiu.
Algum tempo depois, quando preparavam o regresso a casa, a bola foi encontrada num canteiro: suja, molhada, disforme, multicolorida.
Quiseram pô-la no lixo!
Mas um rapazito de 3 anos insistiu que ninguém podia deitar fora a bola do mano...
__________________
Autora: Teté
Blogue:
http://pequenoquiproquo.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Azul 3 | "Tu não me perdeste"

Nunca te disse que foi a rosa dos ventos,
Ainda eu era um doente das palavras,
Que me disse onde estavas tu.

E eu fui atrás de ti,
Pelo sul,
Pelo norte,
Pelo nascente e poente,
Sempre de rosa na mão.

Quando te encontrei,
Já a rosa era azul. E como vento nem vê-lo,
Mandaste-me embora.

Só me posso ter perdido algures no noroeste.
______________________
Autor: Fernando Pessoa
Blogue:
http://oblogdos5pes.blogspot.com/

terça-feira, 8 de julho de 2008

Azul 2 | "Deitado num muro"

Não penso muito, deixei-me disso.

Passo despercebido no desconforto de admitirem que existo.
Sou interpretado por quem ainda repara em mim, talvez pela inconveniência do meu cheiro, ou pelo espanto de tal existência. A minha.
Vou existindo no meu mundo, onde os conceitos têm muitas vezes o significado oposto do daquele onde deposito o meu peso. Lixo é bom. É onde como, me visto e me abrigo. E isto é só um exemplo.
Durmo num qualquer banco de jardim; um ritual imposto pela ordem dos dias, do tempo. Acordo com os jactos de água dos lavadores de rua. Vivo (vivo?) em estagnado sobressalto, lânguido e despojado. Afinal o que sinto? Não me lembro. Poucos são os momentos em que me martirizo com a lucidez. Habituei-me, simplesmente. Penso que nem mereço mais. Há mais?

Este sou eu na mente de quem escreve sobre mim e me vê.

Habituei-me ao silêncio das minhas ideias. As palavras pouco significado têm... Um sibilo lembra-me que tenho fome. É o silêncio do costume...

Mas há um silêncio diferente... Agora. Sim, é nesta altura. Um silêncio que eu sinto, um que vem de fora. Que não peço, mas que me é dado. É nesta época... Agora.

Este silêncio que faz sentido, que me faz pertencer a algum lado. Afinal o Sol também se põe para mim. O céu azul despede-se em rosa e lilás ao som dos pássaros e da brisa que me afaga. (Há quanto tempo não me tocam?) Isto é para mim também. É um abraço. É morno e suave. Como o colo da minha Mãe.
___________________
Autora: Humming
Blogue:
http://omeusussurro.blogspot.com/

Azul 1 | "Escrever sem querer"

Nunca sei o que escrever quando tenho que escrever,
Gosto mais de sentir do que dizer,
E sentir, mesmo sem querer…É escrever.
Hoje sinto, digo e escrevo.
Mesmo que as nuvens ocultem o meu céu dos sonhos e da inspiração,
Mesmo que seja noite e o escuro não seja em tons de azul
Eu vou sentir, dizer e escrever,
Porque hoje, mesmo sem te ver,
Eu sei sempre o que escrever…
_______________
Autor: O autor
Blogue:
http://surrapa.blogspot.com/

segunda-feira, 7 de julho de 2008

De regresso

Olá a todos!
Já estou de volta. Foi apenas uma semaninha de ausência para recuperar energias.
Quero agradecer a todos os que já enviaram a sua participação para o desafio azul e relembrar os mais desatentos que ainda podem participar até à meia-noite de hoje.
Continuo à vossa espera.
Beijos e abraços.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Desafio azul

tu que sabes voar és livre
Junho está quase a chegar ao fim, mas o Verão ainda agora começou. Como o calor já se faz sentir, não há nada melhor que lançar mais um desafio para refrescar as vossas ideias. Tenho a certeza que concordam! :)
Desafio-vos então a escrever umas linhas originais, poéticas ou não, sobre o que vos apetecer. Contudo, a palavra Azul terá que aparecer escrita nessas linhas, inserida no contexto, obviamente.
Aproveitem as energias dos dias grandes, do sol e do mar e inspirem-se no azul.
Aqui
vos espero até dia 7 de Julho.
Atenção não se esqueçam de enviar os seguintes dados com o texto: título do texto (se for prosa não poderá exceder as 230 palavras), nome (com o qual querem ser identificados) e nome do blogue (facultativo).
_______________
Nota: Vou estar ausente. Caso desejem participar e tenham dúvidas, tirem-nas durante o dia de hoje. Beijos e abraços.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Olhar: Resultados

