Dois
Um olhou.
Olhou.
E foi olhado.
Tanto olhou e foi olhado
Que se consumou.
Tanto se consumou,
Olhando e olhado,
Que não pestanejou.
Não pestanejou
Não fechou
Olhou mas não viu.
Consumou-se. Consumiu-se e secou.
Nunca mais olhou.
______________________
Autora: Humming
Blogue: http://omeusussurro.blogspot.com/
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Olhar 5: "O tempo de um olhar"
Tento andar e os meus pés, presos na areia,
Acabam de estagnar a vã coragem
De ir em frente. A ferida que me enleia
Arde-me e faz-me pensar na viragem.
"Não penses! É o caminho quem falseia…"
"…cada olhar, no deserto, é uma miragem."
Acordo. Em toda a noite tem chovido
Como se o amanhã, numa torrente,
Se deixasse levar.
Acabam de estagnar a vã coragem
De ir em frente. A ferida que me enleia
Arde-me e faz-me pensar na viragem.
"Não penses! É o caminho quem falseia…"
"…cada olhar, no deserto, é uma miragem."
Acordo. Em toda a noite tem chovido
Como se o amanhã, numa torrente,
Se deixasse levar.
"Tempo cumprido
É todo o que carece de presente,
Que encontras mas permanece perdido.
Ele dói... mas cicatriza e não mente!
Deixa de magoar
Que encontras mas permanece perdido.
Ele dói... mas cicatriza e não mente!
Deixa de magoar
quando polido
E é então que segue em rumo ascendente."
Ilusão. Todo o meu tempo é tingido
Por cada olhar que o pinta, reverente.
Falo do tempo como se a grandeza
Que o compõe fosse mais que um só olhar!
Resta-me, da desordem, a certeza
Que é neste em quem mais posso acreditar.
"… serás, quando adormeceres, leveza
Do quanto, um dia, olhaste sem pensar..."
Ilusão. Todo o meu tempo é tingido
Por cada olhar que o pinta, reverente.
Falo do tempo como se a grandeza
Que o compõe fosse mais que um só olhar!
Resta-me, da desordem, a certeza
Que é neste em quem mais posso acreditar.
"… serás, quando adormeceres, leveza
Do quanto, um dia, olhaste sem pensar..."
______________________
Autor: Carteiro
Blogue: http://selosdifusos.blogspot.com/
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Olhar 4: "OLHAR"
Vejo o mundo transformado,
Encaixado,
No abraço que lhe dás
Como laço encantado
Cujas pontas delicadas
Terminas sempre em NÓS.
E não é grande nem pequeno.
Cabe mesmo à justa,
Sossegado,
No ritmo cadente que alimenta
O meu sopro no teu.
O que tocas em chuva se desmancha
Como castelos no ar
Porque da areia tomaste
Os sonhos que fizeste voar
Em asas de estrelas,
Brilhantes desejos descendo
A serrania pura do teu corpo.
Avalanches profundas
Em que sou tomada
Sem esperar ou sequer desejar
Qualquer hipótese de salvação.
Se és redenção ou pecado
Assim sou anjo ou pecadora
Respondendo à voz da tua tentação.
Faísca.
Explosão.
Dois mundos novos nascem da poeira,
Despoletada,
Por tudo e por nada
E de todas as vezes
Que riscamos fósforos
No corpo do nosso OLHAR.
Assim te VEJO.
__________________
Autora: Su
Blogue: http://teiadeariana.blogspot.com/
Encaixado,
No abraço que lhe dás
Como laço encantado
Cujas pontas delicadas
Terminas sempre em NÓS.
E não é grande nem pequeno.
Cabe mesmo à justa,
Sossegado,
No ritmo cadente que alimenta
O meu sopro no teu.
O que tocas em chuva se desmancha
Como castelos no ar
Porque da areia tomaste
Os sonhos que fizeste voar
Em asas de estrelas,
Brilhantes desejos descendo
A serrania pura do teu corpo.
Avalanches profundas
Em que sou tomada
Sem esperar ou sequer desejar
Qualquer hipótese de salvação.
Se és redenção ou pecado
Assim sou anjo ou pecadora
Respondendo à voz da tua tentação.
Faísca.
Explosão.
Dois mundos novos nascem da poeira,
Despoletada,
Por tudo e por nada
E de todas as vezes
Que riscamos fósforos
No corpo do nosso OLHAR.
Assim te VEJO.
__________________
Autora: Su
Blogue: http://teiadeariana.blogspot.com/
Olhar 3: "Olhar escuro"
Procuro nos teus olhos o brilho do olhar,
esse brilho fatal que falta e me faz falta.
É nele que sinto a distância, é nele que me perco.
Queria voltar a sentir a luz a percorrer todo o meu corpo,
mas essa luz já não existe.
É assim que eu te vejo, nesse olhar de olhos fechados.
Eu fico só, e vivo o silêncio da sombra que me faz viver assim.
A amargura das palavras vendadas pelos olhos que falam no silencio,
Ai esse silêncio, que me agarra, que me aperta o coração,
e não me deixa sentir-te aqui.
