quinta-feira, 26 de março de 2015

«O Menino de sua Avó»


Amanhã, dia 27 de março, assinala-se o Dia Mundial do Teatro. 

Para comemorar este dia decidi não faltar à chamada e ir assistir à peça O Menino de sua Avó, pelo Grupo de Teatro "A Barraca", no Cine-Teatro Louletano.

Como estou expectante, deixo-vos aqui um cheirinho de como será a minha soirée, para o caso de também quererem aparecer.
  
«"Somos sonhos distantes, deste mundo em que nós brincamos" Um dueto cénico entre Fernando Pessoa e a sua avó Louca. Sete encontros onde o fantástico ganha a cena, numa divertida fantasia onde material e imaterial se confundem, à maneira pessoana, entre personagens que se cruzam do lado de cá e de lá da vida. A peça inédita de Armando Nascimento Rosa, Menino de sua avó, escrita para Maria do Céu Guerra e Adérito Lopes, acompanha ambas as personagens na vida e na morte, numa sucessão de momentos que atravessam o século XX português.»

Vais ao Teatro? Partilha comigo a peça que vais ver. :)

terça-feira, 24 de março de 2015

"No sorriso louco das mães"


Herberto Helder (1930-2015)

 "Quando morre um poeta com a dimensão de Herberto Helder o que sentimos é que não apenas morreu um poeta mas a poesia".
José Tolentino Mendonça

sábado, 21 de março de 2015

«Aprendizagem»

Praça de Espanha em Sevilha, Espanha

«Eu, a medida de todas as coisas?
As coisas estão no mundo
e todos os dias me espanto com elas.
Espanta-me o grito profundo
dos violentos pássaros matutinos.
A pedra inerte
no meio do caminho
ou servindo de aríete
nas mãos do indignado estudante coreano
espanta-me.
Maior mistério não há
do que a cruel sucessão das estações,
ano após ano.
Assustam-me os sons
eclécticos do quotidiano:
buzinas, choros, canções.
Igualmente: o áspero açoite
do vento nas árvores
fragilizadas.
Como um insecto cego e iludido,
sou atraído pelo fascínio da noite.
O oceano emociona-me,
assim como as rimas pobres:
amor e flor,
coração e paixão,
por exemplo.
Odeio injustiças, mas cometo-as, 
fingindo desconhecimento.
Eis a minha única certeza:
tarde ou cedo,
serei triturado pelo velho moinho da morte,
cujas velas reinam, obscenas,
sobre todo o azar
ou sorte.
Mas estou vivo
e estou no mundo.
Ignorante e sábio,
doce e agressivo,
cobarde e capaz
de descobrir a coragem
no fundo do medo,
ingénuo e cínico,
em incessante aprendizagem:
eu, a medida de todas as coisas.»
in Auto-retrato, João Melo
(Dia Mundial da Poesia)

domingo, 8 de março de 2015

as Mulheres e o caos no mundo

Parque Nacional dos Lagos de Plitvice, Croácia

«Acabo de ver nos noticiários da televisão manifestações de mulheres em todo o mundo e pergunto-me uma vez mais que desgraçado planeta é este em que ainda metade da população tem que sair à rua para reivindicar o que para todos já deveria ser óbvio... Chegam-me informações oficiais de solenes instituições que dizem que pelo mesmo trabalho a mulher cobra dezasseis por cento menos, e seguramente esta cifra está falseada para evitar a vergonha de uma diferença ainda maior. Dizem que os conselhos de administração funcionam melhor quando são compostos por mulheres, mas os governos não se atrevem a recomendar que quarenta por cento, já não digamos cinquenta, sejam compostos por mulheres, ainda que, quando chega o colapso, como na Islândia, chamem mulheres para dirigir a vida pública e a banca. Dizem que para evitar a corrupção na organização do trânsito em Lima vão colocar guardas mulheres, porque se comprovou que nem se deixam subornar nem pedem coimas. Sabemos que a sociedade não funcionaria sem o trabalho das mulheres, e que sem a conversação das mulheres, como escrevi há algum tempo, o planeta sairia da sua órbita, nem a casa nem quem nelas habita teriam a qualidade humana que as mulheres colocam, enquanto os homens passam sem ver, ou, vendo, não se dão conta de que isto é coisa de dois e que o modelo masculino já não serve. Continuo vendo manifestações de mulheres na rua. Elas sabem o que querem, isto é, não ser humilhadas, coisificadas, desprezadas, assassinadas. Querem ser avaliadas pelo seu trabalho e não pelo acidental de cada dia. Dizem que as minhas melhores personagens são mulheres e creio que têm razão. Às vezes penso que as mulheres que descrevi são propostas que eu mesmo quereria seguir. Talvez sejam só exemplos, talvez não existam, mas de uma coisa estou seguro: com elas o caos não se teria instalado neste mundo porque sempre conheceram a dimensão do humano.»
O Caderno IJosé Saramago, 8 de março de 2009

quarta-feira, 4 de março de 2015

«El Príncipe»


A RTP, em especial a RTP2, sempre tem exibido séries de excelente qualidade. 

Hoje, quarta-feira, aguardo com alguma ansiedade o último capítulo da primeira temporada de "El Príncipe". Série que fez imenso sucesso em Espanha (a mais vista nos últimos anos) e que por cá, também soube conquistar.

Para os que não têm seguido a série, refiro que esta produção da Telecinco é inspirada numa história real e que tem todos os ingredientes para colar-nos ao écran, à hora marcada, todos os dias da semana. 

Resumidamente, esta passa-se no bairro El Príncipe (Ceuta), na fronteira com Marrocos, e aborda um tema tão atual, como o terrorismo. Entre espionagem e uma história de amor impossível, os protagonistas Javier Morey (Álex González), Fran (José Coronado), Fátima (Hiba Abouk) e Faruq (Rubén Cortada) vão surpreendendo de episódio para episódio. 

Entretanto, já se aguarda a chegada da 2.ª temporada...

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