terça-feira, 20 de janeiro de 2009

“matando a paz no médio oriente”

Os Cinco Sentidos, de Arsénio ReisEste mês apresento-vos o livro Os Cinco Sentidos, de Arsénio Reis, que tem uma capa extraordinária!
Os Cinco Sentidos é essencialmente uma reportagem onde o jornalista Arsénio Reis relata-nos a sua experiência vivida durante o período em que esteve no Médio Oriente, como enviado da Rádio Renascença, em 2002.
Após uma breve introdução, onde o jornalista relata a sua partida de Lisboa para o “Outro Mundo”, encontramos finalmente «Jerusalém: A capital da divisão».
Nos capítulos seguintes, Arsénio Reis dá-nos a conhecer os cinco sentidos, que são eles: o «Olfacto: O cheiro da morte em Jenin»; a «Visão: Abrir os olhos em Belém»; a «Audição: O cantar das armas em Ramallah»; o «Tacto: Apalpar o medo em Gaza» e por último o «Sabor: As beringelas de Jericó».
Arsénio Reis termina o seu testemunho com «O regresso à rotina», onde tudo é tão diferente e onde encontra a paz.
A constante violência que o Mundo tem vindo assistir no conflito israelo-palestiniano é uma luta que não me faz sentido algum. De uma forma simples e isenta, Arsénio Reis soube relatar-nos os seus dias na guerra e no fim, após ter lido as suas palavras, termino com as mesmas palavras do jornalista: “Não posso dizer que percebo agora melhor o que se passa entre aqueles dois povos. Pelo contrário, para mim continua a ser intolerável que aquela situação se mantenha.”

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Conta-me uma história

Era uma vez... É assim que todas as histórias devem começar.

O frio anda a tolher os dedos, mas eu como gosto muito de vocês não quero que vos tolha também o cérebro! Por isso, lanço-vos mais um desafio daqueles que vocês tanto gostam!
Quero que me contem uma história original, num máximo de 230 palavras, sobre aquilo que vos apetecer.
Inspirem-se até ao dia 25 de Janeiro e enviem as vossas histórias.

Atenção não se esqueçam que a história terá de começar com “Era uma vez” e terá de ter um título. Devem mencionar também o nome (com o qual pretendem ser identificados) e nome do blogue (facultativo).
Nota: As histórias a concurso não poderão ser publicadas em lado nenhum e não poderão identificar-se como autores das mesmas até ao final do desafio.
Haverá prémio para o vencedor(a)!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sobre o Rio Arno

Florença

A Ponte Vecchio, de origem medieval e situada sobre o Rio Arno, em Florença (Itália), é conhecida pelas suas lojas, principalmente ourivesarias e joalharias, que alberga ao longo de toda a sua extensão. Desde sempre que os lojistas mostram os seus artigos (essencialmente ouro) sobre as bancas. Noutros tempos, quando um mercador não tinha meios para pagar as suas dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto) pelos soldados. A essa prática dava-se o nome de bancorotto. Daí dizer-se que a palavra “bancarrota” teve origem aqui.

Ao longo da ponte pode-se observar diversos cadeados. Este facto está ligado à antiga ideia do amor e dos amantes. Conta a história que se o cadeado fosse trancado e a chave lançada ao rio, os amantes ficariam eternamente ligados. Devido a esta tradição e ao turismo, milhares de cadeados tiveram de ser removidos para evitar que a estrutura da ponte se danificasse.

Para quem tiver com ideias aviso que o município determinou uma multa para todos aqueles que forem apanhados a colocar cadeados sobre a ponte.
________________
Fonte:
wikipedia

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

“nunca houvera outra jornada assim”

Marvão
Marvão. Fotografia de Rogério.

"Nas três horas e meia que a corrida durou, e apesar de alguns breves descansos, andaram mais de dezassete quilómetros. Este foi o número finalmente apontado pelo comandante do pelotão depois de uma viva troca de palavras com o cornaca subhro, que achava que não tinham sido tantos e que não valia a pena estarem a enganar-se a si mesmos. O comandante achava que sim, que era estimulante para os homens, Que importância tem que tivéssemos andado só catorze, os três que faltam andá-los-emos amanhã e no final vais ver que tudo baterá certo. O cornaca desistiu de convencê-lo, Foi o melhor que eu podia fazer, se as contas falsas dele prevalecerem, isso não alterará a realidade dos quilómetros que realmente tivermos percorrido, não discutas com quem manda, subhro, aprende a viver."
A Viagem do Elefante, de José Saramago

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

“Erguem-se fantasmas”

O Segredo da Casa de Riverton, de Kate Morton O Segredo da Casa de Riverton, de Kate Morton foi um dos livros que recebi este Natal. Ainda não tinha ouvido falar da sua história (melhor assim) e como a sinopse agradou-me optei por lê-lo nestes dias de descanso.

O ano presente é o de 1999. Grace Bradley, uma antiga criada da casa de Riverton, recebe uma carta de Ursula, uma cineasta que pretende fazer um filme sobre o poeta R. S. Hunter que se suicidou, no Verão de 1924, junto ao lago da casa de Riverton. Com a chegada da carta, Grace transporta-se para o passado. Nos caminhos da sua memória, Grace revive uma série de acontecimentos que tinham ficado há muito guardados e adormecidos e agora era tempo de acordá-los.

O Segredo da Casa de Riverton, passado em Inglaterra, começa no ano de 1914 com a chegada de Grace à casa de uma família britânica e termina em 1924, com a morte do poeta nessa mesma casa. Atravessa a I Guerra Mundial e apanha os loucos anos 20.

“Tenho pensado no dia em que entrei em Riverton. Lembro-me muito bem. Os anos que medeiam encolhem-se como o fole de uma concertina e estamos em Junho de 1914. Tenho outra vez catorze anos: ingénua, tosca, aterrorizada, seguindo a Nancy lance após lance de escadas em madeira de olmo, esfregadas à mão.”

É através das palavras de Grace que ficamos a conhecer o segredo que envolve a casa de campo da família Ashbury. Ficamos a conhecer os principais intervenientes da tragédia: Hannah e Emmeline, as irmãs Hartford e Robbie Hunter, o jovem poeta. E muitos outros personagens, pois Grace conta-nos também, paralelamente, a sua história presente e passada. Não a conta à cineasta Ursula, opta antes por gravá-la numa cassete, pois é para o seu neto Marcus que Grace fala.

Obviamente que não vos conto o segredo, mas refiro que O Segredo da Casa de Riverton é um romance inquietante e viciante. Em certos momentos senti-me mesmo uma das personagens a deambular pelas salas, quartos e jardins da casa ou a caminhar pelas ruas de Londres.

A autora com a sua escrita fluída e envolvente cativou-me da primeira até à última linha. Como estreia da autora está um romance de época muito bem conseguido. Os seus personagens estão agradavelmente bem caracterizados e dão vida a uma história extraordinária com um final surpreendente.

Pinturas populares (últimos 30 dias)