O escuro é triste…e mais triste é o teu olhar, de olhos fechados.
_______________
Autor: O autor
Blogue: http://www.surrapa.blogspot.com/
esse brilho fatal que falta e me faz falta.
É nele que sinto a distância, é nele que me perco.
Queria voltar a sentir a luz a percorrer todo o meu corpo,
mas essa luz já não existe.
É assim que eu te vejo, nesse olhar de olhos fechados.
Eu fico só, e vivo o silêncio da sombra que me faz viver assim.
A amargura das palavras vendadas pelos olhos que falam no silencio,
Ai esse silêncio, que me agarra, que me aperta o coração,
e não me deixa sentir-te aqui.
O escuro é triste…e mais triste é o teu olhar, de olhos fechados.
_______________
Autor: O autor
Blogue: http://www.surrapa.blogspot.com/
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Olhar 2: "Olhar"
Sentada neste cais,
espero mais,
muito mais,
do que o teu mudo olhar.
Espero a palavra,
espero o desejo,
espero o tacto,
e um ensejo
de rara doçura.
Esse que acalma,
esse que tudo cura
e que sempre vejo
quando me estás a fitar.
Espero o Atlântico
a entrar no Tejo
e a Lua com o Sol
sobre si a girar.
Espero a aventura,
a vontade,
a bravura
e tudo quanto promete
esse teu ardente olhar.
________________
Autora: Carmen Zita Ferreira
Blogue: http://oquartoquesente.blogspot.com/
espero mais,
muito mais,
do que o teu mudo olhar.
Espero a palavra,
espero o desejo,
espero o tacto,
e um ensejo
de rara doçura.
Esse que acalma,
esse que tudo cura
e que sempre vejo
quando me estás a fitar.
Espero o Atlântico
a entrar no Tejo
e a Lua com o Sol
sobre si a girar.
Espero a aventura,
a vontade,
a bravura
e tudo quanto promete
esse teu ardente olhar.
________________
Autora: Carmen Zita Ferreira
Blogue: http://oquartoquesente.blogspot.com/
Olhar 1: "Um só olhar"
Olhar dorido
Cansado
Olhar de frente risonho
Escondido das névoas
Perdido nas ruelas
Olhar que mente e desmente
Que vive e morre
Quando o vento lhe assobia fins e princípios...
Olhar dormente
Esperando um beijo
Olhar silencioso
Gritando as cores dos sonhos
Olhar que flutua entre o sim e o não...
Olhar meu que é teu
Olhar teu que é único
Olhar nosso que construímos
Com tijolos de amor e sexo
Refrescante de luz e suor...
Olhar que perde rumos
Olhar que persegue fugas
Olhar que olha e não vê
Que olha e não quer ver
Olhar...
Um olhar e tantos olhares
Uma vida e tantas vidas
Tantos risos, tantos choros
Tantos olhares...
Num só olhar...
__________________________
Autor: Ruinzolas
Blogue: http://palavraformacirculo.blogspot.com/
Cansado
Olhar de frente risonho
Escondido das névoas
Perdido nas ruelas
Olhar que mente e desmente
Que vive e morre
Quando o vento lhe assobia fins e princípios...
Olhar dormente
Esperando um beijo
Olhar silencioso
Gritando as cores dos sonhos
Olhar que flutua entre o sim e o não...
Olhar meu que é teu
Olhar teu que é único
Olhar nosso que construímos
Com tijolos de amor e sexo
Refrescante de luz e suor...
Olhar que perde rumos
Olhar que persegue fugas
Olhar que olha e não vê
Que olha e não quer ver
Olhar...
Um olhar e tantos olhares
Uma vida e tantas vidas
Tantos risos, tantos choros
Tantos olhares...
Num só olhar...
__________________________
Autor: Ruinzolas
Blogue: http://palavraformacirculo.blogspot.com/
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Porque anda o teu olhar sem olhar?
Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar
E eu te respondo que não sei…
Não sei, porque o meu olhar não me responde.
O meu olhar já não vê,
Porque já não sente e já não chora.
Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar
E eu te respondo que não sei…
Não sei, porque o meu olhar não me responde.
No meu olhar agora apenas reside o silêncio.
O silêncio de um olhar que se fechou,
Porque os dias deixaram de ser coloridos e quentes.
E porque as noites passaram a ser sombrias e frias.
No meu olhar agora tudo é vazio e solidão.
Tudo é um pálido arco-íris...
Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar
E eu te respondo que não sei…
Não sei, porque o meu olhar não me responde.
O meu olhar é tristeza e é dor.
Em tempos foi mar e céu.
Agora é deserto e terra.
Perguntas-me porque anda o meu olhar sem olhar
E eu (em silêncio) te respondo apenas que não sei…
ilustração: phermad
_________________Nota: Este Olhar não está a concurso, mas marca o início do desafio.
Agradeço aos participantes, por terem aceite mais este desafio e amanhã iniciarei a publicação dos poemas a concurso. Beijos e abraços!
