quarta-feira, 17 de setembro de 2008

"Um balde...

Bucket ... é também um ponto de partida para as histórias que se querem contar..."

O Teatro da Palmilha Dentada apresenta esta quinta-feira, pelas 21h30, no Teatro Lethes em Faro, a peça Bucket, com texto e encenação de Ricardo Alves.

"Um balde divide o mundo.
Havendo um balde, há o que está dentro e o que está fora.
De pernas para o ar é um banco.
Com um pé dentro é um gag antigo.
Empilhados, uma torre.
Numa loja de cristais é um erro, na construção civil uma constante, se tiver um furo é inútil, se tiver muitos, dependurado num ramo de árvore, é um chuveiro. Há baldes que são dois, meio balde de detergente, meio balde de água limpa. Alguns têm tampa, alguns têm rodas, quase todos têm asa. Transportam água, guardam o leite. É um balde, foi à lua e voltou cheio de pedras lunares.
E se um dia nos faltarem?"

4 comentários:

Teté disse...

Bom, o texto pelo menos está delirante e muito imaginativo.

Se fores ver, depois conta... ;)

Jinhos!

drm disse...

nao comento!

tonsdeazul disse...

Teté, olá
Sim fui ver a peça. Não esperava que fosse mais inclinada para a comédia e achei hilariante! :) Superou as minhas expectativas.
Tudo começa com um balde no meio do palco. Este deve render-se e entregar-se às autoridades antes que seja tarde e possa ser abatido. Como não se entregou acabou por ser expulso de cena, por um outro balde.
Depois entram em cena dois homens que têm baldes na cabeça e que tentam tirá-los em vão. Tristes com a sua sina Joaquim (peço desculpa Quim) e Bernardo começam a contar os seus tempos passados. O tempo em que um brincava na sua infância com baldes de praia e o outro brincava com baldes de areia, porque trabalhava nas obras.
Ao longo da peça foram havendo diversas peripécias com baldes do lixo, de escritório, do ministério da administração interna, da guarda marinha, etc. Os personagens centrais eram sempre os baldes.
Os baldes que no final da peça aparecem a falar. O pai balde, a mãe balde e o filho balde.
Foi uma noite muito humorada e divertida, passada no mundo dos baldes. :)


DRM não comentas, porque perdeste uma grande oportunidade de ver uma peça mesmo ao teu estilo! Ehehe Deixa lá numa próxima logo vais connosco! :)

Rogeriomad disse...

Simplesmente fenomenal!
A melhor peça de teatro que assisti.
Parabéns aos actores!

Gostava de voltar a vê-la!
Talvez em Leiria...

Pinturas populares (últimos 30 dias)