domingo, 9 de dezembro de 2007

"Contos de Natal" de Charles Dickens

Contos de Natal de Charles DickensEste foi um dos livros que fez parte da minha infância. Não me pertence. É da minha mãe. Lembro-me de não ter nenhum livro, na minha prateleira, para ler e de, às escondidas, ir retirando da prateleira da sala os livros dela. No meio de tantos livros encontrei este que me chamou logo ao primeiro olhar. Toquei-lhe. Era diferente de todos os outros. Forrado em tecido, com linhas e letras em dourado e uma simples fotografia. Agora as suas letras já meio apagadas dão-lhe o uso dos anos, mas para mim este livro terá sempre o mesmo encanto.
São seis os contos, que foram seleccionados. O primeiro conto, "A Canção do Natal", é aquele que todos vocês conhecem de certeza. Lembram-se do Scrooge e dos seus três fantasmas?
Os outros contos são "O Vendedor Ambulante"; "O Guarda-Chuva do Sr. Thompson"; "Os Sete Caminhantes Pobres"; "Uma Dama Caridosa" e "Os Carrilhões".
Todos os contos estão impregnados de influências da tradição cristã e pagã, mas
Dickens transmite neles uma tamanha ternura e magia. Encontro nas suas palavras um Natal que já não existe em mim.

11 comentários:

su disse...

Mas esse livro está imbuído de uma carga psicológica bem mais forte derivada das tuas recordações de infância. Para além de ser um clássico muito bonito. Com contos maravilhosos, alguns bem tristes. E aquele conto da menina dos fósforos?! Lembraste desse?! Eu chorava sempre que o lia. É um daqueles contos que me marcou para sempre. Sei disso.
Os Natais somos nós que os fazemos. Cabe a nós iniciar ou não uma nova tradição natalícia, dar significado ao mesmo, conforme os nossos sonhos, aspirações e recordações!
Um dia, se tiver a minha própria família, penso que é o que farei...dar todo o significado ao Natal que também já não tenho.

Beijinhos grandes, este fim-de-semana fora de casa, para os lados de Ourém!

tonsdeazul disse...

Su: Claro que me lembro da rapariga dos fósforos! Esse conto não dá para esquecer. A "Canção de Natal" foi o que ficou mais na memória, também à custa da sua história passar tantas vezes na televisão, em filmes de animação. :)
Beijos e bons passeios por Ourém.

Fernando Pessoa disse...

O natal que já não existe, pelo menos da maneira que agora olho para ele. Só consigo gostar do natal pela reacção das minha sobrinhas. a alegria delas nesse dia é a única certeza de que o natal ainda existe.

mas o bacalhau sabe sempre melhor nessa noite...

:)

Teté disse...

Também li esse livro em criança, mas não me lembro rigorosamente nada, tirando é claro a história do Scrooge, que posteriormente vi em cinema e na TV. "A Menina dos fósforos" nem fazia ideia que pertencia a estes contos, mas também me lembro bem da história... muito triste, por sinal!

Quanto a não sentir o Natal, já passei essa fase, embora haja sempre uma nostalgia das "cadeiras vazias" daqueles que amámos e já partiram... Mas há ainda as crianças e os jovens, os nossos velhotes que ainda cá estão, a alegria de nos reunirmos com os familiares e amigos mais próximos. E enquanto essas reuniões perdurarem, na melhor paz possível, suponho que para mim haverá sempre Natal...

Jinhos!

tonsdeazul disse...

Fernando Pessoa: Quando há crianças o natal é sempre mais Natal. :)


Teté: Existem algumas histórias da Rapariga dos Fósforos... Conheço pelo menos mais duas... Uma de Hans Christian Andersen "A Pequena Vendedora de Fósforos" e outra de Oscar Wilde "A Rapariga da Caixa de Fósforos". E tenho a sensação que troco sempre a história de todas elas... :)
Um Natal de casa cheia! Que saudades...
Beijos grandes

Ad astra disse...

Charles Dickens faz parte das minhas recordações de infância.
e lá está ele naquela estante.

E é como dizes, encontramos nas suas palavras um Natal que já perdemos

Gosto tanto de vir aqui, sinto-me azul

Um beijo

Ângela disse...

Tons de Azul, os Natais somos nós que os fazemos, se já não existe em ti esse Natal, trata de o reconstruires! Só depende de ti!
Bjokas amiga

tonsdeazul disse...

Ad Astra: Ai também anda pelas tuas estantes!? :)
Mas olha que quando entro no teu também me sinto muito azul.
Um beijo

Ângela: Bem sei que sim, porque se não somos nós, ninguém vem fazê-lo por nós... :)
Beijos grandes amiga.
Nota: Só posso estar contigo para a próxima semana. Esta está muito complicada e bem podes imaginar porquê!!

carteiro disse...

Se há capas de livros com as quais fico encantado, esta é daquelas que deixa sem palavras. Nunca li estes "Contos de Natal", o que é uma falha grave ( :) ) pois eu adoro contos de Natal, pela ternura e magia que falas.
Acontece-me o mesmo do que escreves na última frase. Aquele "já" acaba por ser positivo, na medida que não existe mas já existiu e está pelas memórias. E acho que é importante poder sentir isso.

tonsdeazul disse...

Carteiro: Com certeza que já deves ter ouvido falar desta capa? :)
Sim, sem dúvida é uma falha, mas não é das graves. É das gravíssimas!! :p
É isso mesmo. Chegaste lá. Já existiu, não existe, mas sei que voltará a existir. :)
Um abraço grande de quem tem muito frio hoje. ehehe

un dress disse...

:) conheço. são lindos!

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