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
A poesia do olhar
Estamos em Fevereiro. Um mês onde já referi aqui que não gosto. Não gosto mesmo, mesmo! E até podia escrever muitas e muitas outras razões, mas não o farei. O motivo que me faz escrever hoje não é esse.
Como não gosto de ti, Fevereiro, vou dedicar-te à poesia. Quem sabe se não ficarás aos meus olhos um tanto mais bonito. E como na anterior publicação escrevi sobre a 2ª edição do prémio José Luís Peixoto, (dedicado, este ano, também à poesia) desafio-vos a participar em uns escritos poéticos.
Bem sei que estão cheios de vontade de colocar esses dedinhos a trabalhar para mim, por isso não se deixem atrasar. Até dia 17 de Fevereiro podem enviar para a minha caixa de correio electrónico um poema original, cujo o tema seja o Olhar. O poema deve ter um título e devem mencionar o nome e o blogue (caso o tenham) para ser referido após a votação. Desta vez não colocarei limite de palavras, pois não quero de modo algum cortar a vossa veia poética!
Não se esqueçam que a vossa participação será publicada por ordem de chegada e até ao final da votação terão de permanecer anónimos. Nada de divulgar os vossos poemas a concurso noutros lugares, sob pena de serem excluídos.
Já estou ansiosa para entregar o prémio ao vencedor, por isso até já! Beijos e abraços.
Como não gosto de ti, Fevereiro, vou dedicar-te à poesia. Quem sabe se não ficarás aos meus olhos um tanto mais bonito. E como na anterior publicação escrevi sobre a 2ª edição do prémio José Luís Peixoto, (dedicado, este ano, também à poesia) desafio-vos a participar em uns escritos poéticos.
Bem sei que estão cheios de vontade de colocar esses dedinhos a trabalhar para mim, por isso não se deixem atrasar. Até dia 17 de Fevereiro podem enviar para a minha caixa de correio electrónico um poema original, cujo o tema seja o Olhar. O poema deve ter um título e devem mencionar o nome e o blogue (caso o tenham) para ser referido após a votação. Desta vez não colocarei limite de palavras, pois não quero de modo algum cortar a vossa veia poética!
Não se esqueçam que a vossa participação será publicada por ordem de chegada e até ao final da votação terão de permanecer anónimos. Nada de divulgar os vossos poemas a concurso noutros lugares, sob pena de serem excluídos.
Já estou ansiosa para entregar o prémio ao vencedor, por isso até já! Beijos e abraços.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Carta ao coronel | resultados
A hora dos resultados chegou.
Volto agradecer aos autores que aceitaram este desafio e aos participantes que deixaram as suas pinceladas e votaram durante estes dias. No entanto, caros amigos, não esperava um empate... e como em caso de empate sou eu que tenho a palavra... decido que não há um, mas sim dois premiados. :)
Parabéns aos quatro, em especial aos dois vencedores!
E sem mais demoras, deixo-vos com os resultados e com o nome dos autores, pois bem sei que estão curiosos para os "conhecer"!
1º lugar - com 5 votos
Volto agradecer aos autores que aceitaram este desafio e aos participantes que deixaram as suas pinceladas e votaram durante estes dias. No entanto, caros amigos, não esperava um empate... e como em caso de empate sou eu que tenho a palavra... decido que não há um, mas sim dois premiados. :)
Parabéns aos quatro, em especial aos dois vencedores!
E sem mais demoras, deixo-vos com os resultados e com o nome dos autores, pois bem sei que estão curiosos para os "conhecer"!
1º lugar - com 5 votos
Carta ao coronel 2
Autor: Fernando Pessoa
Blogue: O Blog dos 5 Pês http://oblogdos5pes.blogspot.com/
Carta ao coronel 4
Autor: Carteiro
Blogue: Selos Difusos http://selosdifusos.blogspot.com/
2º lugar - com 4 votos
Autor: Fernando Pessoa
Blogue: O Blog dos 5 Pês http://oblogdos5pes.blogspot.com/
Carta ao coronel 4
Autor: Carteiro
Blogue: Selos Difusos http://selosdifusos.blogspot.com/
2º lugar - com 4 votos
Carta ao coronel 1
Autora: Su
Blogue:Teia de Ariana http://teiadeariana.blogspot.com/
3º lugar - com 3 votos
Autora: Su
Blogue:Teia de Ariana http://teiadeariana.blogspot.com/
3º lugar - com 3 votos
Carta ao coronel 3
Autora: Teté
Blogue: Quiproquó http://pequenoquiproquo.blogspot.com/
Autora: Teté
Blogue: Quiproquó http://pequenoquiproquo.blogspot.com/
______________
Nota: Os vencedores serão contactados para receber os respectivos prémios.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Carta ao coronel | início da votação
Ao longo da semana foram publicadas 4 cartas, de 4 autores.
Hoje coloco o sistema de votação online para a escolha da melhor carta ao coronel. Conto com a participação de todos que por aqui passam, até ao dia 30 de Novembro, às 19h00.
Agradeço, mais uma vez, aos autores. Boa sorte aos quatro, pois estão todos de parabéns!
Agradeço, mais uma vez, aos autores. Boa sorte aos quatro, pois estão todos de parabéns!
