terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Olhar 1: "Um só olhar"

Olhar dorido
Cansado
Olhar de frente risonho
Escondido das névoas
Perdido nas ruelas
Olhar que mente e desmente
Que vive e morre
Quando o vento lhe assobia fins e princípios...

Olhar dormente
Esperando um beijo
Olhar silencioso
Gritando as cores dos sonhos
Olhar que flutua entre o sim e o não...

Olhar meu que é teu
Olhar teu que é único
Olhar nosso que construímos
Com tijolos de amor e sexo
Refrescante de luz e suor...

Olhar que perde rumos
Olhar que persegue fugas
Olhar que olha e não vê
Que olha e não quer ver

Olhar...
Um olhar e tantos olhares
Uma vida e tantas vidas
Tantos risos, tantos choros
Tantos olhares...
Num só olhar...

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Autor: Ruinzolas

Blogue: http://palavraformacirculo.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Porque anda o teu olhar sem olhar?


Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar

E eu te respondo que não sei…
Não sei, porque o meu olhar não me responde.
O meu olhar já não vê,
Porque já não sente e já não chora.

Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar
E eu te respondo que não sei…
Não sei, porque o meu olhar não me responde.
No meu olhar agora apenas reside o silêncio.
O silêncio de um olhar que se fechou,
Porque os dias deixaram de ser coloridos e quentes.
E porque as noites passaram a ser sombrias e frias.
No meu olhar agora tudo é vazio e solidão.
Tudo é um pálido arco-íris...

Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar
E eu te respondo que não sei…
Não sei, porque o meu olhar não me responde.
O meu olhar é tristeza e é dor.
Em tempos foi mar e céu.
Agora é deserto e terra.

Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar
E eu (em silêncio) te respondo apenas que não sei…

ilustração: phermad
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Nota: Este Olhar não está a concurso, mas marca o início do desafio.

Agradeço aos participantes, por terem aceite mais este desafio e amanhã iniciarei a publicação dos poemas a concurso. Beijos e abraços!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

«Sweeney Todd»

Sweeney ToddNão me vou alongar em palavras...

Tim Burton é um génio!
Johnny Depp e Helena Bonham Carter estiveram como sempre no seu melhor!

Um musical, com sabor a tragédia...
... Uma história simples, triste e tão bonita!

Sinopse:
"Um simples barbeiro londrino, Benjamin Barker, mais tarde conhecido por Sweeney Todd (Johnny Depp), vê a sua vida desmoronar-se quando o malvado Juiz Turpin (Alan Rickman) o manda para a prisão, castigando-o por um crime que não cometera. Quinze anos depois, com a ajuda do marinheiro Anthony Hope (Jamie Campbell Bower), sai da prisão, pronto para se vingar de todos os que o separaram da mulher e da filha. Abre a sua loja por cima da loja de tartes de carne da Mrs. Lovett (Helen Bonham Carter), e juntos iniciam a vingança de Todd, tudo para que este fique com a sua filha Johanna (Jayne Wisener), prisioneira do terrível Juiz Turpin. Mas Sweeeny Todd ainda vai ter de enfrentar o seu rival, Signor Adolfo Pirelli (Sacha Baron Cohen), um barbeiro de rua, assim como o acompanhante do Juiz Turpin, Beadle Bamford (Timothy Spall)."

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

«amor»

AmorAmor é uma produção do Teatro Regional da Serra de Montemuro (TRSM) e estará em cena hoje no Teatro Lethes em Faro, pelas 21h30.

Texto: Eduardo Correia
Encenação: Eduardo Correia
Interpretação: Abel Duarte, Paulo Duarte, Daniela Vieitas, Carlos Cal, Neusa Fangueiro e Rodrigo Viterbo

"O Amor é como uma pequena planta silvestre que se instala atrevidamente no nosso jardim, depois vai crescendo, e contagia todas as outras plantas que se deixam seduzir por todo o seu encanto.
Tal como o amor, as plantas sofrem. São muitas as vezes que elas fecham as suas pétalas, despedaçando lágrimas para depois soltá-las em pequenos pedaços, só para que o jardim não fique triste ao vê-las chorar.
O TRSM inspira-se na cultura popular, desde as máscaras de Lazarim até aos Santos Populares e do cinema mudo até ao fado, sem nunca criar espectáculos "fáceis" ou condescendentes. É um teatro contemporâneo, com as suas raízes no meio rural, que aposta na criação de textos originais, inspirados no mundo à sua volta."

Uma peça que eu não vou perder! E na vinda, se estiver com o meu lado bondoso desperto conto-vos como foi! Até lá.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Dias de chocololate

Chocolate
Ora aqui está uma informação útil, que encontrei no blogue atuleirus, e digo-vos que acredito totalmente na sua veracidade! :) Ou não fosse eu uma autêntica chocólatra!!

