domingo, 4 de novembro de 2012

Kingsbridge, o cenário de duas histórias

Em finais de 2010, a estreia da série foi o pretexto ideal para iniciar a leitura de Os Pilares da Terra de Ken Follett. O contágio foi de tal ordem que deixei-me envolver e embrenhar nas teias daquela história, que tinha como cenário a construção de uma catedral. Tom, o pedreiro, Ellen, o prior Philip, o bispo Waleran, Richard, William, Aliena e Jack são os fios condutores de uma obra apaixonante. Simultaneamente, a série foi seguida passo a passo; por sinal bastante viciante! Os cenários eram fantásticos, a caracterização dos personagens excelente e a história não fugia muito à obra. Até que nos últimos episódios tudo mudou e não pude deixar de sentir um enorme desagrado por terem alterado o rumo dos acontecimentos. Senti-me defraudada, mas pronto tudo passou. A vontade de voltar à cidade de Kingsbridge ficou e por isso foi com entusiasmo que iniciei a sequela de Um Mundo sem Fim

Dois séculos depois, em novembro de 1327, as vidas de quatro crianças irão ditar, ao longo de vários anos, o rumo da história de Um Mundo sem Fim. Os irmãos Merthin e Ralph e as amigas Caris e Gwenda trilham as suas próprias histórias de luta, de coragem, de ambição, de ódio, de vingança e de amor. Pelo meio, outros personagens fazem e desfazem a direção dos acontecimentos, que nos levem para um emaranhado de emoções. Não eram tempos fáceis aqueles… A Europa conheceu La moria grande, que devastou cidades inteiras e Kingsbridge não ficou ilesa de tamanha tragédia. 

A história de ambos os livros falam por si, mas gostaria de salientar a força dos personagens, que nos envolvem e nos abarcam tantos sentimentos. As suas histórias envoltas em fé e determinação tanto enchem-nos de revolta, raiva ou aversão, como de compaixão, de complacência ou de cumplicidade. 

Também aqui Ken Follett soube abrilhantar com detalhe todo o enredo. Tanto Os Pilares da Terra, como Um Mundo sem Fim são duas obras de época extraordinárias que só podem ser lidas em ritmo acelerado, para não se perder nada. Muito embora tenha de dizer que a primeira foi bem mais arrebatadora!

9 comentários:

Paula disse...

Tenho de ler estas obras! Penso que serão as melhores de Ken Follet!

Landa disse...

Tenho cá os Pilares da Terra e queria ver se começava a ler ainda este ano. Tenho andado a adiar pois estava com receio que a história não me envolvesse logo no início e ultimamente, como ando com um ritmo de leitura mais lento precisava de algo que me fizesse agarrar logo à história. Mas parece-me que não vai ficar muito tempo na prateleira.

Teté disse...

Nunca li nem um, nem outro, muito menos vi a série. Mas gostava de ler, que no ano passado li um livro do autor e gostei bastante... :)

Beijocas!

tonsdeazul disse...

Pois eu desconheço a última trilogia do autor, mas esta é bem envolvente, Paula. E ao que parece Ken Follett já pensa em voltar a Kingsbridge quando terminar a trilogia O Século! ;)


Landa se o problema é esse então está mais que resolvido, pois Os Pilares da Terra irão puxar-te para dentro da história logo nas primeiras páginas e depois só descansarás quando chegares ao fim da última página do segundo livro. :)
Boas leituras!


Lembro-me de teres feito referência a um livro do autor, Teté. Por acaso até foi um dos que não li dele.
Quanto a estes não tenho dúvidas de que irias gostar. ;)
Beijocas

Jojo disse...

Pilares da Terra são geniais! Mal posso esperar para começar a ler a sequela.

tonsdeazul disse...

Claro que vais gostar, Jojo! Mas também quase que aposto que no final concordarás comigo que "Os Pilares da Terra" são mais apaixonantes! ;)

Luis disse...

Também tenho de arranjar tempo e dinheiro para ler estas duas obras.

N. Martins disse...

Talvez por já ter visto a série, não estou a achar o livro arrebatador. Estou a gostar, lê-se muito bem, a história é muito boa, mas sinceramente a escrita de Ken Follett não me encanta.
Mas ainda vou a meio do livro, portanto... como dizia o outro, prognósticos só no fim do jogo. :)

tonsdeazul disse...

São duas obras bastante boas, Luís. Muito embora, "Os Pilares da Terra" sejam mais absorventes.


Eu gostei bastante dos "Pilares da Terra", N. Martins. Pela referência histórica e pela construção da catedral. A sequela de "Um Mundo Sem Fim" já não foi tão viciante.
Acredito que o facto de já teres visto a série também faça a diferença, mas depois logo me contas as últimas impressões. ;)

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