Ah! Informo que em caso de empate, deixarei de estar isenta.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Carta ao coronel | 4
"Rios Perdidos, 26 de Novembro de 2007
Meu Coronel,
Espero que estas palavras o encontrem com saúde e com toda a boa disposição que sempre lhe conheci. Eu por cá vou andando, com toda a saúde e alegria de poder estar com a minha Alice, coisa que o meu Coronel bem percebe depois de todas as dificuldades dos tempos passados.
Muitos anos passaram desde aquela noite que mudou para sempre grande parte do que fomos até então. Mas há coisas que nunca mudam, como os Outonos e a forma como eles sempre trataram o meu Coronel. É esse o motivo destas palavras, pois muito me agradaria descobrir que o sabor dos anos pode transformar em açúcar os frascos de amargura que jamais serão conhecidos por terceiros. E uma vez que estes não voltam a ser precisos ao mundo, poderiam transformar-se em algo bom e útil a todos. Ou pelo menos assim o sonho e o espero. E bem sabemos que esperanças e sonhos sempre foram a maior armadura do meu Coronel.
Talvez, na leitura destas palavras, as folhas secas de mais um Outono passado já tenham desaparecido. Que passe por nós um novo Inverno, pois conhecemos a lareira adequada a cada um dos frios.
Por cá fico a aguardar palavras do meu Coronel, antes do nascer de novas folhas.
Um abraço deste que foi, um dia, apenas soldado,
E. G."
___________
Autor: Carteiro
Blogue: Selos Difusos http://selosdifusos.blogspot.com/
Meu Coronel,
Espero que estas palavras o encontrem com saúde e com toda a boa disposição que sempre lhe conheci. Eu por cá vou andando, com toda a saúde e alegria de poder estar com a minha Alice, coisa que o meu Coronel bem percebe depois de todas as dificuldades dos tempos passados.
Muitos anos passaram desde aquela noite que mudou para sempre grande parte do que fomos até então. Mas há coisas que nunca mudam, como os Outonos e a forma como eles sempre trataram o meu Coronel. É esse o motivo destas palavras, pois muito me agradaria descobrir que o sabor dos anos pode transformar em açúcar os frascos de amargura que jamais serão conhecidos por terceiros. E uma vez que estes não voltam a ser precisos ao mundo, poderiam transformar-se em algo bom e útil a todos. Ou pelo menos assim o sonho e o espero. E bem sabemos que esperanças e sonhos sempre foram a maior armadura do meu Coronel.
Talvez, na leitura destas palavras, as folhas secas de mais um Outono passado já tenham desaparecido. Que passe por nós um novo Inverno, pois conhecemos a lareira adequada a cada um dos frios.
Por cá fico a aguardar palavras do meu Coronel, antes do nascer de novas folhas.
Um abraço deste que foi, um dia, apenas soldado,
E. G."
___________
Autor: Carteiro
Blogue: Selos Difusos http://selosdifusos.blogspot.com/
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Carta ao coronel | 3
“Caro Coronel:
Serve a presente carta para o informar que deverá contactar urgentemente a nossa empresa de advocacia, através dos endereços ou telefones patentes no cabeçalho com o nosso timbre.
Compete-nos também indicar que Dona Elena Alonzo, a nossa cliente, lhe concedeu um legado significativo de 150 mil euros, por ter literalmente salvo a vida do seu filho, José Alonzo, soldado sobre as suas ordens, em tempo de guerra.
Lamentamos só tardiamente conseguirmos encontrar o seu paradeiro – a nossa cliente faleceu em Maio de 2005 - mas como possivelmente imagina, a burocracia instalada no seu e em muitos outros países, da América Latina e também da Europa, dificultou imenso a tarefa de o localizar.
Gratos pela atenção dispensada, na perspectiva das suas notícias, subscrevemo-nos
Atentamente
Mário Clemente
(advogado)
ANEXOS:
1 – Dados inerentes à sua conta no Santander;
2 – Registos dos saldos bancários da referida conta, com os respectivos juros, desde Junho de 2005;
3 – Carta escrita pelo punho da própria Dona Elena, alguns dias antes de morrer.”
_______________
Autora: Teté
Blogue: Quiproquó http://pequenoquiproquo.blogspot.com/
Serve a presente carta para o informar que deverá contactar urgentemente a nossa empresa de advocacia, através dos endereços ou telefones patentes no cabeçalho com o nosso timbre.
Compete-nos também indicar que Dona Elena Alonzo, a nossa cliente, lhe concedeu um legado significativo de 150 mil euros, por ter literalmente salvo a vida do seu filho, José Alonzo, soldado sobre as suas ordens, em tempo de guerra.
Lamentamos só tardiamente conseguirmos encontrar o seu paradeiro – a nossa cliente faleceu em Maio de 2005 - mas como possivelmente imagina, a burocracia instalada no seu e em muitos outros países, da América Latina e também da Europa, dificultou imenso a tarefa de o localizar.