A votação terminou e já temos vencedor!
A vossa participação foi de todo importante e por isso mesmo vos agradeço. Mais uma vez foi muito agradável poder contar com a vossa companhia (autores e votantes).
E já agora... tenho uma certa curiosidade... Algum de vocês reconheceu o estilo poético de algum dos autores a concurso?
Muitos parabéns ao olhar vencedor!
E por agora vou revelar a identidade dos autores. Não vos faço esperar mais!

1º lugar - 19 votos
Título: Olhar 1 "Um só olhar"
Autor: Ruinzolas
Blogue:
http://palavraformacirculo.blogspot.com/

2º lugar - 18 votos
Título: Olhar 3: "Olhar escuro"
Autor: O autor
Blogue:
http://www.surrapa.blogspot.com/

3º lugar - 8 votos
Título: Olhar 6: "Encontros"
Autora: Humming
Blogue:
http://omeusussurro.blogspot.com/

4º lugar - 6 votos
Título: Olhar 4: "OLHAR"
Autora: Su
Blogue:
http://teiadeariana.blogspot.com/

5º lugar - 5 votos
Título: Olhar 2: "Olhar"
Autora: Carmen Zita Ferreira
Blogue:
http://oquartoquesente.blogspot.com/

Título: Olhar 5: "O tempo de um olhar"
Autor: Carteiro
Blogue:
http://selosdifusos.blogspot.com/

6º lugar - 4 votos
Título: Olhar 7: "O TEU OLHAR"
Autor: Filipe
Blogue:
http://minhasombra.blogspot.com/
________________
Nota: Contactarei o vencedor para a entrega do prémio.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Olhar: Início da votação

Olá a todos!
Ontem foram publicados os três últimos olhares.
Estão a concurso 7 poemas, de 7 autores.
Quero agradecer mais uma vez aos participantes que aceitaram este desafio e me enviaram os seus lindíssimos olhares.
Peço agora a todos que por aqui passam que dediquem alguns minutos a estes olhares e que participem na escolha do melhor poema. Votem no vosso preferido, uma vez que a tonsdeazul estará isenta. Conto com a vossa participação até ao dia 29 de Fevereiro, às 19h00.
Boa sorte aos sete! E em caso de empate tomarei eu a decisão.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Olhar 7: "O TEU OLHAR"

O teu olhar…
Um dia o teu olhar despertou-me para um novo amanhecer…
Acordou-me de uma longa noite escura e fez-me ver
Os sonhos que a luz do dia não deixava vislumbrar.
Fui-me perdendo no teu verde olhar,
Como quem se perde pelos trilhos existentes na floresta
Caminhei, tracei rumos, sonhava uma festa
Em todos os momentos que teus olhos inundavam meu respirar.

O teu olhar,
Que outrora foi reflexo do meu,
Hoje jaz distante das minhas pálpebras…
Por mais que as cerre,
Não haverá mais aquele verde…
Por mais que sonhe,
Não mais verei o pôr-do-sol que se esconde nos teus cabelos…

O teu olhar…

O teu olhar era isso tudo…
Era tudo aquilo que o sonho libertava,
Era tudo aquilo que a realidade castrava.

O teu olhar…

Agora o meu dia não tem a cor de esperança que teu olhar irradiava…
A minha sombra não tem o brilho do teu olhar.

Tens os olhos fechados para mim…
e neles ainda estou aprisionado.

______________________
Autor: Filipe
Blogue: http://minhasombra.blogspot.com/

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