terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Verde Pistachio

Quinze.
Eu desconhecia, não podia imaginar, que só me restavam quinze minutos para tropeçar.
(Aonde é que eu já li algo parecido?)
Chovia. Chovia demasiado naquela tarde. Não podia continuar pelas ruas de Faro como se estivesse um belo dia de Sol! Procurei refúgio, abrigo debaixo das varandas dos prédios. Corri. Andei. As minhas pernas estavam cansadas, encharcadas e já não me obedeciam. Praça da Alhandra. Parei. Em vão tentei controlar a respiração ofegante. Tropecei. Tropecei, imaginem, num Pistachio! Num Verde Pistachio! Fiquei pasma. Simplesmente deslumbrada com tamanha mixelândia de cores, formas e feitios. Um verdadeiro encontro imediato com o reino da fantasia. Enamorei-me. Por momentos tive uma vontade louca e quase incontrolável de querer voltar à infância. De querer experimentar, tocar e vestir todas aquelas cores garridas. De saltar e brincar, de sonhar e crescer.
- Olá, então porque não entra?
Uma voz simpática fez-me escorregar do arco-íris. Olhei. A rapariga sorriu. Sorri e caminhei. Entrei. Entrei na loja que veste as crianças de cor todo o ano e que mesmo em dias de chuva sorri para quem distraído pela Praça da Alhandra passa.
Um sorriso para ti Amiga.

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