Gratos pela atenção dispensada, na perspectiva das suas notícias, subscrevemo-nos
Atentamente
Mário Clemente
(advogado)
ANEXOS:
1 – Dados inerentes à sua conta no Santander;
2 – Registos dos saldos bancários da referida conta, com os respectivos juros, desde Junho de 2005;
3 – Carta escrita pelo punho da própria Dona Elena, alguns dias antes de morrer.”
_______________
Autora: Teté
Blogue: Quiproquó http://pequenoquiproquo.blogspot.com/
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Carta ao coronel | 2
“Macondo, 30 de Julho
Coronel,
Escrevo-lhe desta terra maravilhosa que ainda resiste à guerra, desde que ela se instalou indefinidamente na nossa pátria. Certo de que há muito que não dou notícias, quero pedir desculpa e dizer-lhe que a sua casa está à minha guarda pessoal. Todos saíram daqui. Restam 3 soldados e um deles está coxo. Foi ficando sem esperança de que alguém do exército o viesse buscar para regressar. O comboio fez a última viagem no início do ano e desde então só recebemos por barco, e uma vez por mês, mantimentos (muito poucos aliás) para esse tempo.
Devo dizer que o capitão tem a sua fama em muito boa cotação. Eu sei que somos poucos, mas eu ainda conto. Eu admiro-o e limpo o seu quadro todos os dias de manhã. Tal qual faço a minha limpeza diária. E depois o pó não tem ajudado. O deserto tem avançado sobre a cidade e a poeira é cada vez mais insuportável.
Escrevo-lhe para mostrar o meu apreço pelo facto de a sua esposa ter descoberto que o senhor tem um filho bastardo. Não sei como ela terá reagido ao saber, mas queria deixar a minha consideração ao nosso capitão que nunca deixará o de ser. Temos pedido o fim da guerra a deus, para que possamos um dia estar aos seus comandos uma vez mais.
O seu filho”
_______________
Autor: Fernando Pessoa
Blogue: O Blog dos 5 Pês http://oblogdos5pes.blogspot.com/
Coronel,
Escrevo-lhe desta terra maravilhosa que ainda resiste à guerra, desde que ela se instalou indefinidamente na nossa pátria. Certo de que há muito que não dou notícias, quero pedir desculpa e dizer-lhe que a sua casa está à minha guarda pessoal. Todos saíram daqui. Restam 3 soldados e um deles está coxo. Foi ficando sem esperança de que alguém do exército o viesse buscar para regressar. O comboio fez a última viagem no início do ano e desde então só recebemos por barco, e uma vez por mês, mantimentos (muito poucos aliás) para esse tempo.
Devo dizer que o capitão tem a sua fama em muito boa cotação. Eu sei que somos poucos, mas eu ainda conto. Eu admiro-o e limpo o seu quadro todos os dias de manhã. Tal qual faço a minha limpeza diária. E depois o pó não tem ajudado. O deserto tem avançado sobre a cidade e a poeira é cada vez mais insuportável.
Escrevo-lhe para mostrar o meu apreço pelo facto de a sua esposa ter descoberto que o senhor tem um filho bastardo. Não sei como ela terá reagido ao saber, mas queria deixar a minha consideração ao nosso capitão que nunca deixará o de ser. Temos pedido o fim da guerra a deus, para que possamos um dia estar aos seus comandos uma vez mais.
O seu filho”
_______________
Autor: Fernando Pessoa
Blogue: O Blog dos 5 Pês http://oblogdos5pes.blogspot.com/
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Carta ao coronel | 1
"Não há mar à minha beira. Nem escuto os gritos solitários das gaivotas que assaltam as ondas. Imagino-as. Tal como imagino o assalto solitário destas minhas palavras não abandonadas num papel qualquer, enrolado e fechado numa garrafa, que iria atirar ao mar. Não naufrago as minhas palavras porque não há mar à minha beira. Assim, não há mensagem na garrafa. Não há quem a atire e não há quem a receba, no sobressalto dourado de um final de tarde, à beira-mar.
Mas escrevo-te. Não é que tenha alguma coisa para te dar. Para além de mim mesma.
Não tenho nada para procurar porque nunca encontro nada do que eu quero. Outra vez, para além de mim mesma.
Sou o corpo materializado das palavras que navegam dentro de mim e se lançam em pontes virtuais, até ti, aquele que me lê. Aquele que, assim, me recebe. É nesta possível carta que te escrevo, que te acompanho, que me te dou. Não te peço nada. Apenas que me leves. Me tomes como a companhia indiscreta que, discretamente, se aproxima da tua consciência e que te diz que vale a pena sempre esperar. Como nunca sabemos aquilo que ainda não foi feito, o outro dia ser-nos-á, sempre, entregue como a eterna novidade das nossas vidas. Portanto, é válida a espera.
Assim como o que eu te escrevo."
_______________
Autora: Su
Blogue: Teia de Ariana http://teiadeariana.blogspot.com/
Mas escrevo-te. Não é que tenha alguma coisa para te dar. Para além de mim mesma.
Não tenho nada para procurar porque nunca encontro nada do que eu quero. Outra vez, para além de mim mesma.
