quarta-feira, 10 de março de 2010

"Um homem é feito de histórias"

Não tenho escrito opiniões sobre livros por aqui, mas não tenho deixado de os ler. Também é certo que não gosto de escrever sobre eles assim que os termino, mas hoje tive de deixar a minha preguiça de lado e partilhar neste cantinho o livro que agora mesmo acabei de ler.

Os livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz
Os livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz é um livro com uma história simples, que deliciará jovens e adultos com toda a certeza!

Primeira análise foi que gostei imenso do título. Suscitou-me curiosidade! Depois gostei da capa e quando li a sinopse convenceu-me a trazê-lo para casa. São 128 páginas em que não damos pelo tempo a correr.

Elias Bonfim. Assim se chama o filho de Vivaldo Bonfim, que no aniversário dos seus doze anos ganha da avó a chave do sótão. Esta iria dar-lhe acesso à biblioteca de seu pai. É a partir daqui que Elias Bonfim fica a saber que o seu pai não morreu de enfarte, mas sim que tinha entrado dentro de um livro e desaparecido.

Vivaldo Bonfim «só pensava em livros (livros e mais livros!), mas a vida não era da mesma opinião, a vida dele pensava noutras coisas, andava distraída, e ele teve de se empregar.»

«Uma tarde, uma tarde como tantas outras, o meu pai estava a ler um livro que mantinha debaixo dum impresso de IRS para que o chefe não reparasse que ele não estava a trabalhar. E foi nessa tarde que ele, de tão embrenhado, tão concentrado na leitura, entrou livro adentro. Perdeu-se na leitura.»

Elias parte assim numa aventura literária em busca de seu pai. Percorre clássicos como A Ilha do Dr. Moreau, O Estranho Caso do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde, Crime e Castigo e Fahrenheit 451. No meio encontra Borges, Proust, Tolstoi, Dante, Shakespeare, Orwell, Gorki, Bergerac, Pascal, Gogol, Calvino, Abbott, as histórias de Lao Tsé, contadas pelo seu amigo Bombo e outros.
E é nesta busca desenfreada, que Elias Bonfim espera encontrar o seu pai. Lê compulsivamente todos os livros do sótão e muito mais. Será que no fim consegue encontrar o seu pai? Pois é uma questão de lerem esta «estranha história de Vivaldo Bonfim»!

4 comentários:

Teté disse...

Hummmm... fiquei com uma súbita vontade de ler este livro! :)))

E não foi só por a capa ser apelativa!

Beijocas!

t i a g o disse...

É engraçado, porque ainda não vi este livro em nenhuma livraria, mas já li umas três opiniões muito positivas acerca dele. Quero ler! :D

tiago

Manuel Cardoso disse...

Vivaldo Bonfim só pensava em livros, mas a vida dele andava distraída.
Adorei e revi-me :)
Lindo...

Ana C. Nunes disse...

Com tantas opiniões positivas vou acabar por ler o livro mais depresa do que imaginava.

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