segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

“Erguem-se fantasmas”

O Segredo da Casa de Riverton, de Kate Morton O Segredo da Casa de Riverton, de Kate Morton foi um dos livros que recebi este Natal. Ainda não tinha ouvido falar da sua história (melhor assim) e como a sinopse agradou-me optei por lê-lo nestes dias de descanso.

O ano presente é o de 1999. Grace Bradley, uma antiga criada da casa de Riverton, recebe uma carta de Ursula, uma cineasta que pretende fazer um filme sobre o poeta R. S. Hunter que se suicidou, no Verão de 1924, junto ao lago da casa de Riverton. Com a chegada da carta, Grace transporta-se para o passado. Nos caminhos da sua memória, Grace revive uma série de acontecimentos que tinham ficado há muito guardados e adormecidos e agora era tempo de acordá-los.

O Segredo da Casa de Riverton, passado em Inglaterra, começa no ano de 1914 com a chegada de Grace à casa de uma família britânica e termina em 1924, com a morte do poeta nessa mesma casa. Atravessa a I Guerra Mundial e apanha os loucos anos 20.

“Tenho pensado no dia em que entrei em Riverton. Lembro-me muito bem. Os anos que medeiam encolhem-se como o fole de uma concertina e estamos em Junho de 1914. Tenho outra vez catorze anos: ingénua, tosca, aterrorizada, seguindo a Nancy lance após lance de escadas em madeira de olmo, esfregadas à mão.”

É através das palavras de Grace que ficamos a conhecer o segredo que envolve a casa de campo da família Ashbury. Ficamos a conhecer os principais intervenientes da tragédia: Hannah e Emmeline, as irmãs Hartford e Robbie Hunter, o jovem poeta. E muitos outros personagens, pois Grace conta-nos também, paralelamente, a sua história presente e passada. Não a conta à cineasta Ursula, opta antes por gravá-la numa cassete, pois é para o seu neto Marcus que Grace fala.

Obviamente que não vos conto o segredo, mas refiro que O Segredo da Casa de Riverton é um romance inquietante e viciante. Em certos momentos senti-me mesmo uma das personagens a deambular pelas salas, quartos e jardins da casa ou a caminhar pelas ruas de Londres.

A autora com a sua escrita fluída e envolvente cativou-me da primeira até à última linha. Como estreia da autora está um romance de época muito bem conseguido. Os seus personagens estão agradavelmente bem caracterizados e dão vida a uma história extraordinária com um final surpreendente.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O tons de azul...

... assinala hoje 3 anos de existência. Os dias por aqui têm sido preenchidos com escassas pinturas... Provavelmente poderá estar na iminência de um leeento caminhar para a inexistência, mas até lá continuarei a pincelar em tons de azul.
Paris:Torre EiffelBeijinhos e abraços!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Trilho da Rocha da Pena

Percurso pedestre da Rocha da PenaPercurso: Pedestre
Localização: Freguesias de Salir e Benafim, concelho de Loulé

Distância aproximada: 5 km
Duração: 3h - 3,5h (aprox.)
Grau de dificuldade: Médio


O Sítio Classificado da Rocha da Pena, situado nas freguesias de Salir e Benafim, protege e conserva os valores físicos e paisagísticos do Barrocal algarvio.
A Rocha da Pena é uma cornija escarpada de calcários, cujo planalto tem aproximadamente 2 km de comprimento e uma escarpa com cerca de 50 m de altura. A altitude máxima deste local é de 479 m.



O percurso pedestre pode ser iniciado na aldeia da Penina ou na Rocha da Pena e pode ser efectuado nos dois sentidos. Ao longo do percurso é possível observar várias estruturas características de formação cársica tais como sumidouros e algares. O Algar dos Mouros é um dos mais conhecidos e abriga duas espécies de morcegos ameaçadas de extinção, o Morcego-de-Peluche e o Morcego-Rato-Pequeno. No topo da Rocha encontram-se dois amuralhamentos em pedra.


Devido à sua localização, numa zona de transição entre o Barrocal e a Serra, este local tem uma grande variedade de flora. Possui mais de 500 espécies de plantas, das quais algumas são endémicas e muitas outras medicinais e aromáticas.

A fauna também é bastante rica. O seu isolamento geográfico permite um óptimo abrigo e local de nidificação para muitas espécies, tendo sido avistadas cerca de 122 espécies que, na sua maioria, são residentes, embora também se encontrem aves migratórias e estivais.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"O Ingénuo"

O Ingénuo, de VoltaireO primeiro livro que li de Voltaire foi Cândido e gostei imenso! Contudo, hoje falo-vos não de Cândido, mas sim d’O Ingénuo. Neste livro de 93 páginas, Voltaire, o escritor do Iluminismo, volta a surpreender com humor e ironia.
O Ingénuo conta a história de um índio hurão, de nome Hércules Ingénuo, que, ao desembarcar na Bretanha, é reconhecido pelos seus parentes que o convertem ao catolicismo e o baptizam. Só que entretanto Ingénuo apaixona-se pela sua madrinha de baptismo e vê-se confrontado com impedimentos que não entende.

“ – Irra, meu tio, estais a fazer pouco de mim! Porque há-de ser impossível casar com uma madrinha quando a madrinha é nova e bonita? Não vi no livro que me emprestastes [A Bíblia] que seja pecado casar com as raparigas que nos ajudam a baptizar. Vejo que se fazem todos os dias para aí muitas coisas que não figuram no vosso livro e que não se faz nada daquilo que o livro diz; confesso-vos que isso me surpreende e aborrece.”

Após lutar contra os ingleses, Ingénuo parte em direcção a Versalhes com o intuito de receber um prémio pelos serviços prestados e com esperança de conseguir casar com a sua madrinha, a linda Saint-Yves.
Ao chegar lá acaba por ser encarcerado na Bastilha. Como fica sem saber notícias do seu amado, Saint-Yves parte também para Versalhes. Contudo quando pede ajuda a um padre para libertar Ingénuo, depara-se com propostas delicadas. Saint-Yves vê-se então confrontada com um dilema... E mais não conto.
Esta obra é uma excelente sátira ao catolicismo e à sociedade.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Notre Dame de Paris

Notre Dame de Paris “And the cathedral was not only company for him, it was the universe; nay, more, it was Nature itself. He never dreamed that there were other hedgerows than the stained-glass windows in perpetual bloom; other shade than that of the stone foliage always budding, loaded with birds in the thickets of Saxon capitals; other mountains than the colossal towers of the church; or other oceans than Paris roaring at their feet.”
Notre Dame de Paris, de Victor Hugo, 1831

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