Sou o corpo materializado das palavras que navegam dentro de mim e se lançam em pontes virtuais, até ti, aquele que me lê. Aquele que, assim, me recebe. É nesta possível carta que te escrevo, que te acompanho, que me te dou. Não te peço nada. Apenas que me leves. Me tomes como a companhia indiscreta que, discretamente, se aproxima da tua consciência e que te diz que vale a pena sempre esperar. Como nunca sabemos aquilo que ainda não foi feito, o outro dia ser-nos-á, sempre, entregue como a eterna novidade das nossas vidas. Portanto, é válida a espera.
Assim como o que eu te escrevo."
_______________
Autora: Su
Blogue: Teia de Ariana http://teiadeariana.blogspot.com/
domingo, 18 de novembro de 2007
Carta ao coronel
Portugal, 18 de Novembro de 2007
Boa noite coronel,
Enquanto que os meus dedos dedilham estas palavras, os meus pensamentos desejam encontrar-lhe a si e à sua esposa no pleno da vossa saúde física e mental.
Bem sei que estas minhas palavras não são as que esperava receber. Lamento que ao lê-las o seu rosto esmoreça com tamanha tristeza. Só que estas são as palavras que tenho e são estas palavras que vos enviarei.
Provavelmente o vosso galo até ganhou o bendito combate e provavelmente com a tamanha riqueza, que daí proveio o coronel até deixou de ir ao cais todas as sextas-feiras... O que considerando essa hipótese, as minhas palavras podem não chegar até si... Seria lamentável, pois mesmo não acrescentando nada à sua vida, gostaria de acreditar que não as escrevi em vão.
Coronel permita-me ainda dizer-lhe que admiro a sua coragem e determinação perante tanta adversidade e maleita. A desfaçatez da sua personagem ficará para sempre nos jardins da minha memória.
Um abraço sincero
tonsdeazul
_____________________
Nota: Esta carta assinala a abertura do desafio e não irá a votos.
Agradeço aos participantes e amanhã iniciarei a publicação das cartas a concurso. Até lá.
Boa noite coronel,
Enquanto que os meus dedos dedilham estas palavras, os meus pensamentos desejam encontrar-lhe a si e à sua esposa no pleno da vossa saúde física e mental.
Bem sei que estas minhas palavras não são as que esperava receber. Lamento que ao lê-las o seu rosto esmoreça com tamanha tristeza. Só que estas são as palavras que tenho e são estas palavras que vos enviarei.
Provavelmente o vosso galo até ganhou o bendito combate e provavelmente com a tamanha riqueza, que daí proveio o coronel até deixou de ir ao cais todas as sextas-feiras... O que considerando essa hipótese, as minhas palavras podem não chegar até si... Seria lamentável, pois mesmo não acrescentando nada à sua vida, gostaria de acreditar que não as escrevi em vão.
Coronel permita-me ainda dizer-lhe que admiro a sua coragem e determinação perante tanta adversidade e maleita. A desfaçatez da sua personagem ficará para sempre nos jardins da minha memória.
Um abraço sincero
tonsdeazul
_____________________
Nota: Esta carta assinala a abertura do desafio e não irá a votos.
Agradeço aos participantes e amanhã iniciarei a publicação das cartas a concurso. Até lá.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Escrevam ao Coronel
Ainda a respeito da "pintura" anterior... gostaria de lançar um novo desafio a todos os que visitam o tons de azul.
Como eu gosto de escrever e ainda mais de ler, todos os motivos são um pretexto válido para satisfazer este meu vício. Assim, desafio-vos a escrever uma carta ao coronel.
Até ao final desta semana, ou seja até domingo, aguardarei na minha caixa de correio por uma carta original (máximo de 230 palavras), que deve conter o nome do autor ou pseudónimo e nome do blogue (caso exista). Atenção as cartas devem permanecer anónimas até à divulgação do vencedor/a.
Na semana seguinte publicarei todas as cartas por ordem de entrada. A votação será feita, mais uma vez, via online e o/a vencedor/a receberá um prémio azulado.
Conto com a vossa participação! Por isso, deixem a preguiça de lado e coloquem essa massa pensante a trabalhar. Beijos, abraços e até breve!
Conto com a vossa participação! Por isso, deixem a preguiça de lado e coloquem essa massa pensante a trabalhar. Beijos, abraços e até breve!
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Era uma vez... - Resultados
Finalmente chegou a hora tão aguardada. Agradeço mais uma vez aos autores que aceitaram o meu desafio e aos participantes que deixaram as suas pinceladas e que votaram tão entusiasticamente. Estão todos de Parabéns!
Os resultados são os seguintes:

Os resultados são os seguintes:
Sei também que estavam ansiosos por saber o nome dos autores das histórias. Por isso não vos faço esperar mais!
1.º lugar: Era uma vez… 5
Título: "A ervilha transparente"
Autor: O autor
Blogue: http://www.oadepto.blogspot.com/
"Participei neste concurso não porque goste de escrever coisas para crianças, mas porque alguém me disse que eu tinha jeito para contar histórias que as crianças possivelmente iriam gostar... Assim sendo reutilizei um guardanapo de papel para escrever esta história..."
