terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

10| livrarias no mundo

Livraria da Travessa, Rio de Janeiro, Brasil

"Há lugares que têm alma. E se não é fácil explicar o que seja isso, reconhecemos essa qualidade sensível quando nos encontramos num deles. A Livraria da Travessa – há muito presente na memória afetiva do Rio – é um desses espaços em que a cidade retorna à escala humana e a paisagem se torna íntima, acolhedora."
Eucanaã Ferraz 

A Livraria da Travessa, situada na Rua 7 de Setembro, 54, no centro do Rio de Janeiro, era um dos locais que tinha assinalado no meu bloco de anotações, como lugar a não perder. Existem mais sete espalhadas pelo Rio (a primeira surgiu em 1975, em Ipanema, com o nome Muro), mas como não poderia vê-las a todas, optei por esta do centro. Tinha lido que era um espaço bastante aprazível e que valia bem a pena uma visita.

Calcorreei por algumas ruas do centro, que àquela hora estavam cheias de cariocas. Não, na sua maioria não eram turistas. E enquanto procurava a rua da livraria, até pensei para com os meus botões: engraçado no Rio os turistas não deambulam pelo centro, como na maioria das cidades europeias...

Voltando à livraria. É sem dúvida um espaço que merece uma paragem demorada. Para namorar as estantes cheias de livros, para sentar e perder-se na leitura de algumas páginas ou até para relaxar na cafetaria do último piso.

Também aqui fui à procura dos autores de língua portuguesa. Para além de ter encontrado uma estante repleta de livros de Saramago, também havia obras de Eça de Queirós, Lobo Antunes, Mia Couto, Agualusa, Pepetela, Ondjaki, entre outros. Até emocionei-me. Estava numa cidade do país irmão, era natural que os encontrasse, não? :)

sábado, 14 de fevereiro de 2015

«A Demora»

Silves, Portugal

«O amor nos condena: 
demoras 
mesmo quando chegas antes. 
Porque não é no tempo que eu te espero. 

Espero-te antes de haver vida 
e és tu quem faz nascer os dias. 

Quando chegas 
já não sou senão saudade 
e as flores 
tombam-me dos braços 
para dar cor ao chão em que te ergues. 

Perdido o lugar 
em que te aguardo, 
só me resta água no lábio 
para aplacar a tua sede. [...]»
in idades cidades divindades, Mia Couto

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Banda do Mar


Dia 13 de fevereiro, em Faro

Ansiosamente à espera e em contagem decrescente... :)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Instantâneos

Praia D. Ana, Lagos, Portugal

Dias de mar e de azul,
De contrastes e silêncios.

Dias de inverno e de sol fulgente,
De passos e descobertas.

Dias breves,
Fugazes e instantâneos,

Com cheiros, sabores,
Contemplação e partida.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

"Até amanhã"

..., Raquel Díaz Reguera, Espanha

«É urgente o amor. 
É urgente um barco no mar. 

É urgente destruir certas palavras, 
ódio, solidão e crueldade, 
alguns lamentos, 
muitas espadas. 

É urgente inventar a alegria, 
multiplicar os beijos, as searas, 
é urgente descobrir rosas e rios 
e manhãs claras. 

Cai o silêncio nos ombros e a luz 
impura, até doer. 
É urgente o amor, é urgente 
permanecer.» 
«Urgentemente», in Até Amanhã, Eugénio de Andrade

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

o desafio de ler a história

Sintra, Portugal

«A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história, cabe a nós, espectadores, o imenso desafio de 
lê-las.»
Ivan Lima

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