segunda-feira, 19 de setembro de 2022

"serei eu quem me lembro de ser?"


Hoje trago-vos a banda desenhada  "O Pescador de Memórias" de Miguel Peres, com ilustração de Majory Yokomizo e prefácio do também autor e ilustrador, Edmond Baudoin.

A força desta capa, ilustrada por Lucas Pereira,  conseguiu transmitir tanto numa só imagem que rendi-me de imediato.

Depois foi a doença de Alzheimer que é um tema que mexe muito comigo. É bastante perturbador imaginar o perder da memória, a nossa identidade, tudo aquilo que somos e vivemos. Daí que adianto já que esta BD é tão bonita que dói.

O argumento de Miguel Peres prende e maravilha. Gostei especialmente de toda a simbologia que envolve de imediato o leitor. Digo ainda que, nem sempre todas as histórias têm inícios ou finais bonitos, mas Peres soube fazê-lo isso de forma sentida e inigualável.  

Em relação às ilustrações de Marjory Yokomizo, nem sempre as achei bonitas, mas a escolha em aguarela funciona maravilhosamente bem. Dá a harmonia perfeita à história.

Termino referindo o cuidado com os detalhes, destaque para a bonita lombada. Podem achar que não, mas os leitores gostam destas coisas.

domingo, 11 de setembro de 2022

A Feira do Livro de Lisboa veio aos algarves


Rescaldo da Feira do Livro de Lisboa. Tinha feito uma lista para 5, terminei com 13 livros. 

As voltas da vida não permitiram-me subir até à feira, mas ter marido e irmão a trabalhar em Lisboa e arredores fizeram com que os livros chegassem até mim. 

Este ano a hora H foi a culpada de ter-me esticado no orçamento. 

📚 Assim estendi a lista para autores/ilustradores: 

- de sempre: José Saramago, Afonso Cruz e David Machado, Paulo Galindro e João Fazenda

- recentes, mas que quero ler muito mais: João Reis, Eduardo Galeano, Carlos Drummond de Andrade

- novos: Itamar Vieira Junior, Pilar del Río, Marco Polo, Miguel Peres, Majory Yokomizo e Paco Roca

terça-feira, 30 de agosto de 2022

segunda-feira, 11 de abril de 2022

20| livrarias e bibliotecas no mundo

 Universidade do Algarve, Faro

As bibliotecas são os bancos do Saber e através delas podemos usufruir gratuitamente de autênticos tesouros.

Esta que partilho hoje convosco é especial para mim. É das mais bonitas da região do Algarve e localiza-se na Universidade, no campus de Gambelas.

Para além de um acervo de mais de 200 mil volumes impressos, a variedade atual dos recursos eletrónicos adquiridos pela UAlg possibilita, à comunidade académica, novas estratégias de pesquisa e acesso a documentos das diversas áreas do conhecimento. Destaco a Biblioteca do Conhecimento Online (b-on), as bases de dados bibliográficos e os livros eletrónicos.

Acrescento ainda que em seu redor, nasceu recentemente um jardim botânico.

segunda-feira, 21 de março de 2022

Primavera poética

Monchique, Portugal

"Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela."
Poemas escolhidos, Alberto Caeiro
(Dia Mundial da Poesia e da Árvore)

sexta-feira, 18 de março de 2022

"A menina com os olhos ocupados"


A Menina Com os Olhos Ocupados de André Carrilho podia ser um livro do meu filho, mas não. Foi-me oferecido pelo meu irmão mais novo em 2020, que já me conhece bem e sabia que só um livro conseguiria acordar-me para o que ele andava a dizer-me e eu nem lhe ligava. 

Com ilustrações fabulosas e uma história de alerta, André Carrilho conta-nos os dias desta menina que estava sempre com os olhos colados a um ecrã.

Estavam tão ocupados que não via a magia da vida a passar por ela. E os dias e as noites sucediam-se uns atrás dos outros e a menina "nem vê os cometas, estrelas ou planetas que passam depressa pela janela."

Até ao dia em que sentada na montanha-russa, de olhos ocupados, "uma curva mais apertada ATIRA o telefone para a calçada!"

A menina fica triste, desconsolada e sem nada na mão. Mas será que está só?

Ao olhar à volta, de "olhos libertos", a menina encontrou amigos para conhecer. Pois "É bom ter os olhos desocupados!
É bom ver mais longe, pra todos os lados!"

Um livro com uma excelente lição, que reli para a iniciativa #marçoilustrado de @na.cama.com.os.livros e da @silveria.miranda

André Carrilho ganhou o ano passado o Prémio Nacional de Ilustração com este livro.

segunda-feira, 7 de março de 2022

Livros da minha biblioteca para a Semana da Leitura


Até 11 de março celebra-se a Semana da Leitura e a convite do Plano Nacional de Leitura gostaria de vos falar de alguns livros da minha biblioteca.

Optei por vos falar de livros que li entre a minha adolescência e juventude, porque foi a época mais voraz e saciante. 

Os livros fazem parte de mim. É neles que encontro as respostas às minhas inquietações e o meu escape para a sanidade.

Um livro que marcou a minha adolescência foi A Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gonzalez. Esta foi uma história forte para a altura e a sua personagem acompanhou os meus pensamentos por muitos anos.

Outros dois livros que também recordo constantemente são O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder e o Memorial do Convento de José Saramago. O primeiro por toda a questão filosófica que nos faz pensar e a colocar muitos porquês. Foi sem dúvida dos livros mais fascinantes que li aos 13 anos. Já o universo mágico e místico dos personagens do Memorial fizeram com que até aos dias de hoje eu jamais esquecesse a história de Baltasar e Blimunda, a passarola, os frascos das vontades. 

Depois na ânsia de tentar perceber o porquê do Holocausto, lia tudo o que encontrava. Foi assim que descobri Sem Destino de Imre Kertész, um livro que podia ser igual a tantos outros, mas não. O autor quis mostrar o lado bonito dos Campos, mas nas suas palavras suaves está toda a dor. 

Destaco ainda Cisnes Selvagens de Jung Chang. Uma história poderosa passada na China e que relata a vida de três mulheres: avó, mãe e filha. Este romance fascinante revelou-se para mim um importante documento histórico. E porque não lê-lo para celebrar a efeméride do Dia da Mulher?  

Termino com O Principezinho de Saint-Exupéry, que li em adulta e que considero que devia ser lido em várias fases da nossa vida, para recordarmos sempre o quanto "o essencial é invisível aos nossos olhos".

Ah! E Espreita a Geografia de Portugal foi o livro que o pequerrucho cá de casa quis partilhar para juntar ao seu preferido: Espreita o Atlas. Já não fazemos viagem alguma sem ele espreitar primeiro o destino a ir.

Pinturas populares (últimos 30 dias)