2.º lugar: Era uma vez… 1
Título: "O Segredo das Estrelas..."
Autora: Utzi
Blogue: http://a-minha-nuvem.blogspot.com/
"Participei porque a minha querida e estimada Tons de azul mo pediu... e porque gosto de escrever sob todas as formas, principalmente aquelas que permitem pinceladas de magia, como os contos infantis."
3.º lugar: Era uma vez… 3
Título: "A amêndoa vaidosa"
Autora: Saltapocinhas
Blogue: http://fabulas1.blogspot.com/
"Participei porque no livro de leitura dos meus meninos não havia nenhum texto giro alusivo à Páscoa e eu tive de inventar um! (o que também é verdade e acontece algumas vezes!)."
4.º lugar: Era uma vez… 6
Título: "A história do balão saltitão"
Autora: Fábula
Blogue: http://fabulosamentelouca.blogspot.com/
"Participei porque foi o primeiro de histórias infantis que vi e, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, escrever uma história infantil não é assim tão fácil, daí que este desafio tenha sido mesmo um desafio (passe a redundância)!"
5.º lugar: Era uma vez… 4
Título: "O gato Rodolfo"
Autor: 22
Blogue: http://azul-e-verde.blogspot.com/
"Participei porque gosto de desafios. E apesar de saber que tenho pouco jeito para escrever um conto infantil, não quis deixar de contribuir na mesma com a minha participação."
6.º lugar: Era uma vez… 2
Título: "O dente fantástico"
Autora: Raquel Pascoal
Blogue: http://viversempreepreciso.blogs.sapo.pt/
"Participei porque:
- Se trata de uma história escrita por uma criança, destinada a crianças;
- Que como mãe da criança gostei de ver o diferencial de reacções às histórias para crianças escritas por adultos e apreciadas por adultos, por comparação à reacções dos destinatários (as crianças)."
_____________
Nota: O vencedor será contactado para receber a oferta azulada.
1.º lugar: Era uma vez… 5
Título: "A ervilha transparente"
Autor: O autor
Blogue: http://www.oadepto.blogspot.com/
"Participei neste concurso não porque goste de escrever coisas para crianças, mas porque alguém me disse que eu tinha jeito para contar histórias que as crianças possivelmente iriam gostar... Assim sendo reutilizei um guardanapo de papel para escrever esta história..."
2.º lugar: Era uma vez… 1
Título: "O Segredo das Estrelas..."
Autora: Utzi
Blogue: http://a-minha-nuvem.blogspot.com/
"Participei porque a minha querida e estimada Tons de azul mo pediu... e porque gosto de escrever sob todas as formas, principalmente aquelas que permitem pinceladas de magia, como os contos infantis."
3.º lugar: Era uma vez… 3
Título: "A amêndoa vaidosa"
Autora: Saltapocinhas
Blogue: http://fabulas1.blogspot.com/
"Participei porque no livro de leitura dos meus meninos não havia nenhum texto giro alusivo à Páscoa e eu tive de inventar um! (o que também é verdade e acontece algumas vezes!)."
4.º lugar: Era uma vez… 6
Título: "A história do balão saltitão"
Autora: Fábula
Blogue: http://fabulosamentelouca.blogspot.com/
"Participei porque foi o primeiro de histórias infantis que vi e, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, escrever uma história infantil não é assim tão fácil, daí que este desafio tenha sido mesmo um desafio (passe a redundância)!"
5.º lugar: Era uma vez… 4
Título: "O gato Rodolfo"
Autor: 22
Blogue: http://azul-e-verde.blogspot.com/
"Participei porque gosto de desafios. E apesar de saber que tenho pouco jeito para escrever um conto infantil, não quis deixar de contribuir na mesma com a minha participação."
6.º lugar: Era uma vez… 2
Título: "O dente fantástico"
Autora: Raquel Pascoal
Blogue: http://viversempreepreciso.blogs.sapo.pt/
"Participei porque:
- Se trata de uma história escrita por uma criança, destinada a crianças;
- Que como mãe da criança gostei de ver o diferencial de reacções às histórias para crianças escritas por adultos e apreciadas por adultos, por comparação à reacções dos destinatários (as crianças)."
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Nota: O vencedor será contactado para receber a oferta azulada.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Era uma vez... - Início da votação
Durante a semana passada foram publicadas 6 histórias infantis, 6 autores até ao momento não revelados. E vão continuar assim, é claro! O sitema de votação já está online para a escolha da melhor história infantil. Eu e os 6 autores contamos com a vossa participação nesta tão difícil tarefa.
Desejo boa sorte a todos e aviso que a tons de azul deixará de estar isenta em caso de empate.
O sistema permite votar uma vez, por cp. A votação estará aberta até dia 23 de Abril, às 19h00.
Desejo boa sorte a todos e aviso que a tons de azul deixará de estar isenta em caso de empate.
