domingo, 2 de fevereiro de 2014

"o nome de Ivanhoe foi pronunciado"

Neste novo ano decidi dedicar-me mais à leitura. O mês de janeiro foi praticamente todo para um dos clássicos que já esperava por ser lido faz algum tempo. Ivanhoe, de Walter Scott foi sem dúvida um bom começo! 

Muitos de vós já ouvistes ou lestes várias histórias sobre o reinado do Rei Ricardo, Coração de Leão. E claro que todas elas são envolvidas em grandes aventuras de bravura, enaltecendo sempre o heroísmo dos nobres cavaleiros. Pois nesta, em que provavelmente até é o iniciar do primeiro romance histórico, Ivanhoe é o mais bravo cavaleiro da Idade Média. 

A situação da época era bastante conturbada e miserável. A coroa inglesa encontrava-se sem o seu rei. Ricardo tinha sido feito prisioneiro e o seu local de cativeiro era incerto, assim como o seu destino também era desconhecido pelos seus súbditos que, entretanto, estavam sujeitos a todo o tipo de opressões. O príncipe John, principal inimigo mortal de Coração de Leão, era um homem perigoso e cruel e como estava sedento de poder, tinha-se associado a Philip de França e usava a sua influência junto do duque da Áustria, para manter o seu irmão Ricardo indeterminadamente em cativeiro. A floresta era habitada por foras-da-lei, e o chefe de todos eles era o tão conhecido Robin Hood, da floresta de Sherwood.

Neste cenário de guerra surge Wilfred de Ivanhoe, o "Cavaleiro Deserdado", que tem de lutar pelo seu nome, pelos seus direitos, pela mulher que ama desde sempre, Lady Rowena, e que lutará pelo seu povo, ao lado de Ricardo, na recuperação do trono de Inglaterra.

«O nome de Ivanhoe foi pronunciado e a notícia espalhou-se de boca em boca com a celeridade que a sua curiosidade provocou. Não demorou muito a chegar ao círculo do príncipe, cujo semblante se escureceu ao ouvir as notícias.»

Também é bem visível em Ivanhoe, o destaque que Walter Scott dá à forte perseguição aos judeus, com a personagem da bela e doce Rebecca e Isaac, seu pai. Às lutas constantes entre Saxões e Normandos. Com Cedric de Rotherwood, "o saxão, homem de nobre nascimento" a rivalizar com Reginald Front-de-Boeuf, o barão com cicatrizes, que "exprimiam as mais medonhas e malignas paixões da mente". A estranha relação com os Templários, retratados pelo destemível e apaixonado Brian de Bois-Guilbert. E por fim os excessos da igreja.

Com um torneio de cavaleiros, constantes assaltos, uma batalha no Castelo de Torquilstone, uma misteriosa revelação do "Cavaleiro Negro", um salvamento a uma donzela judia e um casamento no final, Walter Scott tem assim, todos os ingredientes para o sucesso junto dos seus leitores. 

Termino, referindo apenas que a edição deste clássico para a coleção Os Grandes Génios da Literatura Universal não prima pela melhor tradução.

4 comentários:

Teté disse...

Li há muitos anos uma edição juvenil, que não tenho a certeza se era a original ou resumida. Mesmo assim não releio, até porque a ideia que me ficou foi mesmo essa de "uma outra espécie de Robin dos Bosques"... :)

Beijocas

tonsdeazul disse...

Mas um regresso aos tempos de Robin Hood é sempre um bom motivo, Teté! ;) Confesso que adoro este cenário de aventura.
Beijoca

Isabel disse...

Também me queria dedicar mais à leitura, com tantos livros bons para ler, mas não tenho conseguido. No último ano li pouquíssimo. Foi o meu pior ano de trabalho: excesso de trabalho. Este mesmo assim tem sido mais tranquilo (falo de anos lectivos).

Chego esgotada a casa! Vamos ver se consigo manter os meus objectivos de leitura.

Boa semana Tonsdeazul!

tonsdeazul disse...

Olá Isabel,
Pois nem sempre é fácil dedicarmo-nos como gostaríamos, mesmo sendo a leitura uma fonte de prazer.
Nos anos anteriores também li pouquíssimo, mas este ano estou decidida a contrariar isso. ;)
Beijinho

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