quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Éramos 15


A ausência tornou-se longa, mas voltei da minha viagem.
Éramos 15. Cada um levava na sua bagagem a sua essência, com convicções e pensamentos. Partimos rumo a um destino: Santiago de Compostela. Não tínhamos promessa por cumprir, mas sim uma vontade de lá chegar. Podia ficar por aqui a escrever horas e horas e sei que não iria conseguir descrever-vos os momentos fantásticos e únicos que passámos numa semana intensa de emoções. Foram descobertas de personalidades, conversas e risadas, dores e falta de sono, passos lentos e passos rápidos, subidas claustrofóbicas e descidas dolorosas, lugares que marcaram e que marcámos, pormenores que fizeram toda a diferença e amizades que ganhámos ao longo de uma louca e alucinada caminhada! Por tudo isso e por tudo o que ficou registado no marco dos meus pensamentos, digo-vos que foi um caminho indescritível.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Rumo a Santiago de Compostela

Em tempo de férias o povo vem de malas e bagagens para os Algarves. Para curtir a suposta tranquilidade e encontrar o merecido descanso. Claro que em plenas férias, também podia ficar por terras de sol, de mar e de areia fina... Só que em Agosto o "Texas", acreditem, vira mesmo "Texas"!! Daí, como já enchi a barriguinha de praia durante estes dias, vou agora de trouxa às costas até à deslumbrante vila de Ponte de Lima, para no dia 5 de Agosto iniciar a minha aventura, pelos caminhos de peregrinação, até Santiago de Compostela. Para vos elucidar melhor, deixo-vos um mapa do percurso que irei realizar. Irão ser aproximadamente 150 km de desafio, de descoberta, de aventura e de tantas outras coisas. Se por acaso ficarem com curiosidade ou vontade de percorrer estes mesmos trilhos visitem o site: http://www.caminhoportuguesdesantiago.com/PT/. Encontrei-o por acaso, numa das minhas pesquisas e tem muita informação útil para quem, como eu, é um aprendiz nestas caminhadas!! Até ao meu regresso e até lá aproveitem os dias quentes e longos. Abraços e beijinhos!

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Concurso "O Afonsina de férias"...

O blogue O Afonsina está a promover um concurso: "O Afonsina de férias".
O tonsdeazul, como podem ver, já participou e deixa aqui o desafio.
"O concurso tem por objectivo seleccionar as melhores fotografias d'O Afonsina, tendo em conta a sua criatividade e originalidade. Todas as fotos deverão apresentar o ecrã do PC/portátil com o layout do
www.afonsina.blogspot.com."

As fotos deverão ser enviadas até 31 de Agosto para:
blog_afonsina@hotmail.com
acompanhadas obrigatoriamente por:
- Título com breve descrição da foto;
- Nome do autor (poderá ser pseudónimo);
- Endereço de email;
- Endereço de Blogue, site (opcional).
Tudo será publicado junto da respectiva foto.


Para saberes mais acede ao respectivo blogue.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Hoje

a pedido de muitas famílias e não querendo correr o risco de ver realizadas possíveis ameaças*,
tive mesmo que actualizar o tonsdeazul e publicar algo,
mas como o calor é muito e a vontade é quase nenhuma,
sugiro que sejam vocês a dar um título mais sugestivo
a esta minha
foto.
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* Ser arrastada, este fim de semana, para a louca
Concentração de Motas de Faro!!!

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Janela aberta




Da varanda da sua janela,
Acorda com o vazio da sua ilha,
Mas hoje não pensa na sua solidão.
A sua não ausência não está lá.
Serena, de sorriso nos lábios, sai.
Deixa a janela aberta.
Ao fim do dia sabe que encontrará
Cada espaço, da sua vazia ilha,
Simplesmente… diferente.



quarta-feira, 5 de julho de 2006

poesia ao vento

“na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, [os meus irmãos]
e eu. depois, [o meu irmão] mais velh[o]
casou-se. depois, [o meu irmão] mais nov[o
foi para longe]. depois o meu pai [calou-se]. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos [o meu irmão] mais velh[o] que está
na casa del[e], menos o meu irmã[o] mais
nov[o] que está [lá longe], menos o meu
pai [calado], menos a minha mãe [também calada]. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinh[a]. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.”
Adaptação do original
José Luís Peixoto, a criança em ruínas

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