sexta-feira, 18 de junho de 2010

«A Maior Flor do Mundo» para Saramago



Não mais conhecerei outro autor como José Saramago. O Nobel da Literatura faleceu hoje, aos 87 anos e Portugal ficou mais pobre. Eu fiquei mais pobre. Mais vazia. Sinto-me triste.
Foi com Memorial do Convento que tive o primeiro encontro com a sua escrita e depois de conhecer o amor de Baltasar e Blimunda, que amor igual jamais encontrarei em obra alguma, não mais pude deixar de ler as suas estórias.
Continuei com Todos os Nomes, onde Saramago deu-me a conhecer o Sr. José, um personagem muito peculiar que coleccionava nomes e outras obras se seguiram... O Evangelho Segundo Jesus Cristo, A Viagem do Elefante, A Maior Flor do Mundo, A Jangada de Pedra, Ensaio sobre a Cegueira, O Ano da Morte de Ricardo Reis e Caim foram livros que continuaram a fascinar-me e a surpreender-me com a sua extraordinária capacidade de contar histórias.
Sei que continuarei a descobrir as suas estórias de interrogação à História de Portugal e de inquietação e que estas ficarão guardadas no meu lado esquerdo do sentir.

7 comentários:

N. Martins disse...

Também comecei pelo Memorial do Convento. Acho que o li muito nova, porque não percebi metade do que lá vinha ,mas fiquei com a sensação de que tinha lido algo extraordinário. Reli-o mais tarde para confirmar essa sensação, que claro se confirmou. :)
Vou sentir falta dos livros dele e dele, embora não o conhecesse pessoalmente. Tive sempre a ideia de que era um ser humano extraordinário e nunca concordei com a opinião que muitos têm dele, de arrogante, antipático, etc. Só quem nunca ele o que ele escreveu poderá dizer isso, porque o que eu sempre senti nos seus livros foi uma imensa ternura e amor pelos outros. Estou mesmo triste...

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Fiquei sem palavras quando soube a notícia. Apenas consegui recordar a´conversa que tive com ele há precisamente um ano.

Teté disse...

Bom, como sabes não sou fã do escritor, mas adorei esta história de animação!

E claro que o homem morreu, mas a obra permanece, que um escritor é muito mais do que apenas homem...

Beijocas e bom fim de semana para ti!

Paula disse...

Quando li a notícia, tive inevitavelmente de a reler, pois parecia-me que algo estava mal.
Deixou-nos, mas deixou-nos uma grande riqueza...
Um abraço

su disse...

...just R.I.P...

Graciela disse...

Hermoso homenaje para un gran poeta. El cuento es maravilloso.
Cuando un poeta parte, nos sentimos muy tristes, pero él ha dejado belleza y poesía, ha mejorado en parte al mundo que le tocó vivir.
Un beso para tí!

Tiago Franco disse...

Já passou algum tempo desde da morte de Saramago e sinceramente não é do escritor que sinto saudades(apenas lê 7 obras dele, ainda faltam muitas) a falta que sinto é do cidadão que não tinha medo de dizer tudo aquilo que lhe passava pela cabeça, sem medir a força das palavras( ou como Humberto Eco dizia talvez o fizesse desproposito)

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