segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ensaio 1| A Utopia do direito à Preguiça

Mapa da ilha imaginária de Thomas MoreMapa da ilha imaginária de Thomas More

Sempre que penso neste tema viajo até à ilha imaginária de Thomas More onde cada indivíduo trabalhava e executava as tarefas úteis e essenciais na ilha e entre as mesmas ocuparia o seu tempo livre como bem o desejasse. O tempo do ócio seria finalmente atingido para pensar livremente.
Presentemente o trabalho ocupa a maioria dos indivíduos, inclusive até aqueles que tentam dedicar-se a actividades ligadas à meditação. Assim, a Preguiça, ou até mesmo o ócio, enquanto actividade criativa é hoje considerada uma afronta aos poderes. Vivemos no apogeu do capitalismo e da globalização. Nunca o indivíduo ficou sem tempo para si como actualmente.
Será então que num mundo obcecado pelo consumismo e pelo trabalho, já não temos direito à Preguiça?
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continua...

3 comentários:

Teté disse...

Um amigo meu um dia disse que o que gostava mesmo era estar sentado sozinho sem fazer rigorosamente nada, ficou a malta toda a olhar para ele como se fosse um ET...

Mas tens razão, a preguiça é uma afronta aos poderes, porque sem o trabalho humano o castelo capitalista desaba! E em toda ou qualquer greve (que também as há sem razão de ser, note-se!) vai sempre circulando um certo sururu de "eles não querem é fazer nenhum..."

Enfim, é o mundo em que vivemos!

Jinhos!

Fernando Pessoa disse...

mesmo nos dias em que nos deixamos levar pelo descanso, ou mesmo preguiça, fico com a sensação de que estou a desperdiçar tempo, como se passar o tempo a pensar, não fosse útil para perceberes como deves aproveitar o resto do tempo.


já não há o momento de silêncio que nos faz reapreciara realidade...e depois sobra o trabalho pra nos levar o resto do tempo...

Plum disse...

Quem não gosta daqueles momentos de preguiça boa!!!***

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