quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

o desafio de ler a história

Sintra, Portugal

«A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história, cabe a nós, espectadores, o imenso desafio de 
lê-las.»
Ivan Lima

sábado, 15 de novembro de 2014

"Humanidade"

A Viagem do Elefante, Miloš Jarić, Sérvia

«Têm razão os cépticos quando afirmam que a história da humanidade é uma interminável sucessão de ocasiões perdidas. Felizmente, graças à inesgotável generosidade da imaginação, cá vamos suprindo as faltas, preenchendo as lacunas o melhor que se pode, rompendo passagens em becos sem saída e que sem saída irão continuar, inventando chaves para abrir portas órfãs de fechadura ou que nunca tiveram.»
A Viagem do Elefante, José Saramago
encontros inesperados e felizes

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Kimmo Pohjonen



Amanhã, às 21h30, no Teatro das Figuras, em Faro

O acordeonista finlandês tem "uma abordagem tão punk quanto jazzística, em que podemos vê-lo como alguém a tentar domar um animal selvagem que teima em escapar-lhe." in Público

Parece-me que vou gostar! 

domingo, 2 de novembro de 2014

Ler num lugar especial do Rio

Real Gabinete Português de Leitura, Rio de Janeiro, Brasil

No Rio de Janeiro há lugares que não podemos deixar para trás. Não só pelo que representam na nossa cultura e na nossa língua, mas também pela sua enorme beleza arquitetónica. 

O Real Gabinete Português de Leitura situa-se bem no centro do Rio de Janeiro, na rua Luís de Camões, n.º 30. Se um dia passarem pelo Rio, entrem.

Não há como descrever este espaço de leitura, porque as palavras jamais conseguirão transmitir o quanto nos sentimos pequenos em tão belo lugar. Se há lugares que merecem silêncio em vez de palavras, então este é um desses espaços mágicos em que o melhor é entrar e contemplar toda a sua imensidão de grandiosa maravilha.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

«Não posso adiar o amor»

..., Zurab Martiashvili, Geórgia

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século
a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração 
in "Viagem Através de uma Nebulosa", António Ramos Rosa

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

15.ª Festa do Cinema Francês


Com a chegada do mês de outubro, chega também o entusiasmo da Festa do Cinema Francês! Este ano a 15.ª edição vai estar presente em 18 cidades. O que considero excelente! 

Lisboa, Seixal, Coimbra e Portimão já foram brindadas com a animação desta festa francesa. Hoje chega à cidade do Porto, seguida de Faro, Santarém, Braga, Guimarães, Leiria, Beja, Caldas da Rainha, São Pedro do Sul, Viana do Castelo, Almada, Setúbal, Aveiro e Funchal, que encerra a 28 de novembro. 

Faro celebra o cinema francês entre os dias 21 e 26 de outubro, e as minhas preferências para este ano são:
- Sur le chemin de l’ école, Pascal Plisson (documentário); 
(Devia ser visto por todos nós. Obrigatório. O melhor dos melhores!)
- Hope, Boris Lojkine (drama);
(uma dura realidade, um murro que nos desperta.) 
- Libre et assoupi, Benjamin Guedj (comédia);
(uma comédia inteligente e muito boa.)
Né quelque part, Mohamed Hamidi (comédia);
(uma história com final feliz.)
Attila Marcel, Sylvain Chomet (comédia).
(um pouco fantasioso. Esperava algo melhor.)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Dia da Ira"

Hope, autor desconhecido

«Apetece cantar, mas ninguém canta. 
Apetece chorar, mas ninguém chora. 
Um fantasma levanta 
A mão do medo sobre a nossa hora. 

Apetece gritar, mas ninguém grita. 
Apetece fugir, mas ninguém foge. 
Um fantasma limita 
Todo o futuro a este dia de hoje 

Apetece morrer, mas ninguém morre. 
Apetece matar, mas ninguém mata. 
Um fantasma percorre 
Os motins onde a alma se arrebata. 

Oh! Maldição do tempo em que vivemos, 
Sepultura de grades cinzeladas 
Que deixam ver a vida que não temos 
E as angústias paradas.» 
«Dies Irae», in "Cântico do Homem", Poesia Completa, Miguel Torga

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