domingo, 9 de janeiro de 2022
quarta-feira, 5 de janeiro de 2022
Entremos "mais dentro da espessura"
Nesta narrativa, o autor fala-nos, numa primeira abordagem de amor, de memórias e do que fica para além disso. Se entrarmos "mais dentro da espessura" encontramos a complexidade das relações humanas, a dualidade de identidade, daquilo que somos e de como os outros nos veem, o narcisismo de uma sociedade dormente e em como o outro lado do espelho é bem mais negro. Assim, temos o amor de quem o tinha e o deixou escapar por detalhes. O amor de uma criança por um vizinho que esqueceu todas as suas memórias. O amor de um pai que ao perder também o amor da sua filha decide ir em busca das memórias do seu vizinho.
O homem, que também é pai, por lembrar-se bem "da magia do primeiro beijo" decide resgatar as memórias do seu vizinho e nesta luta diária de falar com quem o conheceu vai desenterrando as memórias do senhor Ulme.
Já o senhor Ulme vive atormentado com as feridas do mundo, com as notícias que lê todos os dias nos jornais e que não acordam a humanidade da "apatia letal, do sono sem sonhos em que circulavam pela vida, e tivessem vontade de mudar a puta da sociedade, comportamentos, o mundo."
E a Beatriz, a criança que deixou de abraçar o seu pai, mas que cuida com zelo e amor o senhor Ulme, é o elo do que resta de ambos, do que fica para além da morte, a memória, o cheiro a flores.
Um romance bonito com toda a inquietude que nos chega ao coração.
terça-feira, 21 de dezembro de 2021
Luzes de Natal
- Vamos ver as luzes de Natal?
" - Não, menina mãe. Hoje não."
- Então? Tu querias tanto ver as luzes na cidade!
"- Vamos na sexta quando o pai chegar, menina mãe. Sabes, temos de ir ver com o papá, para ele não ficar triste. É que as luzes de Natal são mesmo muito bonitas e o papá não pode perder."
segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
"a vida normal"
Eliete de Dulce Maria Cardoso. Primeiro livro que li da autora e apaixonei-me.
A autora conta-nos "a vida normal" de Eliete que podia ser a vida de qualquer uma de nós. E foi este mundo que é o da Eliete, mas que podia muito bem ser o meu, que me aproximou da personagem, por senti-la tão autêntica. Tanto que revi a minha vida em muitos capítulos, não só enquanto jovem, mas também em adulta.
Senti este livro como um grito no feminino. Um romance de mulheres, mas de mulheres que nasceram num país que ainda vive na sua Portugalidade. Eliete já nasceu na liberdade, mas cresceu e vive o peso de ser mulher.
Porque há regras para o que uma mulher pode e não pode fazer, há os assuntos tabu e que não devem ser falados e porque ainda se acredita que uma mulher nasce para casar e ter filhos. Talvez as duas filhas de Eliete, Márcia e Inês, sejam a esperança. Acredito que elas sejam a quebra com o passado tão enraizado.
E depois há esta Eliete que tem uma família normal. Tão normal, que a rotina dos dias, leva cada um para a vivência solitária das suas vidas. Vivem assim, alienados nas suas bolhas e nas suas vidas paralelas que partilham virtualmente. Estão tão próximos uns dos outros e tão distantes nos silêncios. Tanto que, no dia em que a mudança dá-se em Eliete, ninguém repara.
"Ainda bem que existia o Facebook para nos mostrar que, independentemente dos sonhos que tenhamos acalentado, acabávamos quase todos da mesma maneira, velhos e gordos, demasiado queixosos das pequenas derrotas com que a vida nos fintava, demasiado orgulhosos das pequenas vitórias com que fintávamos a morte, demasiado opinativos quezilentos, sós."
Um livro tão cru na sua beleza. A autora toca na solidão, nas memórias e na demência que as leva, na busca do amor como o das fotonovelas e na falta dele, no desapego, na dupla vida que se vive virtualmente e no fim deixa-nos a pensar, a refletir com a nossa própria vida. Enquanto isso fico a aguardar pela segunda parte.
segunda-feira, 29 de novembro de 2021
Viajar pela Europa em sketches
Não consigo precisar a data exata em que comecei a acompanhar a viagem do Luís Simões, mas foi praticamente muito próximo de quando iniciou a sua aventura pela Europa em 2012.
terça-feira, 20 de julho de 2021
"Cabeça no Ar, Pés na Terra."
"Pés na Terra" de Raquel Ochoa é uma viagem intensa de sensações por alguns países do Mundo. Começamos pela Ásia, damos um salto à Oceania e logo a seguir viajamos até África para terminarmos com os pés na terra novamente na Ásia.
sexta-feira, 18 de junho de 2021
19| livrarias e bibliotecas no mundo
"Nós somos muito mais da terra onde nascemos, e onde fomos criados, do que imaginamos."
Pinturas populares (últimos 30 dias)
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O novo ano lectivo 2006-2007 começa hoje oficialmente e daí eu trouxe-vos um teste surpresa! Quem é miga, quem é?? Ehehe Boa sorte!
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