terça-feira, 10 de maio de 2011

a curva de um sorriso...

Gentils Petits Monstres, Karin Jeanne, França


... permite que o caminho não seja sempre a direito.
Esta minha jornada está quase, quase a chegar ao fim...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

o magpie e o folclore irlandês

St. Stephen's Green em Dublin, Irlanda

A Irlanda é povoada por corvos, mas um dos pássaros mais bonitos que avistei quando aqui cheguei foi o Magpie. Este é da família dos corvos. Também é preto, mas tem o peito branco e a cauda azul. É lindíssimo e muito inteligente.

Em conversa com alguns locais, fiquei a saber que os primeiros Magpies que migraram para a Irlanda foram para Wexford, mas agora podemos avistá-los por toda a Irlanda, tal como aos corvos. Disseram-me ainda que os Magpies gostam de coleccionar objectos brilhantes. São uns autênticos ladrões! Sempre que têm oportunidade guardam no seu ninho, anéis, pulseiras, brincos e outras peças reluzentes que encontram perdidas ou não. São uns apaixonados por objectos cintilantes!

Existe ainda um velho ditado irlandês que partilho na versão original: "Ireland will never be rid of the English while the Magpie remains".
Outra coisa que fiquei a saber, desta vez num dos meus passeios até Dingle, é que o Magpie também tem uma lenda associada a ele, que é um género de lenga-lenga que também transcrevo na versão original:
"One for sorrow,
Two for joy,
Three for a girl,
Four for a boy,
Five for silver,
Six for gold,
Seven for a secret never to be told,
Eight a kiss,
Nine a wish,
Ten a bird you should never miss."

Assim, sempre que se vê o primeiro Magpie é usual dizer-se "Good morning Mr. Magpie",uma vez que avistar apenas um é sinal de mau presságio.
Já noutros tempos a versão popular era outra:
"One is sorrow, two is grief,
Three is a wedding, four is death,
Five heaven, six hell,
Seven the devil is ain sell."

quarta-feira, 27 de abril de 2011

1| livrarias e bibliotecas no mundo

Livraria The Winding Stair em Dublin, Irlanda

"Os livros, esses animais opacos por fora, essas donzelas. Os livros caem do céu, fazem grandes linhas rectas e, ao atingir o chão, explodem em silêncio. Tudo neles é absoluto, até as contradições em que tropeçam. E estão lá, aqui, a olhar-nos de todos os lados, a hipnotizar-nos por telepatia."
José Luís Peixoto, in Jornal de Letras


A vida é feita de mudanças e de caminhos a seguir. Nem sempre seguimos pelos caminhos certos, nem sempre sabemos que decisões tomar, mas por vezes o melhor mesmo é não pensar muito e deixar tudo seguir o seu rumo natural.

Parti. Deixei os meus livros nas prateleiras à minha espera. Na mala apenas um me faz companhia agora. Sabia que todos os outros me iriam fazer falta, mas também sabia que teria outras vivências para desfrutar e sentir.

Mesmo com ausência de leituras, nos caminhos calcorreados procuro sempre em cada esquina lugares onde o cheiro dos livros esteja presente. Seja em bibliotecas, museus, alfarrabistas ou em livrarias como esta que descobri em Dublin, The Winding Stair, é bom poder deliciar-me com estes pequenos momentos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

"Touch the moon"

Touch the moon..., Dariusz Twardoch, Polónia

«Touch the moon

Touch the stars

Touch my heart»

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