domingo, 9 de setembro de 2007

"Palavra Ibérica' 08"

Prémio Internacional de Poesia
A
Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e o Ayuntamento de Punta Umbría instituem o “Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2008”.
Podem concorrer a este prémio, todos os escritores, nacionais e estrangeiros, desde que as obras a concurso sejam apresentadas em português ou espanhol.

Os originais em português serão dirigidos ao júri do “Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2008”, e deverão ser entregues em mão na sede do Município de Vila Real de Santo António – Praça Marquês de Pombal – 8900 – 231 Vila Real de Santo António ou remetidos por correio registado, com aviso de recepção, para a mesma morada, até ao dia 31 de Outubro de 2007.
Os originais em espanhol deverão ser entregues na Casa de Cultura de Punta Umbría – Plaza de las Artes s/n – Punta Umbria – 21100 Huelva, España, podendo as respectivas disposições regulamentares ser consultadas em
http://www.ayto-puntaumbria.es/

Cada concorrente poderá participar apenas com um original, com um mínimo de trinta páginas e um máximo de quarenta, apresentado em triplicado, em letra Times New Roman, corpo 12 e espaço duplo.
O valor do Prémio em cada uma das modalidades, português e espanhol, é de 2.500,00€ (dois mil e quinhentos euros). As obras vencedoras serão editadas em livro, recebendo os autores cinquenta exemplares a título de direitos de autor.

Consultar mais informações e regulamento completo aqui.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Em busca de uma história

Se Numa Noite de Inverno Um Viajante de Italo CalvinoAgosto foi o mês de descanso, de praia e de colocar leituras em dia. Obviamente esta última foi uma tarefa não cumprida, pois eles, os livros, são mais que muitos! Entre os diversos livros que li houve um que se destacou pela sua diferença. Claro que todos os livros são diferentes entre si, mesmo os escritos pelo mesmo autor, mas este foi diferente do diferente. Acabei de o ler no último dia de férias e agora deixo-vos um cheirinho do início da história.

“Estás para começar a ler o novo romance Se numa noite de Inverno um viajante de Italo Calvino. Descontrai-te. Recolhe-te. Afasta de ti todos os outros pensamentos. (…)
Foi logo na montra da livraria que descobriste a capa com o título que procuravas. Atrás desta pista visual, lá foste abrindo caminho pela loja dentro através da barreira cerrada dos Livros Que Não Leste, que de cenho franzido te olhavam das mesas e das estantes procurando intimidar-te. Mas tu sabes que não te deves deixar assustar, que no meio deles se estendem por hectares e hectares os Livros Que Podes Passar Sem Ler, os Livros Feitos Para Outros Usos Além Da Leitura, os Livros Já Lidos Sem Ser Preciso Sequer Abri-los Por Pertencerem À Categoria Do Já Lido Ainda Antes De Ser Escrito. E assim transpões a primeira muralha dos baluartes e cai-te em cima a infantaria dos Livros Que Se Tivesses Mais Vidas Para Viver Certamente Lerias Também De Bom Grado Mas Infelizmente Os Dias Que Tens Para Viver São Os Que Tens Contados. Com um movimento rápido passas por cima deles e vais parar ao meio das falanges dos Livros Que Tens Intenção De Ler Mas Antes Deverias Ler Outros, dos Livros Demasiado Caros Que Podes Esperar Comprar Quando Forem Vendidos Em Saldo, (…) e dos Livros Que Todos Leram E Portanto É Quase Como Se Também Os Tivesses Lido.”

Desculpem-me. Italo Calvino surpreendeu-me logo na primeira linha, que agora não resisti e acabei por exceder-me na transcrição.
Confesso que comecei a ler o livro e minutos depois já estava a tentar fazer tudo aquilo que o autor me pedia. Arranjei a melhor posição para começar a ler, ajustei a luz, abstraí-me dos sons exteriores e tantas outras coisas.
Se Numa Noite de Inverno Um Viajante conta-nos muitas histórias dentro de uma história. O leitor é confrontado com várias situações inesperadas que o impedem de ler a suposta história do livro que adquiriu. Com isto o leitor dá consigo a ler a sua própria história. Um leitor desesperado que procura a história que parece nunca chegar. Pode-se até dizer que Calvino, com uma notável mestria, consegue causar no leitor uma sensação de frustração. De tal modo que, o autor interrompe as histórias nos momentos mais apaixonantes e depois perfidamente recusa-se a satisfazer o leitor.
Para terminar, refiro que este romance foi definido pelo próprio autor como um “romance sobre o prazer de ler”. Sendo assim, deleitem-se.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Esquecer-me...

... de mim.
(dias nebulados, com tendência para aguaceiros e alguma trovoada)
- 3:37 -

domingo, 2 de setembro de 2007

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

As horas do tempo

Mértola
"O tempo que passa não passa depressa.
O que passa depressa é o tempo que passou."
Vergílio Ferreira

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Navega com Mayra Andrade

Navega de Mayra AndradeAmanhã é dia de música no Teatro das Figuras em Faro. Mayra Andrade, a "boa esperança de Cabo Verde" actuará às 22h00 e com a sua voz promete uma noite de ritmos quentes.
A cantora nasceu em Cuba há 21 anos e cresceu entre Cabo Verde, Senegal, Angola e Alemanha. Vive em Paris desde 2003 e prefere a "liberdade dos palcos à clausura dos estúdios". Não gosta que a rotulem de “a próxima Cesária Évora” e muito menos que a música cabo-verdiana seja sempre associada à diva dos pés descalços.
Navega é o seu primeiro disco, resultado de seis anos de trabalho, onde Mayra integra três canções de sua autoria.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Meio-dia: XLIV

Cem Sonetos de AmorCem Sonetos de Amor. Assim se chama o livro de Pablo Neruda (Prémio Nobel da Literatura, 1971) publicado em 1959.
Os cem sonetos estão divididos em quatro partes: Manhã, Meio-dia, Tarde e Noite. Neles, Neruda expressa todo o seu amor.
O escritor confessa à sua amada "Matilde" (e a nós leitores), que grande foi o seu sofrimento ao escrevê-los, mas que a sua alegria em oferecê-los a ela era ainda maior.
Palavras apaixonantes para este quente mês de Agosto e dos cem sonetos, este que transcrevo foi o que mais gostei.




Saberás que não te amo e que te amo
pois que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem sua metade de frio.

Amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Amo-te e não te amo como se tivesse
nas minhas mãos a chave da felicidade
e um incerto destino infeliz.

O meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.

Pinturas populares (últimos 30 dias)