sábado, 23 de fevereiro de 2008

Lua que estás lon-ge...

ALPTEALPM: USSN!Preferias que cantasse noutro tom
Que te pintasse o mundo de outra cor
Que te pusesse aos pés um mundo bom
Que te jurasse amor, o eterno amor

Querias que roubasse ao sete estrelo
A luz que te iluminasse o olhar
Embalar-te nas ondas com desvelo
Levar-te até à lua para dançar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Talvez até pudesse dar-te mais
Que tudo o que tu possas desejar
Não te debruces tanto que ainda cais
Não sei se me estás a acompanhar



Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Podia, se quisesses, explicar-te
Sem pressa, tranquila, devagar
E pondo, claro está, modéstia à parte
Uma ou duas coisas, se calhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres


Rádio Macau, Cantiga de Amor
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ilustração: phermad

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Olhar: Início da votação

Olá a todos!
Ontem foram publicados os três últimos olhares.
Estão a concurso 7 poemas, de 7 autores.
Quero agradecer mais uma vez aos participantes que aceitaram este desafio e me enviaram os seus lindíssimos olhares.
Peço agora a todos que por aqui passam que dediquem alguns minutos a estes olhares e que participem na escolha do melhor poema. Votem no vosso preferido, uma vez que a tonsdeazul estará isenta. Conto com a vossa participação até ao dia 29 de Fevereiro, às 19h00.
Boa sorte aos sete! E em caso de empate tomarei eu a decisão.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Olhar 7: "O TEU OLHAR"

O teu olhar…
Um dia o teu olhar despertou-me para um novo amanhecer…
Acordou-me de uma longa noite escura e fez-me ver
Os sonhos que a luz do dia não deixava vislumbrar.
Fui-me perdendo no teu verde olhar,
Como quem se perde pelos trilhos existentes na floresta
Caminhei, tracei rumos, sonhava uma festa
Em todos os momentos que teus olhos inundavam meu respirar.

O teu olhar,
Que outrora foi reflexo do meu,
Hoje jaz distante das minhas pálpebras…
Por mais que as cerre,
Não haverá mais aquele verde…
Por mais que sonhe,
Não mais verei o pôr-do-sol que se esconde nos teus cabelos…

O teu olhar…

O teu olhar era isso tudo…
Era tudo aquilo que o sonho libertava,
Era tudo aquilo que a realidade castrava.

O teu olhar…

Agora o meu dia não tem a cor de esperança que teu olhar irradiava…
A minha sombra não tem o brilho do teu olhar.

Tens os olhos fechados para mim…
e neles ainda estou aprisionado.

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Autor: Filipe
Blogue: http://minhasombra.blogspot.com/

Olhar 6: "Encontros"

Dois

Um olhou.
Olhou.
E foi olhado.

Tanto olhou e foi olhado
Que se consumou.

Tanto se consumou,
Olhando e olhado,
Que não pestanejou.

Não pestanejou
Não fechou
Olhou mas não viu.

Consumou-se. Consumiu-se e secou.

Nunca mais olhou.

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Autora: Humming
Blogue: http://omeusussurro.blogspot.com/

Olhar 5: "O tempo de um olhar"

Tento andar e os meus pés, presos na areia,
Acabam de estagnar a vã coragem
De ir em frente. A ferida que me enleia
Arde-me e faz-me pensar na viragem.
"Não penses! É o caminho quem falseia…"
"…cada olhar, no deserto, é uma miragem."

Acordo. Em toda a noite tem chovido
Como se o amanhã, numa torrente,
Se deixasse levar.

"Tempo cumprido
É todo o que carece de presente,
Que encontras mas permanece perdido.
Ele dói... mas cicatriza e não mente!
Deixa de magoar

quando polido
E é então que segue em rumo ascendente."
Ilusão. Todo o meu tempo é tingido
Por cada olhar que o pinta, reverente.

Falo do tempo como se a grandeza
Que o compõe fosse mais que um só olhar!
Resta-me, da desordem, a certeza
Que é neste em quem mais posso acreditar.
"… serás, quando adormeceres, leveza
Do quanto, um dia, olhaste sem pensar..."

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Autor: Carteiro
Blogue: http://selosdifusos.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Olhar 4: "OLHAR"

Vejo o mundo transformado,
Encaixado,
No abraço que lhe dás
Como laço encantado
Cujas pontas delicadas
Terminas sempre em NÓS.
E não é grande nem pequeno.
Cabe mesmo à justa,
Sossegado,
No ritmo cadente que alimenta
O meu sopro no teu.
O que tocas em chuva se desmancha
Como castelos no ar
Porque da areia tomaste
Os sonhos que fizeste voar
Em asas de estrelas,
Brilhantes desejos descendo
A serrania pura do teu corpo.
Avalanches profundas
Em que sou tomada
Sem esperar ou sequer desejar
Qualquer hipótese de salvação.
Se és redenção ou pecado
Assim sou anjo ou pecadora
Respondendo à voz da tua tentação.
Faísca.
Explosão.
Dois mundos novos nascem da poeira,
Despoletada,
Por tudo e por nada
E de todas as vezes
Que riscamos fósforos
No corpo do nosso OLHAR.
Assim te VEJO.

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Autora: Su
Blogue: http://teiadeariana.blogspot.com/

Olhar 3: "Olhar escuro"

Procuro nos teus olhos o brilho do olhar,
esse brilho fatal que falta e me faz falta.
É nele que sinto a distância, é nele que me perco.
Queria voltar a sentir a luz a percorrer todo o meu corpo,
mas essa luz já não existe.
É assim que eu te vejo, nesse olhar de olhos fechados.
Eu fico só, e vivo o silêncio da sombra que me faz viver assim.
A amargura das palavras vendadas pelos olhos que falam no silencio,
Ai esse silêncio, que me agarra, que me aperta o coração,
e não me deixa sentir-te aqui.
O escuro é triste…e mais triste é o teu olhar, de olhos fechados.

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Autor: O autor

Blogue: http://www.surrapa.blogspot.com/

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