quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

«[Não basta abrir a janela]»

Castelo de Vide

«Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.»

«Não basta abrir a janela», in Alberto Caeiro, poemas escolhidos

5 comentários:

Anónimo disse...

Bom dia miúda!
Bom ano cheio de coisas boas!


Um amigo
Gabriel

PS:adoro o teu sorriso

Teté disse...

Quem é que disse que "há mais coisas no céu e na terra do que em toda a filosofia"? Shakespeare?

A ideia é idêntica e concordo com ela inteiramente! :)

Beijinhos!

mixtu disse...

abro a janela e encontro o meu colega pastor, caeiro...
todo o mundo lá fora...
tal como o meu e as estorias da serra

abrazo serrano y europeo

t i a g o disse...

E para apreciar este poema, é precio não pensar em apreciá-lo, mas sim em apreciá-lo apenas :)

Boa semana!

Juliano disse...

Vir parar a um blogue com um cão lindíssimo a espreitar e este "Não basta abrir a janela", é meio caminho andado para me conquistar.

Parabéns pela escolha! Vou continuar a minha odisseia por este canto azul

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