"Coma uma tablete de chocolate antes de cada refeição.
Isso reduzirá o seu apetite ao mínimo e você comerá menos.
O chocolate é um VEGETAL.
O chocolate é feito de cacau (cacau = vegetal) e de açúcar.
O açúcar é feito de cana, ou de beterraba.
Ambas são plantas, ou seja, vegetais.
Logo, o chocolate é, integralmente, um vegetal.
Praticamente uma SALADA.

O chocolate também leva leite.
Portanto, o chocolate é um alimento muito saudável.
O chocolate pode ser recheado com passas, morangos, laranja, cerejas, etc. Tudo isto são frutas, e as frutas são saudáveis, portanto, coma à vontade, as tabletes que desejar.
Equilíbrio: se você comer porções iguais de chocolate branco e chocolate preto... Isto, é uma dieta equilibrada. Portanto, saudável.
Os chocolates têm muitos conservantes, logo... conservam quem os come. Os conservantes fazem com que você pareça mais jovem.

Escreva "Comer chocolate" no início de sua lista de coisas a fazer hoje. Assim, você vai conseguir cumprir, pelo menos, UM item de sua agenda.
Uma boa caixa de chocolates pode fornecer toda a sua necessidade diária de calorias. Não é prático, isso?
Lembre-se: STRESSED (stressado) soletrado de trás pra frente é DESSERTS (sobremesas).
Portanto, sobremesa (de preferência de chocolate) é o antídoto do stress."


E para terminar aproveito para dizer que está mesmo aí à porta o Festival Internacional de Chocolate, por isso há que aproveitar e dar uma saltada até à vila de Óbidos, que por estes dias fica ainda mais bonita! Assim, de 14 a 24 de Fevereiro é arregalar os olhos e encher a barriguinha de todos os sabores!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A poesia do olhar

Estamos em Fevereiro. Um mês onde já referi aqui que não gosto. Não gosto mesmo, mesmo! E até podia escrever muitas e muitas outras razões, mas não o farei. O motivo que me faz escrever hoje não é esse.
Como não gosto de ti, Fevereiro, vou dedicar-te à poesia. Quem sabe se não ficarás aos meus olhos um tanto mais bonito. E como na anterior publicação escrevi sobre a 2ª edição do prémio José Luís Peixoto, (dedicado, este ano, também à poesia) desafio-vos a participar em uns escritos poéticos.
Bem sei que estão cheios de vontade de colocar esses dedinhos a trabalhar para mim, por isso não se deixem atrasar. Até dia 17 de Fevereiro podem enviar para a minha caixa de correio electrónico um poema original, cujo o tema seja o Olhar. O poema deve ter um título e devem mencionar o nome e o blogue (caso o tenham) para ser referido após a votação. Desta vez não colocarei limite de palavras, pois não quero de modo algum cortar a vossa veia poética!
Não se esqueçam que a vossa participação será publicada por ordem de chegada e até ao final da votação terão de permanecer anónimos. Nada de divulgar os vossos poemas a concurso noutros lugares, sob pena de serem excluídos.
Já estou ansiosa para entregar o prémio ao vencedor, por isso até já! Beijos e abraços.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

«Dose da fatia de um doce»…

«Dose da fatia de um doce»
… é um dos muitos poemas que pode ser encontrado em O cheiro da sombra das flores, de João Negreiros. O cheiro da sombra das flores
Um “amigo virtual” deu-me a conhecer este autor (numa das pinceladas que por aqui deixou) e fiquei deliciada com a sua escrita… diferente. Tão trágica e dorida, mas ao mesmo tempo tão solta e livre.
Joaquim Pessoa refere no prefácio, que “Negreiros rasga, fere, incomoda, impacienta. O seu discurso não é doce, o seu lirismo está frequentemente carregado de angústia, de ansiedade, de premência…”, mas eu não me senti rasgada, nem ferida. Incomodada sim, porque deixou os meus pensamentos perdidos em tantas e tantas imagens fugazes. Impaciente sim, porque em cada poema lido crescia em mim uma vontade de me saciar com mais e mais um. E encontrei doçura, mesmo nas palavras mais angustiadas e mais ansiosas!
Sim parei, mas parei apenas no fim. Neste poema «A única verdade absoluta»: “As pessoas quando sentem/fazem-no com o coração/é no trajecto p’ra cabeça/que se perde a informação”. Foi aqui que parei. Nestas palavras onde agora deixo o meu silêncio...

Pinturas populares (últimos 30 dias)