quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Amores de perdição

As tragédias sempre acompanharam os grandes personagens das histórias de amor. E talvez por serem tão trágicas, a sua beleza também seja tão única! Reais ou fictícias, sempre conseguiram despertar em cada um nós diferentes emoções! Cresceram connosco e foram passando de geração em geração. Muitas tornaram-se grandes clássicos e ficaram para sempre enraizadas nas nossas memórias. Na próxima semana estreia, no Teatro Municipal de Faro, a peça Romeu e Julieta (peça esta, que espero poder ir assistir), mas para além de Romeu e Juileta de William Shakespeare, muitos outros amores se tornaram imortais! Tais como Pedro e Inês, da nossa História, ou Carlos da Maia e Maria Eduarda, de Eça de Queirós, ou ainda Baltasar e Blimunda, de José Saramago. Estes são apenas alguns. Não vou inumerar muitos mais, até mesmo porque não me lembro e nem conheço todas as histórias. Mas eu sei que vocês conhecem muitas outras. Assim, vou esperar que as vossas pinceladas ajudem-me a registar mais amores eternos.
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Para ti amiga, tu que sabes quem és, um grande beijinho em tonsdeazul.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

«Os Fantasmas do Homem do Talho»

vai estar em cena, no Teatro Lethes em Faro, no mês de Janeiro. Com encenação de Paulo Moreira e leva a efeito a ACTA – Companhia de Teatro do Algarve.
Dias: 19, 20, 21, 26, 27 e 28 de Janeiro,
às 21h30
A peça de Victor Haim conta a história de um casamento tumultuoso entre Lucas, o homem do talho, e Bia, a esposa, cujo amor é preciso reconquistar. Para isso, Lucas pretende renovar-se enquanto homem, alterando atitudes, ideais, conceitos de vida. Por seu lado, o novo rumo que Bia estabelece para si, neste renascer da relação, leva-a a preocupar-se mais consigo, aprendendo a cantar e a dançar, o que despoleta os ciúmes de Lucas.
Uma peça a não perder!
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Nota: Meninas apontem na agenda o dia 19, porque já fiz a reserva!

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Apenas palavras

Palavras ditas e não escritas,
Pensamentos escritos e não expressados,
Sentimentos expressados e não escondidos,
Mentiras escondidas e não lamentadas,
Lágrimas lamentadas e não acarinhadas,
Tristeza acarinhada e não reclamada,
Caminhos reclamados e não incertos,
Paisagens incertas e não perdidas,
Tempos perdidos e não achados,
Luzes achadas e não encantadas,
Olhares encantados e não saciados,
Corpos saciados e não cansados,

Destinos cansados e não separados,
Lutas separadas e não incontornáveis,
Mundos incontornáveis e não mágicos,
Mãos mágicas e não impotentes,
Vidas impotentes e para sempre efémeras!

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Verde Pistachio

Quinze.
Eu desconhecia, não podia imaginar, que só me restavam quinze minutos para tropeçar.
(Aonde é que eu já li algo parecido?)
Chovia. Chovia demasiado naquela tarde. Não podia continuar pelas ruas de Faro como se estivesse um belo dia de Sol! Procurei refúgio, abrigo debaixo das varandas dos prédios. Corri. Andei. As minhas pernas estavam cansadas, encharcadas e já não me obedeciam. Praça da Alhandra. Parei. Em vão tentei controlar a respiração ofegante. Tropecei. Tropecei, imaginem, num Pistachio! Num Verde Pistachio! Fiquei pasma. Simplesmente deslumbrada com tamanha mixelândia de cores, formas e feitios. Um verdadeiro encontro imediato com o reino da fantasia. Enamorei-me. Por momentos tive uma vontade louca e quase incontrolável de querer voltar à infância. De querer experimentar, tocar e vestir todas aquelas cores garridas. De saltar e brincar, de sonhar e crescer.
- Olá, então porque não entra?
Uma voz simpática fez-me escorregar do arco-íris. Olhei. A rapariga sorriu. Sorri e caminhei. Entrei. Entrei na loja que veste as crianças de cor todo o ano e que mesmo em dias de chuva sorri para quem distraído pela Praça da Alhandra passa.
Um sorriso para ti Amiga.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Pinturas populares (últimos 30 dias)