
Naquela madrugada o dia acordou ensonado. Bocejou e deixou-se estar. Ao despontar da manhã espertou do seu sono e espreguiçou-se por breves momentos para espantar a preguiça que insistia em querer ficar. Quando finalmente terminou o seu exercício matinal já o sol raiava.
Depressa escondeu as dispersas almofadas brancas, que por ali ainda andavam perdidas e num ápice vestiu o Céu com um infinito manto azul. Era de um azul tão azul como o azul cor de Céu!
Como o Céu já estava devidamente apresentável, o dia deixou-se ficar quieto e sossegado. O tempo que continuasse a fazer o resto!
O tempo deixou a manhã passar e a tarde chegou. Contudo, a tarde não gostou do tom de azul que a manhã lhe deixara e pintou outra demão de azul no manto que a cobria. O dia não interviu e deixou que a tarde pincelasse a sua tarde com um azul cor de Verão e de mar.
Ora, era bem verdade que o mar estava longe, mas deixava-se sempre tocar pelo Céu no horizonte! E aí o dia também não se metia!
Com o passar do tempo, o tempo deixou passar a tarde e a noite chegou. Já o dia adormeceu e a noite, a noite enegreceu o manto azul.
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Nota1: Estas palavras marcam o final do desafio.
Por uma razão especial, desta vez os concorrentes não irão a votos. Como não há vencedores, nem vencidos fico aguardar a morada de todos os participantes na minha caixa de e-mail, para que eu possa enviar a prenda de cada um. Esta é a minha surpresa para os cinco que aceitaram o desafio. Obrigada a todos.
Nota2: A pedido de muitas famílias informo todos aqueles que ficaram de fora, mas com imensa vontade de participar, que podem enviar, durante a próxima semana, o texto ou poema. Será um extra-desafio, que terei muito gosto em receber na minha caixa de e-mail e publicar no tonsdeazul.
Beijos e abraços!