segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Sobre ti, BB, vou escrever

Tinha as palavras certas para começar a escrever, mas agora que aqui estou, não me sai nada! Absolutamente nada! Nada vezes nada!
Há coisas que são inexplicáveis! Que não dá para escrever, porque simplesmente acontecem, carago! Nascem ou não! Crescem ou não! Ganham raízes ou não! Ou por vezes até... nada!
Contigo como foi? Não sei... não me lembro quando tudo começou... Talvez naquele dia ou terá sido no outro? Não sei... Terá sido aquele teu pequeno gesto? Não sei... Terá sido uma das tuas grandes gargalhadas contagiantes? Não sei... As tuas palavras ou até mesmo os teus silêncios? Queres mesmo que te diga? Não sei...
É... Há coisas que são inexplicáveis! Que não dá para escrever, porque simplesmente acontecem, carago! Tu és assim, como as conchas do mar. Existem de todas as formas, cores e feitios. Perfeitas, riscadas ou partidas. Tão diferentes e tão únicas! E entre umas e outras, eu também tive a sorte de te encontrar. Não perfeita, mas simplesmente tu, BB!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

O clássico

Ó tragédia, ó comédia, ó lágrimas e ó sorrisos! Ó noite, ó duas horas e meia bem gastas, ó agradável companhia, ó sorte a minha em vos ter, ó amor "revolucionário"!
Ó doce Julieta, dor do coração de Romeu, ó doce donzela virginal, que os olhos dele viram e a Rosalina esqueceram, "ó doce cadáver", tola que com um punhal por ele te mataste!
Ó Romeu que teu nome renegas, ó Ro...meu que não és dele! Vai, vai para a tua Julieta e não amargures, não mais o coração do "silêncio"! Ó avarento que tudo bebeste e suave foi a tua morte!
Ó duelos, ó Montéquios, ó Capuletos que sangue no palco deixaram, ó dor, ó beleza, ó morte, ó felicidade, ó carga erótica final, ó Custódia Gallego e ó Diogo Infante, hilariantes ama e Mercúcio (e já agora, estiveste bem em não ser Romeu).
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Nota: Para os que foram... ó ronco que grande tormento foste! Ó aguardente...
Para os que não foram um verdadeiro clássico perderam, ...
Se ainda pensam em ir, mas não compraram bilhete, esqueçam... Lotação Esgotada!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Não gosto de ti

Pelas seguintes razões:
- És um mês inconstante. Tenho que estar sempre a confirmar no calendário, se me vais dar 28 ou 29 dias;
- Em miúda tinha dificuldades em escrever o teu mês (ainda hoje quando te escrevo tenho de ler sempre duas vezes, para confirmar se ficou bem escrito, ou seja, fiquei com trauma);
- Não gosto de te soletrar, fe-ve-rei-ro, soas-me sempre mal;
- Trazes a folia do Carnaval, mas sempre com pouca piada (este ano talvez tenha sorte, Loulé comemora os 100 anos);
- O que tens de porreiro é que as pessoas nascidas no teu mês, são fantásticas (aquelas que conheço, é claro!)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Amores de perdição

As tragédias sempre acompanharam os grandes personagens das histórias de amor. E talvez por serem tão trágicas, a sua beleza também seja tão única! Reais ou fictícias, sempre conseguiram despertar em cada um nós diferentes emoções! Cresceram connosco e foram passando de geração em geração. Muitas tornaram-se grandes clássicos e ficaram para sempre enraizadas nas nossas memórias. Na próxima semana estreia, no Teatro Municipal de Faro, a peça Romeu e Julieta (peça esta, que espero poder ir assistir), mas para além de Romeu e Juileta de William Shakespeare, muitos outros amores se tornaram imortais! Tais como Pedro e Inês, da nossa História, ou Carlos da Maia e Maria Eduarda, de Eça de Queirós, ou ainda Baltasar e Blimunda, de José Saramago. Estes são apenas alguns. Não vou inumerar muitos mais, até mesmo porque não me lembro e nem conheço todas as histórias. Mas eu sei que vocês conhecem muitas outras. Assim, vou esperar que as vossas pinceladas ajudem-me a registar mais amores eternos.
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Para ti amiga, tu que sabes quem és, um grande beijinho em tonsdeazul.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

«Os Fantasmas do Homem do Talho»

vai estar em cena, no Teatro Lethes em Faro, no mês de Janeiro. Com encenação de Paulo Moreira e leva a efeito a ACTA – Companhia de Teatro do Algarve.
Dias: 19, 20, 21, 26, 27 e 28 de Janeiro,
às 21h30
A peça de Victor Haim conta a história de um casamento tumultuoso entre Lucas, o homem do talho, e Bia, a esposa, cujo amor é preciso reconquistar. Para isso, Lucas pretende renovar-se enquanto homem, alterando atitudes, ideais, conceitos de vida. Por seu lado, o novo rumo que Bia estabelece para si, neste renascer da relação, leva-a a preocupar-se mais consigo, aprendendo a cantar e a dançar, o que despoleta os ciúmes de Lucas.
Uma peça a não perder!
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Nota: Meninas apontem na agenda o dia 19, porque já fiz a reserva!

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Apenas palavras

Palavras ditas e não escritas,
Pensamentos escritos e não expressados,
Sentimentos expressados e não escondidos,
Mentiras escondidas e não lamentadas,
Lágrimas lamentadas e não acarinhadas,
Tristeza acarinhada e não reclamada,
Caminhos reclamados e não incertos,
Paisagens incertas e não perdidas,
Tempos perdidos e não achados,
Luzes achadas e não encantadas,
Olhares encantados e não saciados,
Corpos saciados e não cansados,

Destinos cansados e não separados,
Lutas separadas e não incontornáveis,
Mundos incontornáveis e não mágicos,
Mãos mágicas e não impotentes,
Vidas impotentes e para sempre efémeras!

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