segunda-feira, 10 de abril de 2006

24h Volta a Portugal em BD

Depois de ter escrito sobre BD (e parece que este mês ela, a BD, persegue-me!! ehehe), não podia deixar passar esta iniciativa do drmakete, que como ele mesmo diz: "... não é um concurso! É a edição de um livro de BD."
Por isso aqui fica o desafio "a todos os autores de BD, ilustradores, argumentistas e “contadores de histórias”; profissionais ou amadores, de nacionalidade portuguesa ou estrangeira", para participarem, pois estou ansiosa por ler histórias diferentes!
Para mais informações podem sempre visitar o site: http://www.drmakete.com/

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Maus I e II: Simples e Tocante

sumodoLIDLbroder disse...
"(...) por falar nisso...
óh tonalidade azulada, sim tu!... ainda nao vi dicas tuas a livros de banda desenhada?? como é? tu tás a falhar!??! (...)"


A pedido do sumodoLIDLbroder, as pinceladas na escrita do mês de Abril serão dedicadas à Banda Desenhada. Assim, optei pela colectânea MAUS I e II de Art Spiegelman, por ser uma obra de arte "brutalmente tocante" que me fascinou aquando os li. Através da BD, o autor comove-nos com uma história inquietante e crua sobre os acontecimentos do holocausto.
Assim, Maus I conta a história de Vladek Spiegelman, um judeu sobrevivente da Europa de Hitler e de seu filho, um autor de banda desenhada que tenta narrar a terrível história do pai e a própria História. O processo utilizado pelo o autor, onde os Nazis são os gatos e os Judeus são os ratos, resulta na perfeição!
Na sequela, Maus II, deparamo-nos com a história dos pais de Spiegelman. E Assim Começaram os Meus Problemas leva-nos dos barracões de Auschwitz até aos bungalows das montanhas Catskills.
Para terminar, Umberto Eco refere que "Maus é um livro que não conseguimos deixar a meio, nem mesmo que o sono nos assalte."

terça-feira, 4 de abril de 2006

O Mar para ti

Não sei…
Amiga,
Tudo tem um começo, mas
Acho que me estão a escapar as palavras certas!!
Chamo e grito por elas, mas
Hoje nada me sai.
Assim…


fui ao album vasculhar as minhas velhas fotos e escolhi esta para te oferecer.


Não sei se sabes, mas lá no fundo, onde termina a linha do horizonte, há uma queda de água que forma um arco-íris!! Consegues imaginar? :) Então se consegues, que importância têm as palavras hoje, quando a amizade fala por si! Feliz Aniverrio!

terça-feira, 28 de março de 2006

A palavra e o ser jogam à cabra-cega

"Criar uma palavra é criar um ser e isso é maior do que nós, porque vive em si mesmo na sua estranha independência. Que é que dizemos na palavra que dizemos? Que é que a palavra diz, para lá do que diz? Porque toda a palavra é um foco de irradiação que todos os domadores dela não conseguem domar. E a profunda verdade de nós é o que não sabemos e ela sabe. E onde a palavra que nos diga o que não sabemos dizer? (...) A verdade de nós e a da palavra que o disse brincam connosco à cabra-cega e nunca as apanhamos."
Vergílio Ferreira, Pensar

domingo, 19 de março de 2006

No vazio, na noite, no silêncio…

As palavras, ainda não esquecidas e sempre lembradas,
batem à porta dos pensamentos perdidos e das lágrimas abafadas,
na escuridão branca da solidão.
Nos olhares, nas mãos, nos corpos…
As tempestades ausentes, não apagam e nem esquecem,
os sentimentos que caminham no gélido silêncio insensível.
Vida incerta talvez...
D
estinos incompletos que caminham por entre águas turvas e revoltas,
que guardam a nostalgia de sorrisos, de toques, de cumplicidades...
Nos verdes vales, TU, coração, te foste esconder.
Os ventos já não trazem notícias por entre uma folha e outra.
E as chuvas ainda choram no nevoeiro,
No vazio, na noite, no silêncio...

quinta-feira, 9 de março de 2006

Pinceladas na escrita

Neste mês de Março as pinceladas na escrita vão para o livro Nem tudo começa com um beijo de Jorge Araújo e Pedro Sousa Pereira.
A história escrita num "realismo mágico" apresenta-nos "o mundo como sendo uma casa, que tem Cave e Sótão".
Assim, conta a vida de Fio Maravilha e do seu grupo de amigos, como o Gelatina, o Molécula e o Armando Pantera que vivem nos buracos dos esgotos de uma grande cidade! Neste mundo escuro onde a luz não entra, não existe esperança, apenas abismo, dor e sombras.
Em oposição, temos o sótão que é a cidade onde vive Nuvem Maria. Um mundo luminoso, mas onde os prédios têm vista para a solidão humana! As pessoas cruzam-se, mas não se conhecem! E é neste mundo cheio de luz e cor que Fio Maravilha descobre Nuvem Maria sentada num banco de jardim. Aqui, nasce o amor impossível entre eles, pois "na Cave, Nuvem Maria não era desejada e no Sótão, Fio Maravilha não tinha futuro." Até ao dia em que a terra treme e tudo destrói e todos mata...
E o final não conto! A narrativa é acompanhada por ilustrações que acompanham a história em paralelo.

sexta-feira, 3 de março de 2006

Banco de Jardim

Banco de jardim,
que te encontras de costas voltadas para o mar,
que escondes tu?
Memórias de dois corpos ausentes,
palavras e pensamentos,
sorrisos e olhares,
toques e silêncios,
medos e frustrações,
desejo e solidão.
Banco de jardim, de costas voltadas para o mar,
guardas o vazio de nada mais encontrar...
Na tua madeira gélida e podre,
um corpo solitário por alguém espera.
Sem cobranças, nem promessas,
mas com ilusões e sonhos.
No olhar desse corpo continua o brilho e a ânsia
de poder estar novamente ao lado do outro corpo fugido,
mas em cada espera e desejo fica sempre a desilusão
de estar sempre a acordar nas nuvens.

Pinturas populares (últimos 30 dias)