domingo, 1 de março de 2009

a fronteira

Roma: jardins do Foro Romano
"Existimos por nós mesmos, talvez, e por vezes até conseguimos ter um vislumbre de quem somos, mas no fim nunca podemos ter a certeza, e conforme as nossas vidas continuam, tornamo-nos cada vez mais opacos para nós próprios, cada vez mais conscientes da nossa própria incoerência. Ninguém consegue atravessar a fronteira para entrar dentro de outra pessoa – pela simples razão que ninguém tem acesso a si mesmo."
«O Quarto Fechado», in A Trilogia de Nova Iorque, de Paul Asuter

6 comentários:

Paula disse...

Gostei deste excerto. Tenciono descobrir este escritor Paul Auster...

Teté disse...

Ninguém tem acesso a si mesmo? Bom, mas tentar não custa... :)

Beijocas!

ps - tenho cá um ou dosi livros de Paul Auster, mas não ando prái muito virada. Depois diz se gostaste...

tonsdeazul disse...

Sim, Paul Auster é um escritor que vale a pena. Aconselho vivamente, Teté e Paula!
Dele só li mesmo "A Trilogia de Nova Iorque", mas fiquei motivada para ler algo mais do autor. Este está dividido em três histórias distintas, mas o leitor é envolvido logo ao primeiro tocar do telefone da primeira(«Telhados de vidro»). As três estão muito boas, mas gostei especialmente da segunda («Fantasmas»).
Beijinhos!

S. G. disse...

eu já li e não me entusiasmou muito confesso, o que terá sido resultado de uma enorme expectativa criada.

li "o livro das ilusões" "a noite do oráculo". espero mais tarde poder ler com outros olhos...

beijinho

tonsdeazul disse...

Uma pequena rectificação... Peço desculpa, mas a primeira história intitula-se «Cidade de Vidro» e não «Telhados de Vidro».

Por vezes é mesmo assim, S. G.. As grandes expectativas iludem! :)
Beijinho

tufa tau disse...

não sei se estarei totalmente de acorde, tons de azul... a viagem interior pode ser assustadora mas é muito rica.

um beijo

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