terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sputnik = Companheiro de viagem

Sputnik, Meu Amor de Haruki Murakami"Aquela mulher amava Sumire, mas não sentia por ela desejo desejo sexual. Sumire amava aquela mulher e, mais, desejava-a. Eu amava Sumire e desejava-a. Sumire gostava de mim, mas não me amava nem tão pouco sentia desejo sexual por mim."

Sputnik, Meu Amor, de Haruki Murakami podia resumir-se às linhas acima citadas. No entanto, a sua história conta-nos muito mais que isso. Fala-nos de livros, de música clássica, de solidão, de viagens, de sonhos e de realidades.
O engraçado é que o livro que li antes deste foi O Processo, de Kafka. Quem já o leu sabe que o personagem principal chama-se K. Pois neste, também existe um K, que é o narrador da história. Não sei se já vos aconteceu depararem-se com coincidências destas, mas a mim acontece-me frequentemente.
Dividi esta história de agradável leitura em duas partes. Na primeira, K dá-nos a conhecer Sumire e o quanto ela desejava ser escritora.
Na segunda parte, Sumire parte numa viagem com Miu e desaparece. K é finalmente dado a conhecer através dos escritos de Sumire, que ele nos narra. Estes dois documentos convidam o leitor à introspecção e ao questionamento.
A escrita de Haruki Murakami surpreendeu-me, por isso espero voltar a lê-lo. "Viram alguma vez alguém levar um tiro e não deitar sangue?"

9 comentários:

Teté disse...

Nunca li nada de Haruki Murakami, mas fiquei curiosa. Pró ano, que este já não compro mais nenhum! :)

Quanto à última pergunta: não vi e espero nunca ver, para confirmar ou não!

Beijoca!

O autor disse...

"Viram alguma vez alguém levar um tiro e não deitar sangue?"

A minha resposta é não, mas...
Já sangrei muitas vezes sem levar um tiro!!

beijinhos tons de azulinho!!!

;)

Ad astra disse...

Tenho este lá em casa ms ainda não o li...
mas gostei imenso do "Kafka à beira mar"

blue kiss

Ad astra disse...

ah e sim, já vi levar tiros e não deitar sangue...às vezes levo uns destes :|

Fernando Pessoa disse...

é a vida.
quando nascemos carregamos o peso de passar a sangrar sem levar tiros.

são palavras certeiras e gestos como balas.

bj

©carmen zita disse...

Li este livro, neste Verão. Fiquei fã de Murakami. E recomendo também.
Abraço azul.

Daniela disse...

Olá!
Aconselhas a ler "O Processo", de Kafka? É que tenho o livro em casa há alguns anos e nunca tive motivação para lê-lo... E eu adoro ler!

Beijinho e boas leituras

tonsdeazul disse...

Olá Daniela,
A história é meio alienada, mas não deixa de ser interessante. Se não prendesse não o teria lido até ao fim, pois não consigo ler livros que não me prendam nos primeiros capítulos! Como também não está acabada deixa sempre aquela pontinha de curiosidade... o que poderia ter acontecido?
Não foi dos melhores livros que li e gostei muito mais d"A Metamorfose", mas aconselho a lê-lo.
Beijinhos

Paulo disse...

Eu vi a Sumir no Hotel Golfinho...

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