segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Banco de Livros arranca hoje

Grimm Press, Marina Marcolin, Itália

«“A acção do Banco de Livros é um decalque do Banco Alimentar, mas em que o bem oferecido é um livro”, explicou a directora de Marketing das Livrarias Bertrand, Teresa Figueiredo, referindo-se a uma iniciativa que irá decorrer durante a época pré-natalícia, de forma a garantir que os livros doados são entregues às crianças mais desfavorecidas na época do Natal.

As Livrarias Bertrand prepararam um conjunto de livros que são recomendados e que “estão a preços muitos acessíveis”, assim como vales de dois euros que poderão ser adquiridos e depois doados.»

A iniciativa Banco de Livros é inédita em Portugal e irá decorrer até 5 de Dezembro, em todas as livrarias do grupo.
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8 comentários:

Teté disse...

Por muito louvável que seja a iniciativa, provavelmente as crianças mais necessitadas prefeririam outros bens essenciais...

Beijocas!

tonsdeazul disse...

Sem dúvida que sim, Teté! Mas também é bem verdade que termos acesso a um pouco de tudo faz de nós pessoas diferentes! Até ter alguém que nos conte uma história para ajudar a esquecer os sonhos maus!
Ainda bem que existem diversas associações e campanhas que tentam - com a ajuda de todos nós - colmatar as diferentes carências que não deviam existir!
Beijinhos

jimmy disse...

Viva! Acabei por "tropeçar" neste louvável blog sobre leitura e, sem querer fazer dele um espaço de promoção própria, gostava de aproveitar para deixar o convite a descobrir o meu recente trabalho "Os Bárbaros" (http://www.fnac.pt/Os-Barbaros-Humberto-Oliveira/a320310) ou até, quem sabe, outras das minhas obras cujo lançamento se encontra para breve. Agradecido,
Humberto Oliveira (Jimmy David).
www.wix.com/jimmydavid/wixjimmy

N. Martins disse...

Belíssima ideia! A ver se passo numa Bertrand antes do fim da iniciativa.

S. G. disse...

boa iniciativa...

tenho muitos livros que não vou voltar a ler de certeza e o melhor é oferecer...

bjs

Nuno Chaves disse...

ésperemos apenas que este "banco de livros" não os deixe a apodrecer como fez o banco alimentar contra a fome em 2008 quando toneladas! SIM toneladas de comida apodreceram num armazém em Setúbal. Pois é tal como o banco alimentar (que eu não apoio nem acredito, pois apenas metade do que é doado chega onde deve chegar)
a iniciativa é boa sim, mas não tenho fé nela! em tempos de boa vontade como é esta altura tão hipócrita como é o natal que se juntem as editoras e doem a esse "banco" de livros, pois o mercado livreiro é o único sector que não está em crise e todos os meses abrem novas editoras.
isso sim será boa vontade! e verdadeiramente honesto, o mesmo se aplica a estas campanhas ridiculas dos hipermercados em que gastas 2 ou 3 euros num produto e apenas 0.20 ou 0.50 centimos vão para esta ou outra instituição, isso não é fazer bem é gula! e hipócrisia. Lamento comigo não contam!

S. G. disse...

Nuno,

Não deixa de ter razão nas suas observações...

O problema é que às vezes se criam mitos à voltas das questões. Viu a comida a apodrecer? No banco alimentar? Eles priveligiam enlatados, arroz, massa e outros bens com data de validade extensa. Quando se oferece bens que têm de ser rapidamente consumidos, aí sim, parece-me pssível que eles se estraguem...Quando quiser contribuir para alguma campanha, doe algo com datas de validade prolongadas...

Dou-lhe razão em muitos aspectos em relação às editoras...Ainda este ano a Leyz assumiu que iria destruir um número considerável de livros (como os do eugénio de andrade) e deveriam oferecê-los...

Na guiné existiam (e isto foi presenciado) contentores cheios de colecções "mil folhas" do jornal público embaladas em contentores porque foram livros demais para lá...(e o que eu daria para comprar uma completa! Está esgotada em Portugal!)...

Sem extremismos e principalmente sem pruridos morais, podemos questionar tudo, mas não devemos diabolizar acções que são positivas...


cumprimentos,

tonsdeazul disse...

Bem... Tenho de concordar com os dois.
Por vezes, as coisas não correm como deveriam correr, mas não se pode entrar em extremismos, como refere o S. G.
Continuo a acreditar que estas campanhas são criadas com um bom fundo e que este lado positivo ajudará quem mais precisa delas.
Com a aproximação da época natalícia, as campanhas duplicam e triplicam, mas penso que nós temos de fazer a nossa parte e acreditar que eles fazem a parte deles, de modo a que tudo chegue a quem tem de chegar.
Sem boa vontade e solidariedade nunca haveria então ajuda a quem mais precisa! E muitos são aqueles que não têm as mesmas oportunidades que eu ou tu, nós!

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