O sistema permite votar uma vez, por cp. A votação estará aberta até dia 23 de Abril, às 19h00.
domingo, 15 de abril de 2007
Era uma vez... 6 - "História do balão saltitão"
"Havia uma menina que tinha um balão vermelhão. O balão era muito saltitão. A menina tinha-o sempre preso por um pequeno cordel, pois o balão era mais leve do que um papel.
Uma noite a menina acordou com alguém a chorar. Acendeu a luz e nada, era o silêncio da noitada. Na noite a seguir a mesma coisa.
À terceira vez, a menina perguntou quem estava lá e o balão saltitão respondeu que era ele. Os dois tiveram uma grande conversa. Ela ficou a conhecer a vida e os sonhos do balão. O que ele mais queria era viajar, voar e conhecer o mundo. Então, no dia a seguir, sempre a sorrir, a menina a saltitar foi à rua para o balão soltar.
O balão saltitão prometeu que escrevia a contar as suas viagens. E a menina começou a receber cartas do balão. Ele falava-lhe de tudo o que conhecia, dos países, das pessoas, dos animais, da vegetação, e até de outros balões cheios de emoções que encontrava pelo caminho.
A menina entretanto cresceu e um dia o balão levou-a a conhecer os seus sítios favoritos que eram mesmo muito bonitos!"
______________
Título: "História do balão saltitão"
Autora: Fábula
Blogue: http://fabulosamentelouca.blogspot.com/
Uma noite a menina acordou com alguém a chorar. Acendeu a luz e nada, era o silêncio da noitada. Na noite a seguir a mesma coisa.
À terceira vez, a menina perguntou quem estava lá e o balão saltitão respondeu que era ele. Os dois tiveram uma grande conversa. Ela ficou a conhecer a vida e os sonhos do balão. O que ele mais queria era viajar, voar e conhecer o mundo. Então, no dia a seguir, sempre a sorrir, a menina a saltitar foi à rua para o balão soltar.
O balão saltitão prometeu que escrevia a contar as suas viagens. E a menina começou a receber cartas do balão. Ele falava-lhe de tudo o que conhecia, dos países, das pessoas, dos animais, da vegetação, e até de outros balões cheios de emoções que encontrava pelo caminho.
A menina entretanto cresceu e um dia o balão levou-a a conhecer os seus sítios favoritos que eram mesmo muito bonitos!"
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Título: "História do balão saltitão"
Autora: Fábula
Blogue: http://fabulosamentelouca.blogspot.com/
sábado, 14 de abril de 2007
Era uma vez... 5 - "A ervilha transparente"
"Era uma vez uma gotinha de água que se escondeu do mundo durante muitos anos, certo dia a terra que tremia de frio deixou a gotinha cair pelas suas montanhas e vales, e, começava a grande aventura da vida!
A gotinha de água acordou finalmente da sua prisão e encontrou-se rodeada por muitas gotas de água, que corriam todas em direcção ao sonho do oceano imenso, uma corrida chamada rio!
A gotinha fez logo muitos amigos e amigas, e por momentos viveram felizes, até que um dia, apareceram as gorduras e as lixeiras, esses bandidos que o ser mais inteligente do planeta resolveu cruzar no caminho do “rio”. A gotinha ficou doente e os seus amigos também…
Pouco tempo depois a gotinha estava verde, um verde doente, e ela voltou a querer fugir do mundo e voltar para dentro das pedras, até que de repente esta caiu num campo cheio de terra e legumes, estes, ao vê-la assim tão diferente tão pura e doente, abraçaram-na nas suas folhas e fizeram-se seus amigos.
A partir daquele momento, a cenoura “cenourinha”, o nabo “vermelho”, a cebola “chora chora”, e a fava “bolo rei” deram o nome de “Ervilha transparente” à nossa gotinha de água… ervilha por ser redondinha e verde; transparente por ser pura e sincera!
E fizeram a fotossíntese para sempre!!"
______________________
Título: "A ervilha transparente"
Autor: O autor
Blogue: http://www.oadepto.blogspot.com/
A gotinha de água acordou finalmente da sua prisão e encontrou-se rodeada por muitas gotas de água, que corriam todas em direcção ao sonho do oceano imenso, uma corrida chamada rio!
A gotinha fez logo muitos amigos e amigas, e por momentos viveram felizes, até que um dia, apareceram as gorduras e as lixeiras, esses bandidos que o ser mais inteligente do planeta resolveu cruzar no caminho do “rio”. A gotinha ficou doente e os seus amigos também…
Pouco tempo depois a gotinha estava verde, um verde doente, e ela voltou a querer fugir do mundo e voltar para dentro das pedras, até que de repente esta caiu num campo cheio de terra e legumes, estes, ao vê-la assim tão diferente tão pura e doente, abraçaram-na nas suas folhas e fizeram-se seus amigos.
A partir daquele momento, a cenoura “cenourinha”, o nabo “vermelho”, a cebola “chora chora”, e a fava “bolo rei” deram o nome de “Ervilha transparente” à nossa gotinha de água… ervilha por ser redondinha e verde; transparente por ser pura e sincera!
E fizeram a fotossíntese para sempre!!"
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Título: "A ervilha transparente"
Autor: O autor
Blogue: http://www.oadepto.blogspot.com/
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